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Dia do Cinema Brasileiro: confira algumas dicas de filmes

Data foi instituída em homenagem a Afonso Segreto que, no mesmo dia em 1898, fez as primeiras filmagens em movimento no Brasil

Por Jaiane Souza *

18/06/2020 às 15:09 | *Colaborador

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Cena de Bacurau. Foto: Victor Jucá/ Divulgação

19 de junho é celebrado o Dia do Cinema Brasileiro. A data foi instituída para prestar homenagem a Afonso Segreto, ítalo-brasileiro e primeiro diretor e cinegrafista do país. Em 1898, ele fez as primeiras imagens em movimento, um registro documental composto por cenas da Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro.

Além disso, a exibição foi feita no Salão Novidades de Paris, a primeira sala de cinema do Brasil, inaugurada por Paschoal Segreto e José Roberto Cunha na Rua Ouvidor, também no Rio de Janeiro. 

Para comemorar o Dia do Cinema Brasileiro canal Telecine vai exibir online o filme Bacurau, de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles. O longa esteve presente no Festival de Cannes, no qual foi indicado à Palma de Ouro e foi vencedor do Prêmio do Júri. A transmissão é hoje, dia 18, às 20h, no canal do Telecine no YouTube. E tem mais, o elenco vai interagir no chat durante a exibição. Vai perder? Clique aqui e ative a notificação

Sendo assim, destacamos alguns filmes marcaram o cinema brasileiro contemporâneo para você conferir. As dicas são da equipe do Culturadoria e dos nossos seguidores do Instagram, que opinaram por meio de enquete. Inclusive, nos siga pra não perder as próximas. 

Confira!

O auto da Compadecida, de Guel Arraes (2000)

O filme é uma adaptação da peça escrita por Ariano Suassuna e conta as peripécias de João Grilo (Matheus Nachtergaele) e Chicó (Selton Mello), dois homens que lutam pela sobrevivência no sertão brasileiro. O longa contou com a participação da gigante Fernanda Montenegro. Além disso, ganhou quatro prêmios no Grande Prêmio do Cinema Brasil: Melhor Diretor, Melhor Ator para Nachtergaele, Melhor Roteiro (Guel Arraes, Adriana Falcão e João Falcão) e Melhor Lançamento. Em resumo: é um importante diálogo entre literatura, teatro e cinema.

Central do Brasil, de Walter Salles (1998)

No centro do Rio de Janeiro, na estação Central do Brasil, Dora (Fernanda Montenegro) escreve carta para pessoas analfabetas para conseguir dinheiro extra. Um dia Josué (Vinícius Oliveira) e sua mãe (SOia Lira) vão até lá para pedir que ela escreva para o pai do garoto, já que ele nunca o conheceu. Ao sair da estação, a mãe é atropelada. O garoto fica desabrigado e, assim, Dora parte em uma jornada com o menino para encontrar a família. 

Central do Brasil foi o responsável por colocar o Brasil no cenário do cinema mundial, pois foi indicado ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro e Montenegro ao de Melhor Atriz na mesma premiação.

Cidade de Deus, de Fernando Meirelles (2002)

Adaptado do livros de mesmo nome do escritor Paulo Lins, o filme retrata o crescimento do crime organizado na favela carioca Cidade de Deus. A favela começou a ser construída no final dos anos 1960 e se tornou um dos lugares mais perigosos da cidade em 1980. A narrativa é sob a perspectiva de Buscapé (Alexandre Rodrigues). Ele encontra na fotografia uma alternativa para não entrar no mundo do crime. Além disso, foi indicado para o Oscar em quatro categorias: direção, roteiro, fotografia e montagem. É único filme brasileiro a conquistar tantas indicações.

Limite, de Mário Peixoto (1931)

Considerando o melhor filme brasileiros de todos os tempos pela Abraccine (Associação Brasileira de Críticos de Cinema), o longa – detalhe, de 1931 –  mostra três pessoas que estão em um barco à deriva relembrando o passado. Uma das mulheres conseguiu escapar da prisão, a outra estava desesperada e o homem tinha perdido a amante. Cansados de remar, eles se conformam e esperam apenas a morte. O relatos são em flashback. A lista completa dos 100 melhores filmes está no site da Abraccine

Bacurau, Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles (2019)

Os moradores de Bacurau descobrem que o povoado não existe mais no mapa e percebem que coisas estranhas começam a acontecer: estrangeiros chegam na cidade, encontram corpos, carros são alvejados e até drones voam pelo céu. Dessa forma, percebem que a região está sendo atacada e resolvem agir para se defenderem. Bacurau traz uma importante reflexão sobre a coletividade e como a união, literalmente, faz a força.

Minha mãe é uma peça

A trinca de filmes dirigida por André Pellenz, César Rodrigues e Susana Garcia respectivamente conta a história de Dona Hermínia e dos desafios de ser mãe em diferentes fases da vida dos filhos, bem como lidar com as próprias questões. Leia nossas impressões sobre o terceiro filme

Minha mãe é uma peça – O filme: YouTube Filmes e Google Play.

Minha mãe é uma peça 2: YouTube Filmes e Google Play.

Minha mãe é uma peça 3: YouTube FilmesGoogle Play e Now.

Se eu fosse você, Daniel Filho (2006)

Tony Ramos e Glórias Pires vivem Cláudio e Helena, um casal comum que, assim como tantos outros, tem seus momentos de desentendimentos. Em uma dessas brigas, acabam estranhamente trocando de corpo no dia seguinte e precisam conviver na realidade alheia. Ela é professora de música e ele um publicitário. Além de super divertido, o longa é um reflexão importante sobre empatia, já que eles estão literalmente no corpo um do outros e precisam enfrentar os desafios disso.

Muita calma nessa hora, de Felipe Joffily (2010)

As amigas Tita, Mari e Aninha (Andréia Horta, Gianne Albertoni e Fernanda Souza) precisam fazer escolhas decisivas e para diminuir a tensão decidem viajar para curtir o fim de semana em Búzios. No caminho, dão carona para Estrella (Débora Lamm) que está procurando pelo pai desaparecido e a partir daí vivem altos e baixos. Tudo isso com humor e um elenco de peso. Só para exemplificar, estão em cena nomes como Bruno Mazzeo, Marcelo Adnet, Laura Cardoso, Lúcio Mauro Filho e Heloísa Périssé.

dia do cinema brasileiro
Cena de Minha Mãe é uma peça 3. Foto: Downtown Filmes/Divulgação
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