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Novo selo registra diferentes sons e gerações de Minas
Projeto do Sesc em Minas estreia com dois álbuns e cinco singles de artistas de diferentes regiões, estilos e trajetórias
Leticia Leal | Foto: Natalia Bassi
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Projeto do Sesc em Minas estreia com dois álbuns e cinco singles de artistas de diferentes regiões, estilos e trajetórias
Leticia Leal | Foto: Natalia Bassi
Da estreia autoral de um compositor histórico do samba à produção de novos nomes do rock, do rap e da viola, o Selo Sesc Minas Musical nasce para registrar diferentes sons e gerações de Minas Gerais. A iniciativa do Sistema Fecomércio MG, por meio do Sesc em Minas, busca valorizar e ampliar a visibilidade da produção fonográfica do estado.
A primeira edição reúne sete trabalhos musicais. A seleção procura representar a diversidade cultural, territorial e geracional de Minas. Além disso, o projeto amplia as ações da instituição voltadas ao fortalecimento dos artistas mineiros.
A partir de agosto de 2026, o selo lança dois álbuns completos. Um deles marca o primeiro disco autoral de Fabinho do Terreiro, compositor ligado ao samba de Belo Horizonte. O outro apresenta o trabalho da banda Varanda, de Juiz de Fora, representante de uma nova geração do rock alternativo.
Fabinho do Terreiro tem músicas gravadas por artistas como Zeca Pagodinho, Neguinho da Beija-Flor, Agepê, Gracia do Salgueiro e Nelson Rufino. Apesar da extensa trajetória como compositor, ele ainda não havia lançado um álbum autoral.
Já a Varanda aposta em uma sonoridade ligada ao indie pop. As letras combinam humor e otimismo, enquanto o trabalho do grupo busca uma aproximação com o público jovem.
Além dos dois discos, o Selo Sesc Minas Musical apresenta cinco singles. Os lançamentos incluem trabalhos da Guarda de Moçambique Nossa Senhora do Rosário Efigênia de Ouro Preto, de Ezkiel, de Itabirito, de Letícia Leal, de Teófilo Otoni, e dos artistas belo-horizontinos Deh Muss e Pêlos.
Ezkiel, vencedor do Festival da Música de Itabirito 2025, combina rap, afrobeat, samba e reggae. Letícia Leal aproxima a viola caipira da música instrumental, do pop e da MPB.
Deh Muss reúne elementos acústicos e experimentações eletrônicas. A banda Pêlos, criada em 1999 no Aglomerado da Serra, incorpora referências de soul, funk, jazz e blues. Por sua vez, a Guarda de Moçambique preserva manifestações afro-brasileiras ligadas às festividades de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos.
Os artistas foram selecionados por uma curadoria formada por Barral Lima, Bia Nogueira e Carol de Amar. O processo também contou com a equipe da Gerência de Cultura do Sesc em Minas. Entre os critérios adotados estavam multiplicidade cultural, intergeracionalidade e identidade.
Minas é o terceiro estado a contar com um Selo Sesc de música, ao lado de São Paulo e Pernambuco.
Selo Sesc Minas Musical
Lançamentos: a partir de agosto de 2026
Pré-save e informações: Selo Sesc Minas Musical
Apresentações presenciais em breve.
Publicado por juniodecarvalho
Publicado em 04/08/26