Conheça cinco jovens escritores mineiros que são destaques na literatura
Na lista tem vencedores de prêmios de literatura, que fizeram sucesso a partir da internet e de intervenções urbanas.
Foto: Beatriz Kalil Othero / Divulgação
Na lista tem vencedores de prêmios de literatura, que fizeram sucesso a partir da internet e de intervenções urbanas.
Foto: Beatriz Kalil Othero / Divulgação
O que Guimarães Rosa, Carolina Maria de Jesus, Carlos Drummond de Andrade e Adélia Prado têm em comum, além da excelência na literatura, é a mineiridade. Cada um com seu estilo e particularidade estilística, marcou a história da prosa, poesia e da literatura em geral, influencia muitos escritores e encanta os leitores. Atualmente, outros nomes também estão surgindo na cena, seja nos contos, na poesia, no romance ou na união entre literatura e espaço urbano. Sendo assim, destacamos alguns jovens mineiros que estão se destacando na literatura local e nacional para você conhecer. Confira!
A belo-horizontina é poeta na pesquisa e na produção! Mestra em Letras pela UFMG, organizou o livro A Porca Revolucionária: ensaios literários sobre a obra de Hilda Hilst, de 2018, e co-organizou o livro Poéticas do devir-mulher: ensaios sobre escritoras brasileiras (2019). Kalil atua principalmente na poesia e já publicou Poétiquase em 2015, que fala sobre não-pertencimento ao mundo moderno; Anticorpo (2017) também de poemas, passando por erotismo, sexualidade e corpo. Recentemente, dois lançamentos vieram juntos. Carne, um livro objeto, e Oswald pede a Tarsila que lave suas cuecas. O segundo ganhou o prêmio 100 anos da Semana da Arte Moderna do Ministério da Cultura.
Com 24 anos, além de escrever, Kalil organiza eventos literários, é atriz e realiza leituras de textos em lançamentos de livros, bate-papos e eventos literários. Acompanhe a autora aqui.
Autor do livro O doce e o amargo, que foi vencedor do Prêmio Sesc de Literatura em 2019 na categoria Conto. A obra é composta por nove contos com histórias desconexas à primeira vista e que falam sobre os vários conflitos nos ritos de passagem. Principalmente no que tange a juventude a partir a própria vivência de Paulsen. O jovem de 19 anos é estudante de filosofia em Juiz de Fora, sua cidade natal, e tem como autor preferido e principal referência o escritor francês Albert Camus. O doce e o amargo foi publicado pela Record e está disponível por R$ 34,90.

Belo Horizonte e Minas Gerais são os principais panos de fundo para a narrativa de Jonathan, escritor de 24 anos e natural de Belo Horizonte. Antes de se dedicar à escrita criativa produziu e traduziu artigos e também escreveu para empresas. Sendo assim, na literatura foi ganhador do Prêmio Minas Gerais de Literatura em 2016 e 2018 na categoria Jovem Escritor Mineiro. Na primeira vez foi vencedor com o projeto Cólera, um romance narrado em primeira pessoa por um belo-horizontino prestes a completar 51 anos que trabalha em uma funerária. Nas horas vagas é escritor, mas não quer de forma nenhuma ser reconhecido como tal e nem fazer sucesso no meio literário. O livro foi publicado pela Editora Moinhos.
O projeto vencedor em 2018 foi Antes de Vera. A obra aborda e reflete as relações afetivas e a transexualidade. O livro ainda não foi publicado. Em resumo, Belo Horizonte e Minas Gerais são o principal pano de fundo para as narrativas do autor. Você pode conhecer um pouco mais sobre ele no site da Editora Moinhos.
O que começou como uma conta no Twitter para para falar de amor e dar conselhos sentimentais, se transformou em mais de dois milhões de livros vendidos. A Juiz-Forana, então, criou um blog e lançou o primeiro livro, Não se apega, não, inspirado no blog a convite da editora Intrínseca. Logo virou best seller entre jovens e rendeu outras obras. Agora, aos 29 anos, Isabela Freitas já tem três livros publicados, que são uma espécie de sequência do primeiro. Você pode acompanhá-la no Instagram e adquirir os livros no site da editora.
Provavelmente você já viu alguma coisa dele por aí nas ruas de BH, já que escreve versos pela cidade, principalmente em lixeiras. Tem gente que até torce o nariz, mas o fato é que Felipe Arco, agora aos 29 anos, ganhou projeção nacional com o trabalho e a persistência para lançar o primeiro livro. A obra 200 mil paçocas e infinitas poesias, lançada em 2015, é uma narrativa poética do jovem escritor que vendia paçoca na rua para obter fonte para o primeiro livro.
Depois disso, percorreu o Brasil inteiro, 50 cidades e 15 estados. O resultado também foram relatos poéticos em forma do título 12 mil km e infinitas poesias. Em resumo, o artista tenta criar um diálogo entre a cidade e a arte por meio de grafites nos espaços urbanos. Para conhecer mais sobre ele, leia este artigo no Voz das Comunidades. Se quiser um dos quatro livros publicados, é só entrar em contato com ele pelo Instagram.
Publicado por Carol Braga
Publicado em 03/08/20