Pânico 5: as impressões sobre o retorno do assassino mascarado
Cena do filme Pânico 5. Foto: Divulgação Paramount
Cena do filme Pânico 5. Foto: Divulgação Paramount
Franquia Pânico mostra que ainda tem fôlego, força e, principalmente, muitos fãs, alcançando o primeiro lugar nas bilheterias americanas
Por Mariana Gualberto | Culturadora
“_ Hello, Sidney!”.
Se você viveu os anos 1990 e o início dos anos 2000, certamente, leu a saudação com a voz do Ghostface ecoando em sua cabeça. Isto porque, a franquia do assassino mascarado de Woodsboro conquistou uma legião de fãs já no primeiro longa.
Agora, 26 anos depois, muita coisa mudou, porém, Pânico ainda mostra a sua força e sucesso de público. Não é à toa que, em sua primeira semana, o longa tirou o topo das bilheterias norte-americanas de Homem Aranha 3.
O quinto filme da série chegou aos cinemas no dia 13 de janeiro e é o primeiro sem a direção de Wes Craven. O criador da franquia de terror de enorme sucesso faleceu em 2015. A direção de Pânico 5 fica a cargo de Matt Bettinelli-Olpin e Tyler Gillett. Bettinelli, inclusive, descreve o filme como uma “carta de amor a Craven”.
Ainda que sob nova direção e com um frescor dos tempos atuais, onde, ao invés de correr com um telefone em mãos para fechar todas as portas da casa cercada pelo Ghostface, a personagem precise acionar o fechamento automático pelo seu smartphone, Pânico 5 traz um forte elo com seus antecessores. A começar pela volta de alguns personagens icônicos. Por exemplo, Sidney Prescott (eternizada por Neve Campbell), do xerife Dewey (David Arquette) e da jornalista Gale Weathers (interpretada por Courtney Cox).
Além dos três personagens amados pelo público, Pânico 5 referencia seus antecessores desde o início do longa. Já nos primeiros minutos, o quizz do Ghostface não tem mais como pano de fundo clássicos como Sexta-feira 13, Halloween e A Hora do Pesadelo, mas, sim, os filmes da própria série. Afinal de contas, “What’s your favorite scary movie?”.
O ponto alto do novo Pânico é a abertura do diálogo entre gerações. O filme tem tudo para agradar os nostálgicos que viveram os anos 1990 e 2000. Ao mesmo tempo, abre um leque para conquistar novos fãs. Com um roteiro que lança referências aos antecessores, Pânico 5 também consegue apostar em uma nova identidade de linguagem que se aproxima de produções mais atuais.
Além disso, o elenco é conhecido pelo público jovem. Conta com nomes como Dylan Minnette (de 13 Reasons Why) e Jenna Ortega (de You e Dia do Sim). Vale relembrar que os filmes anteriores também souberam aproveitar o hype de atores do momento. Por exemplo, a abertura de Pânico 1 (1996) com Drew Barrymore, Sarah Michelle Gellar em Pânico 2 (1997) e Emma Roberts e Lucy Hale em Pânico 4 (2011).
Não é à toa, que este é o primeiro filme da franquia em que Sidney Prescott não tem o protagonismo, inclusive, (pasmem!) sua primeira cena só acontece após mais de 60 minutos de tela. A um primeiro momento, isto pode chocar os fãs mais antigos, mas, logo torna-se claro que a Pânico 5 é uma produção que encontra-se no limiar entre uma sequência e um reboot. E é justamente isso que gera a sensação de frescor, fôlego, ligação com suas raízes e, quem sabe, a abertura para mais filmes.

Uma novidade que o quinto filme da série Pânico trouxe foi a interação multiplataforma. Com ações além do cinema, a página oficial da franquia no Instagram (@screammovies) lançou, junto com trailer oficial divulgado no final do ano passado, conteúdos exclusivos e um filtro para os fãs usarem na plataforma.
Além disso, você também pode pode se deparar com o Ghostface te encarando ao se refrescar com uma Fanta. Isto porque, a marca de refrigerantes lançou latas especiais com a máscara do assassino na semana de estreia do filme.
Publicado por Por Mariana Gualberto | Culturadora
Publicado em 31/01/22