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Perfil: Gláucia Vandeveld, uma “quase mineira” que esbanja talento e carisma

Gláucia Vandeveld em cena da peça "Banho de Sol", da Zula Cia de Teatro (Guto Muniz/Foco em Cena/Divulgação)

O Culturadoria foi conversar com a atriz Gláucia Vandeveld, uma das integrantes da Zula Cia de Teatro e presença marcante também no cinema

Patrícia Cassese | Editora Assistente

Uma das integrantes da Zula Cia de Teatro e presença marcante em títulos importantes da cinematografia brasileira, como “Arábia”, a atriz “mineira” Gláucia Vandeveld, 64 anos, acredite, começou a se enveredar pela atuação por obra do acaso. Isso, quando ainda morava em São Paulo, estado no qual nasceu (precisamente, na cidade de Porto Feliz). “Eu tinha entre 13, 14 anos, e, na escola, havia um grupo que se reunia para se apresentar, dançar… Assim como organizar campanhas de arrecadação de alimentos (para pessoas carentes) ou, no inverno, de agasalhos”.

Um belo dia, a turma achou por bem se arriscar no campo das artes cênicas, mas sem grandes pretensões. Ocorre que, além de atuar, um dos integrantes do grupo também escrevia textos. “E, assim, a gente começou a montar textos para apresentar às crianças – como se a gente também não fosse meio criança”, diverte-se Gláucia.

Não demorou e o grupo estabeleceu uma dinâmica de encenar dois espetáculos por ano, um a cada semestre. “Na época, havia um movimento forte de teatro amador na região. Inclusive, uma federação de teatro amador da Baixa Sorocabana, a qual acabamos nos associando”, lembra Gláucia. Lá, relembra a atriz, havia uma biblioteca (“então, a gente tinha acesso a muitos textos”) e, às vezes, oficinas. “Do mesmo modo, festivais de teatro amador, dos quais começamos a participar”.

Um aval e tanto

Acontece que, em um desses eventos, o corpo de jurados contava com ninguém menos que o ator e diretor Paulo Betti, que iniciou carreira no teatro. “À época, ele já atuava como diretor. Daí, assistiu à o nossa apresentação e, ao final, veio falar com a gente. Assim, sugeriu que procurássemos a Escola de Arte Dramática da USP, cuja existência, confesso, não conhecíamos. E, como estávamos finalizando o ensino médio, a gente ficou de pensar a respeito. Porque, até ali, a verdade é que eu nunca havia pensado nas artes cênicas como profissão, e sim como um hobby. Ou seja, não tinha me atentado para a possibilidade de trabalhar com teatro. Mesmo porque, eu era bem jovem: tinha 17 anos”.

No entanto, ali, uma semente foi plantada. “Mais tarde, de fato fomos atrás da escola, ler o edital da prova, fazer a inscrição…”. Acontece que Paulo Betti também havia se disponibilizado a ajudar Gláucia e o outro colega que resolveu aceitar o desafio de se inscrever a aparar eventuais arestas da cena, quando esta já estivesse, digamos assim, em ponto de bala. “Assim, fiz a prova – e passei”, rememora Gláucia.

No palco

Gláucia conta que em nenhum momento a família foi contra a decisão de se enveredar pelo campo da atuação. No entanto, o pai, prudente, aconselhou que a filha também fizesse um outro curso. “Para, dependendo das circunstâncias, ter uma opção, pois ele sabia que viver de arte é muito difícil no Brasil. E assim, fiz vestibular e comecei a cursar sociologia. No entanto, nunca atuei na área, ou seja, nem considero a profissão no meu currículo. Digo que passei pela sociologia. Mas, lógico, é um campo super interessante, no âmbito político, geográfico… Ao fim, frequentar o curso me serviu para estar mais dentro do tempo, do meu tempo mesmo. Mas a verdade é que sempre fui do teatro”.

