Curadoria de informação sobre artes e espetáculos, por Carolina Braga

5 filmes para explorar a versatilidade de Anthony Hopkins

O ator venceu o Oscar 2021 pela performance em Meu pai, um dos melhores trabalhos da carreira ao lado do antológico Hannibal de O silêncio dos inocentes
Ator Anthony Hopkins. Foto: Erik Ovanespour / ©A.M.P.A.S.
Ator Anthony Hopkins. Foto: Erik Ovanespour / ©A.M.P.A.S.

Tem ator que fica muito marcado por um papel. Anthony Hopkins não pode negar isso já que para sempre será lembrado como Hannibal, o serial killer de O silêncio dos inocentes. Mas, digamos que o tempo tem funcionado para o ator inglês assim como os bons vinhos. O tempo passa e ele vai ficando melhor. 

Por exemplo, a indicação ao Oscar que Anthony Hopkins recebeu por Meu Pai é a segunda consecutiva na premiação. Em 2020 ele também marcou presença na cerimônia – física, diga-se de passagem – na disputa de melhor ator coadjuvante por Dois Papas. Desta vez, porém, ele venceu mas não compareceu para agradecer e nem pegar a estatueta.

Aos 83 anos de idade e 60 de carreira, ele acumula seis indicações. As outras foram pelos filmes Amistad (1997), Nixon (1995), Vestígios do dia (1993) e O Silêncio dos Inocentes (1991). A única estatueta que guarda em casa, por enquanto, é justamente pelo papel de Hannibal. 

Mas, o que também chama a atenção quando analisamos a carreira de Anthony Hopkins em perspectiva é a versatilidade. Ou seja, ele vai com maestria do maior vilão de todos os tempos no cinema ao papel de um papa. Entre eles cabe até participações em filmes de super-heróis. Sim, Hopkins é Odin, o pai do Thor. 

Enfim, para você que é fã do ator, selecionamos cinco longas que demonstram toda a flexibilidade de Sir Anthony Hopkins.

Meu Pai (2021)

O nome do protagonista de meu pai também é Anthony. Claramente uma homenagem do diretor Florian Zeller ao grande ator britânico. A performance dele, claro, honra tudo isso e muito mais. É um domínio tão grande do personagem que Hopkins consegue nos fazer rir e chorar quase ao mesmo tempo. Vale destacar também a excelente parceria com a atriz Olivia Colman. Se quiser saber mais, aqui está nossa crítica sobre o filme.

Dois Papas (2019)

Eis outro filme em que o drama e a comédia caminham juntos. Temos também aqui mais uma parceria entre dois atores espetaculares. No caso, Anthony Hopkins como o Papa Bento XIV e Jonathan Pryce como Papa Francisco. O longa dirigido pelo brasileiro Fernando Meirelles foi indicado ao Oscar na categoria de melhor roteiro, ator principal e ator coadjuvante para nosso homenageado. Em resumo: aqui também você encontra nossas impressões sobre o filme.

O Silêncio dos Inocentes (1991)

Digamos que este não é um filme confortável para se ver mais de uma vez, né? Mas, é um exercício que vale a pena. Principalmente se o objetivo for, por exemplo, observar em detalhes o trabalho que Anthony Hopkins faz. Sendo assim, para lembrar, o filme conta a história de uma agente novata do FBI (papel de Jodie Foster) que precisa se aproximar do psiquiatra brilhante mas também psicopata Hannibal Lecter para tentar desvendar uma série de crimes. O Silêncio dos Inocentes foi o terceiro filme da história a receber as cinco principais estatuetas do Oscar (filme, direção, roteiro, ator e atriz).

Lendas da Paixão (1995)

Saindo de um suspense para um drama romântico daqueles que faz a gente quase morrer de chorar. Em resumo: três irmãos disputam o amor de uma bela jovem e isso desencadeia uma grande tragédia familiar. Anthony Hopkins interpreta o pai deles. Dessa maneira, apesar de não ter sido um papel excepcional em toda a carreira, prova um pouco da versatilidade dele.

Thor: Ragnarok (2017)

Para completar o ciclo tem Odin, Deus todo poderoso, pai de Thor. Anthony Hopkins interpretou o papel três vezes. Dessa maneira, são participações. A primeira em 2011, depois em 2013 (Thor: o Mundo Sombrio) e em Ragnarok (2017). É a indicação da vez pois é o mais divertido de todos. O longa foi dirigido por Taika Waititi (do ótimo Jojo Rabbit). Uma curiosidade é que Hopkins já havia decidido não voltar mais ao papel mas não resistiu ao ler o roteiro.

Meu Pai. Foto: Sean Gleason/Sony Pictures Classics
Meu Pai. Foto: Sean Gleason/Sony Pictures Classics

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