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Música

Réquiem de Verdi une música sacra e força operística

Filarmônica de Minas Gerais reúne quatro solistas, Coral Lírico de Minas Gerais e Coro da Osesp nos dias 13 e 14 de agosto, na Sala Minas Gerais

Camila Provenzale é uma das solistas do concerto | Foto: Douglas Danne

Entre a solenidade da música sacra e a intensidade associada à ópera italiana, a Missa de Réquiem, de Giuseppe Verdi, ocupa a Sala Minas Gerais nos dias 13 e 14 de agosto. A obra será apresentada pela Filarmônica de Minas Gerais, sob regência de Fabio Mechetti, em homenagem aos 125 anos da morte do compositor.

O concerto reúne Camila Provenzale, soprano, Ana Lúcia Benedetti, mezzo-soprano, Giovanni Tristacci, tenor, e Hernán Iturralde, baixo-barítono. Além disso, participam o Coral Lírico de Minas Gerais e o Coro da Osesp.

Escrita entre agosto de 1873 e abril de 1874, a Missa de Réquiem nasceu como uma homenagem ao escritor italiano Alessandro Manzoni, admirado por Verdi tanto pela produção literária quanto pela participação no Risorgimento, movimento de unificação da Itália.

Após a morte do escritor, em 1873, Verdi decidiu escrever uma “missa pelos mortos”. A estreia foi em 22 de maio de 1874, na igreja de São Marcos, em Milão. Sob regência do próprio compositor, a apresentação reuniu uma orquestra de 150 músicos, um coro com 120 cantores e quatro solistas.

A obra, porém, despertou debates desde os primeiros anos. Verdi era abertamente agnóstico e anticlerical. Além disso, críticos consideraram o Réquiem operístico demais para uma composição religiosa. Hans von Bülow chegou a descrevê-lo como uma “ópera em trajes eclesiásticos”.

Mesmo com as aproximações com a linguagem que marcou a produção operística de Verdi, o compositor insistia para que a peça não fosse cantada “como se canta uma ópera”.

Entre o Juízo Final e a força dramática

Um dos principais momentos da obra é o “Dies iræ”. Dividido em dez seções, o trecho parte de um hino medieval sobre o Juízo Final, apresentado a partir da perspectiva de um pecador desesperado.

Para construir essa passagem, Verdi estudou réquiens de Mozart, Cherubini e Berlioz. Desta forma, o compositor entendia que o “‘Dies iræ’ […] jamais havia sido tratado musicalmente no espírito exato do texto latino”.

O movimento final também ocupa posição central. O “Libera me” retoma uma composição criada anteriormente por Verdi para a Missa para Rossini, projeto coletivo de 13 compositores italianos preparado em 1869 e que não chegou a ser apresentado naquele período.

Na Sala Minas Gerais, o Réquiem terá duas apresentações. A primeira será na quinta-feira, 13 de agosto, às 20h30, pela Série Allegro. A segunda será na sexta-feira, 14, também às 20h30, pela Série Vivace.

O concerto do dia 13 terá transmissão ao vivo pelo canal da Filarmônica no YouTube, pela Rede Minas e pela Rádio MEC FM.

Serviço

Filarmônica de Minas Gerais – Missa de Réquiem, de Verdi
13 de agosto, às 20h30 – Série Allegro
14 de agosto, às 20h30 – Série Vivace
Local: Sala Minas Gerais
Regência: Fabio Mechetti
Solistas: Camila Provenzale, Ana Lúcia Benedetti, Giovanni Tristacci e Hernán Iturralde
Participação: Coral Lírico de Minas Gerais e Coro da Osesp.
Ingressos: Entre R$25 e R$185 pelo site da Filarmônica de Minas Gerais ou Bilheteria da Sala Minas Gerais.

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Publicado por juniodecarvalho

Publicado em 07/08/26

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Filarmônica de Minas Gerais reúne quatro solistas, Coral Lírico de Minas Gerais e Coro da Osesp nos dias 13 e 14 de agosto, na Sala Minas Gerais

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