Matriarcas Geledés homenageia lideranças negras em BH
Projeto de Marcial Ávila retrata Rainha Belinha, Lídia Martins de Araújo e Tia Terezinha em pinturas a óleo.
Rainha Belinha conversa com o artista Macial Ávila | Foto: Naiara Rodrigues
Projeto de Marcial Ávila retrata Rainha Belinha, Lídia Martins de Araújo e Tia Terezinha em pinturas a óleo.
Rainha Belinha conversa com o artista Macial Ávila | Foto: Naiara Rodrigues
Três mulheres que ocupam lugares centrais na memória de quilombos e territórios tradicionais de matriz africana de Belo Horizonte receberão homenagem na segunda edição do projeto “Matriarcas Geledés e a Resistência Negra em BH”. Os retratos serão apresentados neste sábado, 22 de agosto, das 15h às 19h, na Irmandade Treze de Maio de Nossa Senhora do Rosário, com entrada gratuita.
Idealizado pelo artista plástico Marcial Ávila, o projeto registra em pinturas a óleo lideranças ligadas ao Quilombo Mattias, ao Quilombo Família Souza e à Irmandade Treze de Maio de Nossa Senhora do Rosário. Nesta edição, as homenageadas são Rainha Belinha, Lídia Martins de Araújo e Terezinha dos Anjos Mathias Toledo, a Tia Terezinha.
Para desenvolver as obras, Marcial visitou os territórios e ouviu as lideranças. Assim, os retratos foram construídos a partir de diálogos sobre memória, ancestralidade e representação. “Vejo a força das lideranças femininas na luta pela manutenção desses territórios. Por isso, além da importância que elas têm, a pintura do retrato em uma tela com pintura a óleo é uma forma de manter estas matriarcas eternizadas”, afirma o artista.
Rainha Belinha, ou Isabel Casimira Gasparino, é Rainha Conga das Guardas de Congo e Moçambique Treze de Maio de Nossa Senhora do Rosário e da Federação dos Congados do Estado de Minas Gerais. Já Lídia Martins de Araújo, do Quilombo Família Souza, atua na preservação das tradições religiosas e culturais da comunidade e também na defesa do território quilombola em Santa Tereza.
No Quilombo Mattias, a homenageada é Tia Terezinha, atual matriarca da comunidade. Apaixonada por samba e música, ela é soprano, já participou de corais e mantém a tradição cultural do território por meio do canto e da convivência comunitária.
A apresentação das obras também terá uma roda de conversa com Gláucia Araújo, Luciana Matias, Rainha Belinha e Marcial Ávila. A mediação será da pesquisadora e jornalista Rosália Diogo. Além disso, o público poderá acompanhar uma apresentação do dançarino Evandro Passos e o show “Dóris Canta Samba”.
Na primeira edição, Marcial Ávila retratou matriarcas dos Quilombos Luizes, Mangueiras e Manzo. “A proposta do projeto é de, aos poucos, ir retratando estas matriarcas que são uma referência na cultura tradicional. É uma forma de mostrar quem veio antes, para dar continuidade a estes trabalhos que elas desenvolveram”, explica.
Matriarcas Geledés e a Resistência Negra em BH – 2ª edição
Data: Dia 22 de agosto, sábado, das 15h às 19h.
Local: Irmandade Treze de Maio de Nossa Senhora do Rosário – Rua Jataí, 1309, Concórdia.
Entrada Gratuita.
Mais informações nas redes do projeto: @matriarcas.geledes.
Publicado por juniodecarvalho
Publicado em 18/08/26