Exposição

Exposição retrata marcas da mineração em BH

"Paisagens Mineradas: marcas no corpo-território" reúne obras de 12 artistas mulheres e propõe reflexão sobre os impactos da mineração no país

Foto: Isabelle Aguiar

05/07/2025 a 09/08/2025
15:00
Presencial
Gratuito
Funarte - Rua Januária - Centro, Belo Horizonte - MG, Brasil
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A exposição Paisagens Mineradas: marcas no corpo-território chega a Belo Horizonte com um forte chamado à reflexão. Após passar por São Paulo, Belém e Ouro Preto, a mostra ocupa a Funarte MG – Galpão 5, de 5 de julho a 9 de agosto, com entrada gratuita. A iniciativa é do Instituto Camila e Luiz Taliberti, criado após a tragédia de Brumadinho, que ceifou 272 vidas em 2019.

A exposição reúne obras de 12 artistas mulheres que abordam os efeitos da mineração predatória nas paisagens brasileiras e nos corpos atingidos. Entre pinturas, gravuras, fotografias e instalações, as obras denunciam a destruição, mas também apontam caminhos de cura e resistência. O público conta com equipe educativa e audioguia para ampliar a experiência.

Reflexão sobre o presente e o futuro

Para a coordenadora Marina Kilikian, exibir essa mostra em BH tem peso simbólico: “Passamos da antiga capital de Minas, formada pela mineração, para a nova capital, que tem um ideal moderno, de ‘progresso’, mas ainda sofre com a mineração em seu molde mais arcaico, que vem tentando destruir a Serra do Curral. A mostra convida os moradores de BH a repensarem o futuro da cidade e do estado”.

A curadora e artista Isadora Canela reforça o papel das mulheres na mostra: “Em um sistema que normaliza a violência, o que se faz com a montanha se faz com a mulher. Pensar no lugar que as mulheres ocupam na cultura e na arte, muitas vezes apagadas na história, é, assim, uma forma de subverter a lógica de um sistema opressor”.

Da lama à memória viva

A exposição é também um tributo às vítimas da mineração. “Perdi meus filhos, Camila e Luiz Taliberti, minha nora, Fernanda Damian de Almeida, grávida de cinco meses do meu primeiro neto, Lorenzo. Perdemos tudo naquele dia 25: sonhos, planos, perspectivas. “Precisamos mostrar para a sociedade o que aconteceu, para que tragédias como essa não se repitam, para que a vida seja priorizada, e para que a morte deles não tenha sido em vão”, diz Helena Taliberti, fundadora do Instituto que leva o nome dos filhos”, diz Helena Taliberti, fundadora do Instituto que leva o nome dos filhos.  Ela define a exposição como uma forma de honrar, lembrar e buscar justiça.

O impacto da mostra foi comprovado em pesquisa realizada pela UFOP em Ouro Preto. Para 75% do público, a exposição despertou o interesse em saber mais sobre os impactos da mineração. A maioria considerou as obras acessíveis e envolventes.

Serviço

Exposição: Paisagens Mineradas: marcas no corpo-território.
Local: Funarte MG – Galpão 5, Belo Horizonte.
Período: 5 de julho a 9 de agosto (Quarta a domingo de 14h às 20h).
Entrada: Gratuita.
Acessibilidade: Audioguia e equipe educativa disponíveis.
Mais informações no perfil @institutocamilaeluiztaliberti

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Publicado por Anne Morais

Publicado em 26/06/25

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"Paisagens Mineradas: marcas no corpo-território" reúne obras de 12 artistas mulheres e propõe reflexão sobre os impactos da mineração no país

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