ExposiçãoGratuito

Exposição de Guilherme Cunha une arte, ciência e tecnologia em BH

Oposto Complementar do Infinito reúne obras conhecidas e inéditas na Galeria de Arte do Minas Tênis Clube, com entrada gratuita.

Foto: Guilherme Cunha

 A Galeria de Arte do Centro Cultural Minas Tênis Clube recebe, a partir de 11 de junho, a exposição “Oposto Complementar do Infinito”, do artista visual Guilherme Cunha. A mostra reúne trabalhos já conhecidos do artista e obras inéditas, que ampliam a pesquisa desenvolvida por ele na interseção entre arte, ciência e tecnologia.

Com entrada gratuita, a exposição pode ser visitada até 16 de agosto de 2026, de terça-feira a sábado, das 10h às 20h, e aos domingos e feriados, das 11h às 19h.

A produção de Guilherme Cunha parte de procedimentos ligados ao método científico. No entanto, seus experimentos assumem uma dimensão poética. Por meio de pesquisas, desenhos e escritos, o artista investiga o momento presente, os limites do real, a tangibilidade e as afirmações sobre o sentido.

“A exposição, como um todo, é um laboratório de pesquisas ontológicas para entender o ser humano no cerne da sua existência. É a busca pela origem, pelas causalidades, pelas manifestações interiores e fenomenológicas que nos igualam aos processos naturais”, conta o artista. Segundo Guilherme Cunha, “busco investigar, nisto que chamo de laboratório ontológico, pulsões vitais que – isto é, coisas como ondas sonoras, fótons, movimentos planetários, atividades cerebrais – criam a vida, colocando este exercício poético no centro do meu trabalho”, explica.

Arte como laboratório de percepção

Em “Oposto Complementar do Infinito”, a lógica do chamado “gabinete de curiosidades” é subvertida. Assim, o exercício da poética passa a ocupar o centro da criação da vida. A mostra propõe uma investigação sobre as bordas dos modelos de percepção e questiona sentidos previamente estabelecidos.

Além disso, Guilherme Cunha reflete sobre o uso do próprio corpo como veículo para forças vitais. A pesquisa também observa os impactos do fazer poético no organismo humano. Em uma das instalações, por exemplo, o público é convidado a respirar um novo ar, literalmente. A partir dessa experiência, o artista defende que a fruição não precisa ser passiva.

As ideias, nesse percurso, surgem como “forças tectônicas”. Elas criam novas formas de ver e experimentar o mundo. Por isso, a exposição aproxima observação, presença, corpo e experiência sensorial.

Trajetória de Guilherme Cunha

Guilherme Cunha é artista visual, pesquisador e realizador cultural. Formado em artes plásticas pela Escola Guignard, da UEMG, e pela Pittsburg State University, no Kansas, nos Estados Unidos, ele transita por desenho, vídeo, fotografia, performance, cinema, objetos sonoros, novas tecnologias e instalações.

Sua pesquisa atua no campo de interseção entre artes visuais, ciências e filosofia. O artista já participou de residências na Casa Tomada, em São Paulo, no JA.CA, em Belo Horizonte, e no RedBull Station, também em São Paulo. Foi contemplado pelo XIII Prêmio FUNARTE Marc Ferrez de Fotografia e pelo programa Rumos Itaú Cultural 2017/18.

Como idealizador do projeto Retratistas do Morro, recebeu, em 2017, o 30º Prêmio Rodrigo Mello Franco de Andrade, do IPHAN. Também recebeu o prêmio Pipa online, em 2023, e participou do Les Rencontre d’Arles em 2025.

Serviço

Exposição “Oposto complementar do infinito”, de Guilherme Cunha
Período expositivo: 11/6 a 16/8/2026
Visitação: terça a sábado, das 10h às 20h, e aos domingos e feriados, das 11h às 19h.
Agendamento de visitas mediadas, em grupo ou em Libras: [email protected]
Local: Galeria do Minas Tênis Clube (rua da Bahia, 2244 – Lourdes).
Entrada gratuita.
Mais informações no site.

 

Inscreva-se no nosso canal no WhatsApp

Publicado por Minas Tênis Clube

Publicado em 08/06/26

Compartilhar nos Stories

ExposiçãoGratuito
Exposição de Guilherme Cunha une arte, ciência e tecnologia em BH

Oposto Complementar do Infinito reúne obras conhecidas e inéditas na Galeria de Arte do Minas Tênis Clube, com entrada gratuita.

Foto: Guilherme Cunha