Gláucia Vandeveld: presença marcante em filmes e peças teatrais (André Veloso/Divulgação)
Gláucia Vandeveld: presença marcante em filmes e peças teatrais (André Veloso/Divulgação)

Confira, a seguir, outros trechos da entrevista, por tópicos.

Mineira por opção

Como dito, Gláucia nasceu em São Paulo, na cidade de Porto Feliz. “Eu vivi lá até os 18 anos. Depois, fui para a capital São Paulo, onde morei por quatro anos. Foi quando eu me formei e tal. De lá, fui para Ouro Preto, onde permaneci três anos, até me mudar para BH, em 1986. E estou aqui desde então. Hoje, me considero mais mineira do que paulista, porque tenho mais tempo de vivência aqui do que na minha cidade natal. Do mesmo modo, me identifico mais com as pessoas, com a forma de viver, de ser, de criar dos mineiros. Ao fim, acho que eu sou bem mineira”, brinca.

Início nos palcos

Desse modo, a trajetória de Gláucia na interpretação começou efetivamente no teatro, a partir da experiência de teatro amador. Ainda hoje, é o campo no qual mais está presente. Do mesmo modo, gosta da artesania relacionada ao exercício da profissão, herança dos tempos em que, junto com demais atores, fazia cenário, figurino, improvisava com luz… Tal qual, carregar cenários, dobrar figurinos, costurá-los.

Deixando de lado a passagem pelo teatro amador, Gláucia Vandeveld calcula já ter atuado em mais de 30 montagens teatrais, tendo sido a primeira, uma encenação de “Tio Vânia” (peça de Anton Tchécov), com direção de Luiz Carlos Garrocho e participação de (do ator, diretor, dramaturgo e professor de teatro) Walmir José.

Cinema

Na sétima arte, Gláucia já soma mais de 15 trabalhos. “Então, diria que também é uma produção bem profícua”. A atriz revela que o cinema entrou em sua vida em 2010, quando fez o primeiro curta-metragem da carreira, “Antes que o Verão Acabe”, dirigido por Marília Nogueira. “Arábia”, de Affonso Uchôa e João Dumans, lembra ela, foi lançado em 2017, mas as filmagens aconteceram em 2014/2015. “O filme me deu uma visibilidade. Daí, começaram a me convidar para outros trabalhos”.

Cena de "Arábai", filme dirigido por Affonso Uchoa e João Dumans (Frame)
Cena de “Arábia”, filme dirigido por Affonso Uchoa e João Dumans (Frame)

Mas Gláucia ressalta que, no cinema, ao menos até agora, nunca exerceu o papel de protagonista. “Atuo mais no que chamam ‘de elenco apoio’. Na verdade, um apoio bem interessante para mim, porque também foi um aprendizado nessa linguagem que é o cinema, um outro suporte. Nele, a proposta é muito do bate-pronto e de uma percepção de uma construção muito sutil. Ou seja, diferentemente do teatro, no qual você precisa ter uma energia maior, um outro tom na interpretação”.

Hoje, ela vê o cinema como uma seara instigante. “E procuro participar dos projetos para os quais sou convidada. Entendo a importância de trabalhar com diretores diferentes, equipes diferentes, novos olhares. E ainda acrescentaria a agilidade do processo. No teatro, a gente fica meses ensaiando, se preparando. E, no cinema, às vezes você tem um mês (antes do início das filmagens)”. Na TV, Gláucia entende ainda ter pouca experiência. “Fiz a minissérie ‘Hit Parade’, bem como ‘Poltrona 27’, de 2016, para o Canal Brasil, com direção do Paulo Thiago”. “Hit Parade”, vale lembrar, também contava, no elenco, com Túlio Starling, Odilon Esteves, Bárbara Colen e Robert Frank, entre outros. A direção foi de Marcelo Caetano (“Corpo Elétrico”).

