O cinema de Hector Babenco (1946-2016) ganha uma retrospectiva especial em Belo Horizonte. Em cartaz até 18 de outubro, no Cine Humberto Mauro, a mostra celebra os 80 anos que o diretor completaria em 2026. A programação reúne 12 títulos, entre filmes dirigidos por ele e produções dedicadas à sua trajetória. Todas as sessões têm entrada gratuita.
Entre os destaques estão “Pixote, a Lei do Mais Fraco” (1980), “O Beijo da Mulher Aranha” (1985) e “Carandiru” (2003). Nesta terça-feira, 13 de outubro, “Pixote” terá uma sessão comentada por Raphael Lages.
A retrospectiva percorre diferentes momentos da carreira de Babenco, desde seus primeiros trabalhos até produções internacionais. Além disso, apresenta obras que abordam sua vida pessoal e sua relação com o cinema.
Nascido em Mar del Plata, na Argentina, Babenco teve diferentes ocupações antes de se dedicar à direção. Trabalhou como carregador de malas, lavador de pratos, fotógrafo lambe-lambe e figurante. Depois de passar pela Europa, estabeleceu-se no Brasil, onde se naturalizou brasileiro.
Sua filmografia reúne adaptações literárias, histórias reais e personagens marcados por conflitos sociais. Temas como violência, abandono, encarceramento e sobrevivência atravessam boa parte de sua produção.
A mostra é realizada em parceria com a HB Filmes, produtora fundada pelo cineasta na década de 1970 e atualmente dirigida por sua filha, Myra Babenco.
De “Pixote” a produções internacionais
A seleção inclui dez longas dirigidos por Babenco. Entre eles estão “O Rei da Noite” (1975), sua estreia na ficção, e “Lúcio Flávio, o Passageiro da Agonia” (1977), seu primeiro grande sucesso comercial, que alcançou cerca de cinco milhões de espectadores.
Já “O Beijo da Mulher Aranha” levou o diretor à indicação ao Oscar de Melhor Direção, em 1986. A programação também contempla “Ironweed” (1987), com Jack Nicholson e Meryl Streep, e “Brincando nos Campos do Senhor” (1991), ambientado na Amazônia.
Outro destaque é “Coração Iluminado” (1998), inspirado nas memórias de juventude do cineasta. A seleção inclui ainda “O Passado” (2007), adaptação do romance do argentino Alan Pauls.
Em “Meu Amigo Hindu” (2015), seu último filme, Babenco aborda experiências relacionadas à doença e à morte. Protagonizada por Willem Dafoe, a obra acompanha um cineasta que enfrenta um câncer linfático, condição vivida pelo próprio diretor.
A retrospectiva também apresenta o curta “Conversa com Ele” (2018) e o documentário “Babenco – Alguém Tem que Ouvir o Coração e Dizer: Parou” (2019). Ambos têm direção de Bárbara Paz, atriz e cineasta que foi companheira de Babenco em seus últimos anos.
Serviço
Retrospectiva Hector Babenco
Data: Até 18 de outubro de 2026
Horários variáveis
Local: Cine Humberto Mauro – Palácio das Artes
Entrada gratuita
Ingressos: 50% disponíveis on-line, pela plataforma Sympla, a partir do meio-dia da data de cada sessão. Os demais ingressos serão distribuídos na bilheteria principal do Palácio das Artes e nos totens de autoatendimento, uma hora antes de cada exibição.
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