Teatro
Sonho Elétrico estreia no CCBB BH em março
Espetáculo da companhia brasileira de teatro tem direção de Marcio Abreu e segue em cartaz de 6 a 30 de março, com sessões de sexta a segunda, às 20h
Foto: Duda Rabelo
Teatro
Espetáculo da companhia brasileira de teatro tem direção de Marcio Abreu e segue em cartaz de 6 a 30 de março, com sessões de sexta a segunda, às 20h
Foto: Duda Rabelo
“Visto de cabeça para baixo, esse mundo torto pode ter jeito”, escreveu Sidarta Ribeiro em “Sonho Manifesto”. A frase inspira o espetáculo “Sonho Elétrico”, que estreia no Centro Cultural Banco do Brasil Belo Horizonte (CCBB BH) em 6 de março. A temporada segue até 30 de março, com sessões de sexta a segunda, às 20h.
Com texto original e direção de Marcio Abreu, a montagem é criação da companhia brasileira de teatro, que celebra 25 anos de atividades ininterruptas. O elenco reúne Verónica Valenttino, Jessyca Meyreles, Idylla Silmarovi e Cris Meirelles. Em cena, o pianista Luís Chamis acompanha a narrativa.
A peça parte da obra e da interlocução com o neurocientista, capoeirista e escritor Sidarta Ribeiro. O livro “Sonho Manifesto: Dez exercícios urgentes de otimismo apocalíptico” é um dos eixos da pesquisa. A companhia dá continuidade à investigação sobre sonho, memória e história, iniciada em AO VIVO [dentro da cabeça de alguém] (2024).
Em “Sonho Elétrico”, uma artista e integrante de uma banda, interpretada por Verónica Valenttino, é atingida por um raio. Em coma, ela atravessa o limite entre vida e morte. Nesse percurso, revisita memórias, sonhos e a possibilidade de despertar para uma nova chance. A trajetória íntima ganha dimensão coletiva e propõe uma reflexão sobre o futuro da vida no planeta.
“O autor consegue articular através de uma linguagem direta e acessível um conjunto de proposições e de temas muito diversos, atuais e urgentes. Essa capacidade de diálogo com as pessoas e com a sociedade plural na qual vivemos é o principal ponto de convergência entre o pensamento de Sidarta Ribeiro e o que buscamos nessa peça: uma obra fundamental para consolidar a importância social da arte e seu potencial transformador, que revisita o passado e inspira ações para o futuro, agora”, comenta Marcio Abreu.
“Sonho Elétrico” é resultado da plataforma Voo Livre, criada em 2023 por Marcio Abreu, Cássia Damasceno, Nadja Naira e José Maria. A relação da companhia com Sidarta Ribeiro se desenvolve desde pesquisas para “Sem Palavras”, estreada na França em 2021.
O neurocientista participou de diferentes edições do Voo Livre. Esteve em cena no “Voo Livre – Futuros”, em 2023, no Sesc Copacabana, no Rio de Janeiro. Depois, colaborou na residência artística “Voo livre – Sonho Manifesto”, no Sesc Pompeia, em São Paulo. Já na edição “Voo livre – Sonho Elétrico”, no CPT – Sesc Consolação, atuou como convidado e palestrante junto à equipe criativa.
A ficha técnica reúne uma equipe diversa de artistas e colaboradores. A direção de movimento é de Key Sawao. A trilha sonora original e direção musical são de Felipe Storino, com colaboração de Juliana Linhares. Os figurinos levam a assinatura de Luiz Cláudio Silva, do Apartamento 03. A cenografia é de Marcio Abreu, José Maria e Nadja Naira.
Espetáculo: SONHO ELÉTRICO
Temporada: De 6 a 30 de março de 2026
Dias e horários: Sexta a segunda, 20h
Local: Teatro I – CCBB BH
Ingressos: Entre R$15 e R$3, disponíveis pelo site CCBB-BH e na bilheteria do CCBB BH, sempre às quartas-feiras da semana anterior às apresentações.
Duração: 90 minutos
Classificação indicativa: 16 anos
Mais informações no Instagram @ciabrasileira.
O Teatro possui áreas para cadeiras de rodas, assentos especiais para obesos e rampas. Haverá sessões com Intérprete em LIBRAS nos dias 15 e 22 de março.
Publicado por juniodecarvalho
Publicado em 27/02/26