Desafios

Entre os maiores desafios da carreira como atriz, Gláucia Vandeveld cita os trabalhos que se estruturam a partir de acontecimentos da chamada “vida real”, como no caso do espetáculo “Real – Teatro de Revista Política”. Tal qual, na Zula, com as montagens de “Banho de Sol” e “Casa”. “Experiências que tocam a realidade, e nas quais você não pode muito ficcionalizar nem criar uma (hipotética) vida anterior para o personagem, nem idealizar nada. Mesmo porque, está tudo ali, documentado, e o ator vai trabalhar a partir deste material”.

“Real”, por exemplo, foi uma montagem construída a partir de quatro acontecimentos reais marcantes na história recente do Brasil. A começar do linchamento de Fabiane Maria de Jesus, ocorrido no Guarujá (SP), em maio de 2014. A dona de casa foi agredida por populares que acreditaram em uma fake news disseminada no Facebook, e que se relacionava a uma suposta prática de magia negra. O caso – horripilante – inspirou, no espetáculo, o episódio “Inquérito”, de Diogo Liberano.

Já outro episódio de “Real”, “O Todo e as Partes”, de Roberto Alvim, teve, como calço, o atropelamento de um ciclista, David Santos Souza, ocorrido na Avenida Paulista, São Paulo, em 2013. O condutor do veículo que atropelou o rapaz (que estava a caminho do trabalho) fugiu do local sem prestar socorro à vítima. Não só. O braço direito de David ficou preso no carro do motorista, que evadiu mesmo assim. Já o episódio “Maré” partia da chacina ocorrida na madrugada do dia 25 de junho de 2013, no Complexo da Maré (RJ), e que deixou um saldo trágico de dez mortos. Por fim, “Parada Serpentina”, de Bryan O’Neil, derivava da greve de garis cariocas, ocorrida no Carnaval de 2014.

Em "Maré", inspirado no episódio real ocorrido em 2013 (Guto Muniz/DIvulgação)
Em “Maré”, inspirado no episódio real ocorrido em 2013 (Guto Muniz/DIvulgação)

“Banho de Sol”

E a mesma coisa com “Banho de Sol”, espetáculo derivado das aulas ministradas pelas atrizes da Zula Cia de Teatro em uma penitenciária por meio do projeto “A Arte como Possibilidade de Liberdade”. “Também uma realidade muito distante da minha, visto que reconheço todos os meus privilégios. E estávamos com um material em mãos que exigia muita ética para ser trabalhado. A questão era: Como tratar da vida do outro, este outro que existe, que não é fruto da minha imaginação. Acho que esse foi um grande desafio como atriz, abordar aquele material de forma artística, forma cênica (com ética, respeito, fidelidade)”.

Em "Casa", espetáculo mais recente da Zula (André Veloso/Divulgação)
Em “Casa”, espetáculo mais recente da Zula (André Veloso/Divulgação)

E, ao mesmo tempo, prossegue a atriz, respeitando a história da cada uma daquelas mulheres reais em situação de cárcere. “Porque é um processo diferente de interpretar personagens ficcionais, onde o ator pode ir para vários caminhos. Penso que no teatro do real a gente tem questões muito profundas, éticas mesmo, para tratar. Então, é um desafio bem potente”.

Feedback

O Culturadoria também perguntou a Gláucia Vandeveld quais foram os personagens que mais feedback lhe trouxeram. “Na verdade, vários. Como em ‘Banho de Sol’, que, no caso, não é um personagem, mas o próprio espetáculo tem nos dado um feedback muito grande, muito forte. De personagens, citaria primeiramente a avó de ‘Maré’, que é um texto lindo, do Márcio Abreu, que eu tive o privilégio de poder interpretar (dentro do já citado projeto “Real – Teatro de Revista Política”). Me deu um retorno muito interessante como atriz”.

