A importância histórica do samba norteia a “Mostra Horizontes do Samba”, que ocorre entre 19 a 23 de fevereiro, no Cine Santa Tereza. A entrada é gratuita. A iniciativa tem, entre os filmes selecionados, o documentário “Horizontes do Samba”, seguido de sessão comentada, no dia 20, quinta, às 19h. A obra é um dos resultados do projeto “Horizontes do Samba – Patrimônio Cultural”. A pesquisa foi empreendida para a composição do Inventário Cultural e Dossiê de Registro Participativos, que conquistou o registro do samba como Patrimônio Cultural de nossa cidade.
Os estudos do Horizontes do Samba foram desenvolvidos conjuntamente – e de forma horizontal. Assim, envolveram o Coletivo de Sambistas Mestre Conga, a Secretaria Municipal de Cultura, Fundação Municipal de Cultura e Universidade Federal de Minas Gerais/Projeto República: Núcleo de Pesquisa, Documentação e Memória. Não bastasse, com a contribuição de estudantes do Curso de Comunicação da Universidade.
Filmes
A programação conta também com outras obras, que registram e resgatam a história do samba no país. Caso de “Jair Rodrigues Deixa que Digam”, de Rubens Rewald; bem como de “O Pai de Rita”, de Joel Zito Araújo. Do mesmo modo, “Samba Riachão”, de Jorge Alfredo; e “Noel por Noel”, de Rogério Sganzerla, dentre outros títulos.
“Horizontes do Samba”
O filme apresenta um panorama histórico e cultural do Samba da capital mineira. Resulta do projeto de pesquisa realizado para a composição do Inventário Cultural e Dossiê de Registro Participativo, que possibilitou o reconhecimento do Samba de Belo Horizonte como Patrimônio Cultural da Cidade. O estudo foi protagonizado por Mestres e Mestras do Samba e pelo Coletivo de Sambistas Mestre Conga. O movimento, diga-se, emergiu em agosto de 2020, com o objetivo de organizar ações e projetos relacionados ao Samba de Minas Gerais. O trabalho de pesquisa investigou os vários modos de fazer Samba da capital mineira, além de sua história, influências e tradições.
“Horizontes do Samba” tem direção de Augusto Carvalho Borges (Guto Borges), Carlos Magno Caetano (“Carlitos Brasil”), Igor Barbosa Cardoso, Marcos Maia, Marina Morgan da Costa e Raimundo Nonato da Silva (“Nonato do Samba”). A sessão de lançamento será comentada. Participam Arabela Gonçalves, matriarca da Acadêmicos de Venda Nova; bem como Carlos Magno, co-fundador do Coletivo de Sambistas Mestre Conga. Do mesmo modo, o músico e agitador cultural Guto Borges, pesquisador do projeto República: Núcleo de Pesquisa, Documentação e Memória da UFMG.
Outros títulos da programação
No dia 19, quarta, a mostra exibe duas produções. Primeiramente, o documentário “Cartola – Música para os olhos” (2007), às 17h, e, às 19h, o filme “Roda” (2011). “Cartola”, de Hilton Lacerda e Lírio Ferreira, lembra a história de vida e a obra de Angenor de Oliveira, o Cartola. Já “Roda”, de Carla Maia e Raquel Junqueira, resgata o samba e as memórias, compositores, intérpretes e instrumentistas da Velha Guarda do Samba de BH.
No dia 20, quinta, às 19h, o documentário “Samba Riachão” (2011), de Jorge Alfredo, resgata o legado do cronista musical da cidade de Salvador, Riachão. Durante os seus 80 anos de vida, ele testemunhou todas as transformações pelas quais passaram a música popular brasileira e os meios de comunicação no decorrer do século XX.
Carmen Miranda
A trajetória e importância de Carmen Miranda inspirou o filme “Carmen Miranda: Bananas Is My Business” (1995), de Helena Solberg. O documentário, com exibição na sexta, 21, às 17h, apresenta uma cinebiografia da cantora que conquistou a Broadway e Hollywood. O filme “Jair Rodrigues Deixa que Digam” (2019), de Rubens Rewald, será apresentado dia 22, sábado, às 19h.
A mostra segue no dia 23, domingo, com a comédia “O Pai de Rita” (2022), de Joel Zito Araújo. No longa, os personagens Roque e Pudim, compositores da velha guarda da escola de samba Vai-Vai, partilham um pequeno apartamento. Mas não só. Tal qual, uma dúvida sobre o que aconteceu com a passista Rita, paixão de ambos. No entanto, o surgimento de Ritinha, filha da grande paixão perdida, ameaça desmoronar a amizade deles.
Sessão de Curtas
A programação da “Mostra Horizontes do Samba” realiza no dia 23, domingo, às 17h, uma “Sessão de Curtas”, com quatro filmes. Os curtas do projeto “Horizontes do Samba”, “Samba, Mulher Preta” e “Mestres do Samba de BH” (2024), de Augusto Carvalho Borges e Igor Barbosa Cardoso, constroem e veiculam reflexões críticas sobre os saberes e práticas culturais de matrizes africanas. Do mesmo modo, das vivências e experiências da população negra e sua contribuição para a história de Belo Horizonte. Os filmes resultam de pesquisas feitas durante o projeto “Horizontes do Samba: Inventário do Samba de Belo Horizonte”.
O curta “Noel por Noel” (1981), de Rogério Sganzerla, apresenta um ensaio documental sobre a música e o tempo de Noel Rosa. Para tal, traz colagens de imagens de arquivo, fotografias de época e filmagens de blocos carnavalescos em Vila Isabel. Encerrando a “Sessão de Curtas”, um retrato biográfico do sambista Nelson Sargento. É o documentário homônimo de Estevão Ciavatta. A produção resgata a visita do artista ao Morro da Mangueira, no Rio de Janeiro, em 1997. O filme conta com a participação de Paulinho da Viola, Carlos Cachaça, Sérgio Cabral, Mocinha, Preto Rico e Cacá Diegues.
Serviço
“Mostra Horizontes do Samba”
Quando. De 19 a 23 de fevereiro (quarta a domingo). Sessões às 17h e às 19h
Onde. Cine Santa Tereza (Rua Estrela do Sul, 89, Santa Tereza)
Quanto. Gratuito. Retirada de ingressos pela Sympla.
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Publicado por Carol Braga
Publicado em 18/02/25
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