Teatro

Maldita Cia. estreia “Capítulo 3: nem meu nome eu falo hoje”

Espetáculo reflete sobre a ditadura militar a partir de documentos da Comissão da Verdade

Peça Nem meu nome eu falo hoje. Foto: Igor Cerqueira

15/05/2025 a 18/05/2025
Presencial
Gratuito
Viaduto das Artes - Avenida Olinto Meireles - Barreiro, Belo Horizonte - MG, Brasil
Horários:
  • Quinta-feira – 20:00 (Aberto)
  • Sábado – 11:00 (Aberto)
  • Sábado, Domingo – 17:00 (Aberto)

A Maldita Cia. de Investigação Teatral estreia, no dia 15 de maio, o espetáculo “Capítulo 3: nem meu nome eu falo hoje”. A peça será encenada no Viaduto das Artes, em Belo Horizonte. A montagem é inspirada em documentos da Comissão da Verdade em Minas Gerais e traz relatos biográficos da ex-presa política Emely Vieira. As apresentações, que seguem até o dia 18 de maio, são gratuitas, com retirada de ingressos pelo site Sympla ou no local, uma hora antes de cada sessão.

O espetáculo conta com a participação dos atores Elba Rocha Vieira, Lenine Martins e da própria Emely Vieira. Ela revisita as próprias memórias como presa política durante a ditadura militar. A peça, de caráter documental, é resultado de uma pesquisa aprofundada da Maldita Cia. sobre as ditaduras na América Latina. Os registros da Comissão da Verdade em Minas Gerais estão em foco.

A pesquisa sobre a ditadura e o teatro de ocupação

Desde o início dos anos 2000, a Maldita Cia. realiza investigações sobre a história e a memória das ditaduras na América Latina. Em 2018, o grupo organizou uma residência artística no antigo prédio do Departamento de Ordem Política e Social (DOPS), em Belo Horizonte, local que foi um dos principais centros de detenção e tortura durante o regime militar. Durante a residência, a companhia teve contato com membros da Comissão da Verdade em Minas Gerais e acessou documentos que relatam os abusos cometidos no período da ditadura.

De acordo com Amaury Borges, “Capítulo 3: nem meu nome eu falo hoje” segue os princípios do teatro de ocupação. Ou seja, o espaço se transforma pela presença cênica, criando uma conexão direta entre público e história.

Memória e resistência no palco

A participação de Emely Vieira na montagem é um dos pontos centrais do espetáculo. Membro da Comissão da Verdade e orientadora do capítulo 3 do Relatório Final da COVEMG, Emely também atua e canta na peça. Traz à cena as experiências como presa política e ativista dos direitos humanos.

Segundo Elba Rocha, uma das protagonistas, o processo de criação dramatúrgica se apoiou nos relatos de Emely e em documentos históricos. “Demorou, mas os relatórios das comissões da verdade deram acesso a informações até então silenciadas. A existência das comissões é, portanto, um dos pontos de partida para a produção desse texto”, explica.

Na cenografia do espetáculo, um muro simboliza a repressão e a resistência. A trilha sonora, interpretada ao vivo, complementa o tom documental da montagem.

“Capítulo 3: nem meu nome eu falo hoje” integra um projeto maior da Maldita Cia., o Cena 3×4, que busca promover o encontro entre coletivos das artes cênicas e explorar novas formas de criação colaborativa. Fundado em 2002, o projeto é fruto de uma parceria com o Galpão Cine Horto.

Serviço

Espetáculo: Capítulo 3: nem meu nome eu falo hoje
Grupo: Maldita Cia. de Investigação Teatral
Datas:

  • 15 de maio, às 20h
  • 17 de maio, às 11h e às 17h
  • 18 de maio, às 17h
    Local: Viaduto das Artes – Av. Olinto Meireles, 45, Barreiro – Belo Horizonte/MG
    Ingressos: Gratuitos, disponíveis no site Sympla a partir de 1º de maio ou 1 hora antes de cada sessão
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Publicado por Carol Braga

Publicado em 12/05/25

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Peça Nem meu nome eu falo hoje. Foto: Igor Cerqueira
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Maldita Cia. estreia “Capítulo 3: nem meu nome eu falo hoje”

Espetáculo reflete sobre a ditadura militar a partir de documentos da Comissão da Verdade

Peça Nem meu nome eu falo hoje. Foto: Igor Cerqueira

15/05/2025 a 18/05/2025
Presencial
Gratuito
Viaduto das Artes - Avenida Olinto Meireles - Barreiro, Belo Horizonte - MG, Brasil
Horários:
  • Quinta-feira – 20:00 (Aberto)
  • Sábado – 11:00 (Aberto)
  • Sábado, Domingo – 17:00 (Aberto)