Gláucia Vandeveld em "Maré", uma das parte de "Real" (Guto Muniz/DIvulgação)
Gláucia Vandeveld em “Maré”, uma das cenas de “Real – Teatro de Revista Política” (Guto Muniz/DIvulgação)

Ela cita, ainda, “Sarabanda”. “Um espetáculo lindo, no qual, na verdade, eu substituí a Rita Clemente na segunda temporada, que teve direção da Grace Passô e do Ricardo Alves Jr. As pessoas comentaram muito. E, no cinema, a Gloria, de ‘Levante’ (filme dirigido por Lillah Halla)”. (abaixo, com Domenica Dias, em frame de “Levante”)

Referências

Perguntada sobre atrizes que para ela são exemplos, referências, Gláucia cita Fernanda Montenegro, Laura Cardoso, Teuda Bara, Grace Passô e, claro, as colegas da Zula Cia de Teatro. “E tantas outras jovens atrizes também, com as quais eu já compartilhei cenas, salas de aula. Hoje, também integro o coletivo Mulheres Encenadoras, formado por atrizes, diretoras, artistas que estão aí, na lida. Então, a Cida Falabella, a Michelle Sá… Enfim, tantas, tantas mulheres”.

No geral, Gláucia conta estar orgulhosa de perceber os caminhos desbravados pelas mulheres tanto no teatro quanto no cinema. “As jovens diretoras e roteiristas, as dramaturgas… Acho que a gente está em um caminho muito interessante de empoderamento – e de conquista de espaço mesmo. Não é fácil! Nunca foi fácil, mas acho que a gente está começando a definir mais os nossos espaços, temas, o que nos interessa dizer e a forma de trabalhar”.

Sonhos

Já quando perguntada sobre uma personagem que gostaria de interpretar, Gláucia revela que adoraria ter feito a Ofélia, de “Hamlet” (Shakespeare). “Mas isso quando eu tinha meus 19, 20 anos. Eu acho que é uma personagem linda, poética. Talvez o único personagem que gostaria de ter feito da obra do Shakespeare. Também pensei por muito tempo em fazer os clássicos, como ‘Uma Casa de Bonecas’ (Henrik Ibsen), por exemplo. Mas é engraçado como que as coisas vão mudando, e, hoje, eu não penso muito mais nisso. Na verdade, me interessa mais falar sobre as mulheres comuns, do dia a dia, do Brasil. Falar do nosso tempo”.

Quando desafiada a citar um diretor ou diretora com o qual gostaria de trabalhar, Gláucia ressalva que, em meio a tanta gente fazendo tanta coisa boa, se sentiria injusta em citar um ou outro. “Na verdade, gostaria de trabalhar com qualquer pessoa que abra espaço para uma criação compartilhada, e que tenha um espaço de escuta. Sempre tive um pouco de receio, de medo, desses grandes diretores que impunham a própria vontade. Isso acontecia muito nos anos 1970, início dos 80. Ou seja, me interessa mais trabalhar compartilhando processos, e com uma escuta importante de uma direção, do que pensar o nome de um diretor específico. Afinal, vejo o nosso ofício como uma labuta muito compartilhada”.

Ainda assim, ela não se furta a apontar nomes que admira, como Marcio Abreu, Bia Lessa, Ione de Medeiros, Cida Falabella e Grace Passô. “A Grace é uma grande artista e uma amiga muito querida. Então, sempre que ela me chama, estou junto. Eu amo trabalhar com ela”.

Projetos

Neste ano, Gláucia está envolvida em vários projetos. Em maio, junto às companheiras do Zula Cia de Teatro – Andréia Quaresma, Kelly Crifer, Mariana Maioline e Talita Braga -, veio a mostra de 13 anos do grupo. “E a gente tem mesmo muito a comemorar, porque uma companhia de teatro ter essa longevidade… Ainda mais no Brasil, com todas as dificuldades que a gente reconhece e sabe que existem”. (Abaixo, foto das integrantes do Zula, feita por André Veloso/Divulgação)

Neste segundo semestre, Gláucia está envolvida em um outro projeto, ainda em fase de captação. “Um frila, como brinco, porque é fora do grupo (da Zula), com dramaturgia do Raphael Vidigal. Um trabalho que a gente começou ainda na pandemia, meio no online, a partir de um roteiro de cinema que o Raphael tinha escrito e que queria transformar em teatro. Começamos a trabalhar sobre este texto, escrevendo junto, propondo. E agora estamos querendo dar forma a ele”.

