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Teatro
Sucesso: Ópera “Matraga” retorna ao Palácio das Artes
Espetáculo está em cartaz de 17 a 20 de maio
Ópera Matraga. Foto: Guto Muniz
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Espetáculo está em cartaz de 17 a 20 de maio
Ópera Matraga. Foto: Guto Muniz
A ópera Matraga, inspirada no conto “A Hora e a Vez de Augusto Matraga”, de João Guimarães Rosa, retorna ao palco do Grande Teatro do Palácio das Artes. A temporada será de de 17 a 20 de maio. Com libreto e música de Rufo Herrera, a montagem conta com a participação dos corpos artísticos da Fundação Clóvis Salgado. São eles, Orquestra Sinfônica de Minas Gerais (OSMG), Coral Lírico de Minas Gerais (CLMG) e Cia de Dança Palácio das Artes (CDPA).
A primeira temporada de Matraga foi um sucesso de público e crítica, com apresentações que marcaram o cenário cultural mineiro. Vale destacar a presença de uma ópera contemporânea que consegue levar para o palco a dramaticidade do sertão mineiro. A montagem traduz a narrativa de Guimarães Rosa para uma linguagem secular da ópera. Além disso, a produção destaca-se por um trabalho cênico, que, além dos cantores líricos, traz também atores para o palco.
A produção conta com a narração do ator Gilson de Barros, reconhecido pela intimidade com a obra de Guimarães Rosa. O elenco é formado por Leonardo Fernandes (Augusto Matraga), Edineia Oliveira (Mãe Quitéria), Edna d’Oliveira (Dionóra), Geilson Santos (Quim e Cantador), Flávio Leite (Joãozinho Bem-Bem), Leandro Abreu (Ovídio), Guilherme Théo (Tião da Tereza), Ivan Sodré (Major Consilva), Luciano Luppi (Padre e Ancião), entre outros.
A direção musical e a regência ficam a cargo de Ligia Amadio, regente titular da OSMG. A direção cênica é assinada pela atriz e dramaturga Rita Clemente.
Baseada no último conto do livro Sagarana (1946), a ópera traz para o palco a trajetória de redenção de Augusto Matraga. Ele é um fazendeiro violento que, após perder tudo, busca a salvação em meio à religiosidade popular e aos dilemas entre o bem e o mal. A história, escrita por Guimarães Rosa, é um dos marcos da literatura brasileira. No caso e encontra em Matraga uma nova forma de expressão artística, onde música, dança e teatro se unem para contar o épico sertanejo.
A primeira montagem da ópera, em 2023, contou com uma pré-estreia na Gruta do Maquiné, em Cordisburgo, terra natal do escritor, e seguiu para Belo Horizonte, onde reuniu mais de cinco mil espectadores em quatro récitas no Palácio das Artes. Em 2025, o espetáculo volta ao Grande Teatro, reforçando a conexão entre a literatura de Guimarães Rosa e a música sinfônica de Rufo Herrera.
Publicado por Carol Braga
Publicado em 08/05/25