Maior mostra de Joaquín Torres García chega ao CCBB BH
Exposição gratuita reúne mais de 400 obras e ganha recorte dedicado às relações entre o artista uruguaio, a arte popular e a cultura mineira.
Foto: Everton Ballardin
Exposição gratuita reúne mais de 400 obras e ganha recorte dedicado às relações entre o artista uruguaio, a arte popular e a cultura mineira.
Foto: Everton Ballardin
A obra de Joaquín Torres García ganha uma leitura ampliada em Belo Horizonte. De 15 de julho a 12 de outubro, o Centro Cultural Banco do Brasil Belo Horizonte recebe “Joaquín Torres García – 150 anos”. A exposição gratuita é a maior já realizada no Brasil sobre o artista uruguaio.
Depois de temporadas nos CCBBs São Paulo e Brasília, a mostra chega à capital mineira com um novo recorte curatorial. A montagem reúne mais de 400 obras. Entre elas estão pinturas, desenhos, objetos, manuscritos e documentos históricos. O percurso também apresenta trabalhos de mais de uma centena de artistas brasileiros e estrangeiros.
Idealizada pelo curador Saulo di Tarso, com colaboração do Museo Torres García, a exposição propõe diálogos entre o legado do artista e diferentes gerações. Em Belo Horizonte, o foco recai sobre as relações com a arte popular e a cultura de Minas Gerais.
“A mostra se redesenha e procura incorporar a participação de artistas locais. Essa transformação museográfica que é implementada em cada cidade busca atualizar a presença de Torres García junto a artistas de grande potência no cenário contemporâneo”, destaca o curador.
A etapa mineira inclui novas obras de Advânio Lessa e Randolpho Lamonier. Além disso, mapas históricos dos séculos XVII e XVIII, de Pieter Goos e Jodocus Hondius, ampliam os debates decoloniais presentes no percurso.
Entre os destaques está “América Invertida”. A obra é uma das imagens mais emblemáticas da arte latino-americana e raramente deixa o Museo Torres García, em Montevidéu. Ao inverter o mapa do continente, o artista propõe outra perspectiva sobre a posição da América Latina no mundo.
O percurso também apresenta o Universalismo construtivo. A escola artística foi desenvolvida por Torres García a partir de formas simples, universais e geométricas, associadas a referências culturais latino-americanas.
A dimensão educativa ocupa outro eixo da exposição. O artista valorizava a experimentação, a criação de símbolos e a liberdade inventiva. Essas ideias orientam visitas mediadas e atividades para diferentes idades.
“Já na década de 1910, García ministrava aulas de arte e de civilização africana para crianças em ateliês, uma iniciativa extremamente arrojada para a época, que evidenciava a importância da infância em seu pensamento e em sua prática artística”, afirma Saulo di Tarso.
A mostra reúne ainda empréstimos de instituições como MACBA, IVAM, Museo de la Solidaridad Salvador Allende, MASP e Pinacoteca do Estado de São Paulo. Também participam a Galeria Sur e coleções privadas.
Joaquín Torres García – 150 anos
Local: Galerias do 3º Andar e Pátio – CCBB Belo Horizonte
Período: 15 de julho a 12 de outubro de 2026
Entrada gratuita, com ingressos pelo site ou na bilheteria do CCBB BH.
Funcionamento: de quarta a segunda, das 10h às 22h.
Publicado por juniodecarvalho
Publicado em 13/07/26