Tem, ainda, o lançamento do primeiro longa dirigido por Grace Passô, “Amores 1500” (título provisório) previsto para 2025. No mais, Gláucia segue no Galpão Cine Horto, com suas turmas de teatro. “A sala de aula é um lugar que me alimenta muito. Permite uma troca muito interessante, que me atualiza. Aprendo muito com os alunos, alunas, alunes, numa perspectiva, assim, de muita alegria, entusiasmo, descoberta. Renova a energia da gente ver o desejo com o qual eles chegam na sala, nos ensaios”.

Grace Passô, que vai estrear como diretora de cinema em  “Amores 1500”  (Pablo Bernardo/Divulgação)
Grace Passô, que vai estrear como diretora de cinema em “Amores 1500” (Pablo Bernardo/Divulgação)

Método

A atriz conta que a preparação para encarnar um personagem depende de cada processo em que está envolvida, bem como da linguagem. “Se é para o teatro, é uma (preparação), para o cinema, outra. Mas gosto muito de me preparar lendo, tendo referências… Fico fritando aquela ideia, maturando. Viajando mesmo na maionese, como se diz. Às vezes com alguma preparação corporal um pouco mais específica, seja pilates ou alongamento”.

Mas Gláucia também gosta muito de observar pessoas no cotidiano. “Entendendo as vozes, entendendo tonalidades. Sou muito da observação, da escuta. E a minha preparação passa muito por aí. É lógico que, do mesmo modo, tem o estudo do material, do texto, a conversa com a direção, com os colegas de elenco. Enfim, tentando entender o contexto, o que aquela personagem significa dentro daquela composição. É um pouco por aí. Não tem uma coisa muito mágica, específica, ritualística”.

Família

Gláucia Vandeveld tem dois filhos que, conta, chegaram a fazer teatro quando adolescentes. No entanto, nenhum deles quis efetivamente seguir carreira. “Meu filho atua na área de exatas, ou seja, é outra lida, e a minha filha, como produtora cultural. Ela cursou letras, enfim, é mais da área de humanas. Mas é uma boa atriz. E falo isso porque já a vi em cena na época em que foi fazer teatro. Aliás, por um tempo, fez o curso de teatro do Galpão. Mas acho que pensou que era muita ralação”, ri, para depois esclarecer se tratar de uma brincadeira.

Agora, Gláucia já tem uma netinha. “Quem sabe vai herdar os genes (da avó)? Tadinha, eu já colocando expectativa na criança… Não, sem expectativas. Sou uma avó coruja, só isso”.

Fora da atuação

Fora da atuação, Glaucia conta que gosta (“muito”) de ler e de ouvir música. “Aprecio muito a música clássica, me faz relaxar. E gosto de assistir a filmes também. Na verdade, procuro assistir a tudo que posso, dos mais variados estilos, de filmes de gangsters até o dramalhão. Às vezes até mesmo para criticar, ou para rir. Ou para falar: ‘Nossa, isso é ruim demais'”.

Sobre literatura, livros em geral, Glaucia conta que um título que vai e volta às suas mãos é “A Queda do Céu”, de Davi Kopenawa e Bruce Albert, que, confessa, lhe instiga. “Eu me pego voltando, retomando, porque é uma obra muito profunda. Também gosto muito da Carla Madeira. E citaria também o mais recente livro do Jeferson Tenório, ‘O Avesso da Pele’. É muito lindo. Deu aquele bafafá todo (leia sobre a polêmica clicando aqui), e acho que todo mundo deveria ler”.

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Publicado por Carol Braga

Publicado em 19/07/24

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