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Últimas sessões do ano encerram programação do Cine Graciano
Sala de cinema independente na Lagoinha exibe documentários e curtas entre os dias 16 e 18 de dezembro, com sessões comentadas e entrada gratuita
Foto: May Franco
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Sala de cinema independente na Lagoinha exibe documentários e curtas entre os dias 16 e 18 de dezembro, com sessões comentadas e entrada gratuita
Foto: May Franco
A sala de cinema independente Cine Graciano apresenta as últimas sessões do ano entre os dias 16, 17 e 18 de dezembro, na Rua Itapecerica, na Lagoinha. Com uma proposta voltada para a reflexão social, os filmes selecionados dialogam com temas como direitos humanos, território, política, trabalho e memória urbana. A programação reúne documentários, sessões comentadas e uma mostra de curtas dirigidos por mulheres.
Na terça-feira, 16 de dezembro, às 19h, será exibido o documentário Diz a ela que me viu chorar, dirigido por Maíra Bühler. O filme acompanha o cotidiano do albergue Dom Pedro, em São Paulo, que abriga 107 pessoas em situação de rua, muitas delas ameaçadas de despejo. A narrativa se constrói a partir das histórias de solidão, perdas e também de solidariedade entre os moradores. Após a sessão, o público participa de um debate com a Frente Mineira Drogas e Direitos Humanos.
Na quarta-feira, 17 de dezembro, às 19h, o Cine Graciano recebe uma sessão extra do documentário Pele, de Marcos Pimentel. Parte das cenas foi filmada na Lagoinha e em regiões próximas. O filme observa a relação entre os habitantes das cidades brasileiras e as marcas deixadas em muros e paredes. Grafites, pichações, palavras de ordem e símbolos diversos revelam discursos visuais que expõem conflitos, afetos e urgências presentes no espaço urbano.
Já na quinta-feira, 18 de dezembro, a programação começa às 15h com uma sessão dedicada a três curtas-metragens dirigidos por mulheres. Chão de Fábrica, de Nina Kopko, se passa em 1979, dentro de uma metalúrgica de São Bernardo do Campo, onde quatro operárias dividem o horário de almoço e segredos pessoais. Em Estado Itinerante, de Ana Carolina Soares, a personagem Vivi tenta se afastar de uma relação opressora enquanto trabalha como cobradora de ônibus. O programa se completa com Mandinga, de Mariana Starling, um filme de ficção de 2025 que aborda desejo, imaginação e enfrentamento do trauma a partir do universo íntimo de Joana.
Encerrando a programação do ano, no dia 18 de dezembro, às 19h, será a vez do documentário Sementes: Mulheres Pretas no Poder, dirigido por Éthel Oliveira e Júlia Mariano. O filme acompanha campanhas eleitorais de mulheres negras nas eleições de 2018, em um contexto marcado pela execução de Marielle Franco. A sessão receberá comentários de Áurea Carolina, com mediação de Jozeli Rosa.
O Cine Graciano conta com 48 lugares e integra um movimento de retomada cultural da Lagoinha, bairro histórico de Belo Horizonte. A iniciativa tem condução da Associação Filme de Rua e homenageia Hugo Graciano, jovem integrante do coletivo, cuja trajetória está diretamente ligada à criação do espaço.
Cine Graciano – últimas sessões do ano
Data: 16, 17 e 18 de dezembro
End.: Rua Itapecerica, 468, Lagoinha – Belo Horizonte
Entrada gratuita
Informações: @filmederua
Publicado por juniodecarvalho
Publicado em 16/12/25