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Viajar de trem é uma boa opção para as férias

Trem de passageiros da Vale é uma oportunidade de passeio diferente entre Minas e Espírito Santo

Por Thiago Fonseca

15/01/2019 às 10:39

Publicidade - Portal UAI
Foto: EFVM / Divulgação

São 7h30 da manhã e a locomotiva está pronta para partir de Belo Horizonte. Até o destino final, em Cariacica no Espírito Santo, são 664 quilômetros e 13 horas de viagem. Um susto! Mas o trajeto do trem de passageiros da Vale revela belezas naturais desconhecidas e é uma boa opção de entretenimento para o período de férias. A EFVM é uma das poucas ferrovias brasileiras que ainda transporta passageiros pelo Brasil. Além de ligar 42 municípios, une pessoas.

A operadora de telemarketing Amanda Silva, de 20 anos, nunca esquecerá a viagem. “Achei muito divertido e bonito, cansa né?! Mas amei!”, contou sobre a primeira experiência em um trem de passageiros. Uma dica para espantar o tédio e o cansaço é percorrer os vagões e fazer amizades. Dona Imaculada mora em Ipatinga, no Vale do Aço, viaja sempre para a casa das amigas no Espírito Santo para matar a saudade e pegar um bronze. Dentro do trem já fez vários amigos e até encontrou um namorado. “Ele sentou ao meu lado e fomos conversando. Trocamos telefone, saímos e depois namoramos por seis meses”, lembra.

Números crescentes

Segundo dados da Vale, em 2017 mais de 1 milhão de pessoas foram transportadas no trecho. Quarenta e oito porcento viajou para visitar parentes, 25% a turismo e 15% a trabalho. Entre os itens mais citados como vantagens do trem estão segurança, conforto da viagem; atendimento ao cliente e preço da passagem.

A composição média do trem é de quatro carros executivos e sete econômicos. Nas férias esse cenário muda. Dessa maneira, os carros econômicos chegam até 12. O início do trajeto pode assustar pela velocidade reduzida do trem. Mas, logo após Sabará, a máquina ganha velocidade constante até o destino final. Sentar na janela é a melhor opção para quem quer ver as paisagens. Elas são tantas e uma mais surpreendente que a outra.

 

Foto: EFVM / Divulgação

 

Paisagens diversas

Rios, matas, diferentes tipos de vegetação, pontes históricas e cidadezinhas são comuns durante o percurso. É muito bonito avistar cachoeiras no meio do mato e ser surpreendido pela diversidade da flora. O que sempre está ao nosso lado é o Rio Doce, que corta boa parte das cidades que o trem passa. Ele é lindo, bem largo e, aparentemente, não apresenta os sinais da degradação depois do acidente de Mariana. Além de sentar na janela, uma dica para quem quer observar a natureza melhor é ir para o vagão lanchonete.

No espaço há mesas e cadeiras as quais você pode se alimentar ou contemplar a paisagem. Entretanto, só é possível ficar lá por 20 minutos. O tempo é controlado pelos garçons para evitar superlotação. Entre as opções do cardápio estão por exemplo, salgados variados (R$ 5), prato executivo (R$ 15), bebidas e lanches rápidos. É possível também se alimentar na poltrona, que conta com mesa atrás dos assentos. Dessa forma, funcionários da lanchonete passam a todo tempo oferecendo comes e bebes.

Você também pode levar seu lanche. A maioria das pessoas faz isso. É o caso da dona de casa Ana Furtado, que sempre carrega na lancheira sucos, petiscos e doces. “Acho mais prático e economiza, ainda mais pra mim que fico o dia inteiro no trem”. Há um ano Ana não vê a família que mora no Espírito Santo. Sendo assim, aproveita as férias para ir visita-los. “Prefiro ir de trem por ser mais barato e bonito”.

 

Vagão lanchonete – Foto: EFVM / Divulgação

Passagens

As passagens podem ser compradas pela internet ou nas próprias estações. O trecho inteiro custa R$ 73 a classe econômica e R$ 105 a executiva. Os valores são fracionados e mudam de acordo com a cidade de destino. Os lugares são marcados. Dependendo do carro, é preciso passar por vários outros até achar a poltrona. Elas são largas e espaçosas. Em cima delas há tomadas e televisores com vários conteúdos, como por exemplo, informações sobre o trajeto e filmes variados.

Trem Turístico Ouro Preto/Mariana

Para quem quiser conhecer como é viajar de trem e acha o percurso da Estrada de Ferro Vitória a Minas longo, uma opção é o Trem Turístico da Vale que liga Ouro Preto a Mariana. O percurso tem 18 km e dura em média uma hora e o trem sai duas vezes ao dia, às 10h e às 14h30, exceto na quarta que só tem viagens às10h. Em resumo: além de ser histórico, o trem passa por vales, túneis, cachoeiras e paredões de pedras, cenários típicos do estado.

A locomotiva tem capacidade para 300 passageiros. O valor da passagem inteira para o carro convencional é R$ 50,00 por trecho e R$ 70,00 ida e volta. Salvo os moradores da região pagam apenas R$ 10. E neste mês de férias, até o dia 27 de janeiro, a diversão será em dobro no passeio de trem, com brincadeiras e atividades culturais dentro dos vagões.

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