Orquestra Ouro Preto leva “Feliz Ano Velho” ao Palácio das Artes
A Orquestra Ouro Preto adapta a autobiografia de Marcelo Rubens Paiva com música e libreto de Tim Rescala.
Foto: Rapha Garcia
A Orquestra Ouro Preto adapta a autobiografia de Marcelo Rubens Paiva com música e libreto de Tim Rescala.
Foto: Rapha Garcia
Nos dias 22 e 23 de agosto, às 20h, a Orquestra Ouro Preto apresentará no Grande Teatro do Palácio das Artes, em Belo Horizonte, a montagem Feliz Ano Velho, a Ópera. O espetáculo é inspirado no livro autobiográfico de Marcelo Rubens Paiva, publicado em 1982, e conta com música e libreto de Tim Rescala.
O trabalho chega à capital mineira após estreia nas areias de Copacabana, no Rio de Janeiro, em 2024, durante as comemorações dos 25 anos da Orquestra. A proposta une música de concerto, teatro e literatura em um formato contemporâneo, com direção musical de Rodrigo Toffolo e direção cênica de Julliano Mendes.
A produção marca a primeira adaptação operística de Feliz Ano Velho. O livro narra a juventude do autor, marcada por um acidente que o deixou tetraplégico e pelo desaparecimento de seu pai, o deputado Rubens Paiva, durante a ditadura militar. A obra tornou-se referência da literatura brasileira ao tratar de memória, política e superação.
O elenco reúne Johny França no papel de Marcelo Rubens Paiva, Jabez Lima como Rubens Paiva e Marília Vargas como Eunice Paiva. O corpo artístico da Orquestra Ouro Preto se junta a cantores convidados, reforçando o caráter coletivo da encenação.
A adaptação nasceu de conversas entre o maestro Rodrigo Toffolo e o autor em 2023. Paiva demonstrou entusiasmo pela proposta desde o início e ressaltou a emoção de ver a narrativa transposta para a ópera.
O compositor Tim Rescala, parceiro da Orquestra em outros projetos, assinou a partitura e o libreto. Ele já havia trabalhado em adaptações como Auto da Compadecida, a Ópera e Hilda Furacão, a Ópera. Segundo Rescala, a obra exigiu um equilíbrio entre lirismo, crítica social e humor, elementos que marcaram a escrita original.
A encenação de Julliano Mendes explora a oralidade e o dinamismo que caracterizam o livro, sem perder o vínculo com a tradição operística. Elementos visuais e simbólicos reforçam a força dramática, mas a montagem busca manter também a leveza e a comunicação direta com o público jovem.
A Orquestra Ouro Preto reafirma, com o espetáculo, sua linha de trabalho voltada para a renovação do repertório sinfônico brasileiro. De acordo com o maestro Rodrigo Toffolo, a proposta de Feliz Ano Velho, a Ópera é criar conexões entre a música de concerto e a cultura popular, mantendo um diálogo entre o clássico e o contemporâneo.
Orquestra Ouro Preto: Feliz Ano Velho, a Ópera
Local: Palácio das Artes (Av. Afonso Pena, 1537 – Centro, Belo Horizonte)
Datas: 22 e 23 de agosto de 2025 (sexta e sábado)
Horário: 20h
Publicado por Carol Braga
Publicado em 17/08/25