O público mineiro ganha um novo evento no calendário audiovisual. Entre 31 de outubro e 30 de novembro, estreia o Minas Fantástica, primeiro festival de cinema fantástico do estado. Idealizado pelos cineastas Evandro Caixeta e João Gilberto Lara, e produzido pela Qu4rto Studio, o festival reúne 30 curtas-metragens de terror, ficção científica e fantasia, exibidos gratuitamente em todo o Brasil pelo streaming Minas Play, em parceria com a Rede Minas de Televisão.
Os curtas foram realizados a partir de 2020 e não ultrapassam 25 minutos. Divididos em seis categorias — Brasil Fantástico, BH Fantástica, Novos Horizontes, Brasil Diverso, Afrofabulações e Raízes Fantásticas —, os filmes apresentam abordagens originais e ousadas, explorando novas linguagens e suportes visuais.
“Tivemos um grande número de inscritos com qualidade técnica e primor artístico elevado. Acreditamos que o espectador vai se emocionar e conhecer histórias muito potentes nas seis categorias competitivas”, afirma João Gilberto Lara.
Difundir gêneros e fomentar talentos
Segundo os organizadores, o festival surge da necessidade de dar visibilidade a gêneros ainda pouco explorados nos circuitos de mostras e premiações. “Com a escassez de festivais voltados para esses gêneros, o Minas Fantástica abre portas para a democratização do acesso e para múltiplos realizadores do cinema independente”, explica Evandro Caixeta.
Com apoio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Belo Horizonte, o evento busca difundir e fortalecer o audiovisual mineiro e brasileiro. O formato online — legado da pandemia — amplia o alcance da mostra. “Esperamos atingir um público abrangente, com olhares diversos e plurais, sem perder o caráter sociocultural dos filmes”, acrescenta Caixeta.
A expectativa é que cerca de 15 mil pessoas acessem o Minas Play durante os 30 dias de exibição.
Catálogo diversificado
As categorias reforçam a amplitude do olhar da mostra. Brasil Diverso reúne realizadores LGBTQIAPN+ de todo o país, enquanto Afrofabulações propõe reflexões sobre narrativas e universos negros, valorizando o legado ancestral africano. Já Raízes Fantásticas mergulha em mitos, lendas e tradições brasileiras.
A BH Fantástica destaca produções da capital mineira, e Novos Horizontes apresenta novos realizadores. Brasil Fantástico, por sua vez, traz uma seleção do melhor do gênero produzido no país.
Entre os destaques estão Calaboca e Escuta (Daniel Bretas, BH), Cordão de Prata (Getúlio Ribeiro, RJ), Pólen (Rodrigo Baptista, SC), Maira Porongyta – o aviso do céu (Kujãesage Kaiabi, MT) e HannaH (Daniel Martins, BH).
Brasil Diverso
A categoria destaca produções de realizadores LGBTQIAPN+ de diferentes regiões do país, ampliando a representatividade e diversidade de olhares no cinema independente.
Entre os filmes selecionados estão:
- Meu Pedaço de Mandioca (Raíssa Castor – Curitiba/PR)
- Desbarão (Roberto Limberger – Campinas/SP)
- Wakashu (Jill Gillespie – São Paulo/SP)
- Não precisa pedir desculpa (Franco Cavezale – São Paulo/SP)
- O poético fim das mulheres que amei (Renan Amaral – Rio de Janeiro/RJ)
BH Fantástica
Com foco na produção audiovisual de Belo Horizonte, a mostra reúne curtas que exploram temas urbanos, distopias e narrativas experimentais com humor e crítica social.
Selecionados:
- Calaboca e Escuta (Daniel Bretas – BH)
- Não é um sonho (Gabriel Marcos – BH)
- Boca Maldita (Rhodes Madureira – BH)
- Raízes da cidade (Lucas Lanza – BH)
- Blockbuster (Rafael Toledo – BH).
Afrofabulações
A categoria propõe um mergulho em narrativas que celebram a ancestralidade negra e a criação de universos afrofuturistas, com forte dimensão simbólica e poética.
Selecionados:
- Cordão de Prata (Getúlio Ribeiro – Nova Iguaçu/RJ)
- Onde a maré leva (Luan Santos – Rio de Janeiro/RJ)
- A Sombra de um futuro (Gabriel Borges – Curitiba/PR)
- Transmutação (Natan Ribeiro – São Paulo/SP).
Brasil Fantástico
Com produções de várias partes do país, essa mostra reúne curtas que exploram o mistério, o absurdo e o imaginário popular por meio da ficção e da fantasia.
Selecionados:
- Asa Real (Diogo Oliveira – Rio de Janeiro/RJ)
- Pólen (Rodrigo Baptista – Joinville/SC)
- KIV (Cezar Maia – Recife/PE)
- Arapuca (Joel Caetano – São Paulo/SP)
- Abissal (Allan Contro e Decio Fonseca – São Paulo/SP)
Raízes Fantásticas
Categoria que valoriza o folclore, as lendas e os mitos do Brasil, recriando o fantástico a partir da cultura popular e das tradições regionais.
Selecionados:
- Maira Porongyta – o aviso do céu (Kujãesage Kaiabi – Feliz Natal/MT)
- Nhandê (Elisa Telles e Begê Muniz – Manaus/AM)
- Visagens e Visões (Rod Rodrigues – Belém/PA)
- Pinga Fogo (Vitória Mantovani – São Paulo/SP)
- Do Observatório me viram (Thaís IRS e Giovanna Giovanini – Passa Tempo/MG e Rio de Janeiro/RJ)
Novos Horizontes
Voltada para novos realizadores, a categoria revela talentos emergentes que exploram linguagens híbridas e estéticas contemporâneas no audiovisual mineiro.
Selecionados:
- O Homem Imaginário (Felipe Vignoli – BH)
- Transe (Ana C. Farina – BH)
- Mocku: uma pseudo-realidade (Flora Liz – BH)
- Demiurgo (Davi Gomes – BH)
- HannaH (Daniel Martins – BH)
Serviço
1º Festival Mineiro de Cinema Fantástico – Minas Fantástica
Data: 31 de outubro a 30 de novembro
Streaming Minas Play – acesso gratuito para todo o Brasil
Gêneros: terror, ficção científica e fantasia
Categorias: Novos Horizontes, Brasil Diverso, Afrofabulações, Raízes Fantásticas, Brasil Fantástico e BH Fantástica
Aprecie aos curtas pelo site Minas Play.
Publicado por juniodecarvalho
Publicado em 06/11/25
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