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Curadoria de informação sobre artes e espetáculos, por Carolina Braga

Curiosidades da carreira de Julia Quinn, autora dos livros que deram origem a Bridgerton

Escritora americana já lançou mais de 30 romances históricos. O Duque e eu da série Os Bridgertons é o primeiro adaptado pela Netflix

Por Carol Braga

08/01/2021 às 08:55

Publicidade - Portal UAI
Cena da série Bridgerton. Crédito: Netflix1

Bridgerton não é uma série para todo mundo. Ela é inteirinha dedicada aos românticos. O que eu não entendo é, se for verdade o que Vander Lee escreveu (e cantou) que os românticos são poucos, o que explicaria o sucesso da série da Netflix? Bem, é melhor reconhecer que o romantismo não entrou em extinção. A escritora Júlia Quinn está aí para provar isso.

Confesso que a nova produção badalada da Netflix chamou minha atenção primeiro pela ficha técnica. Nem conhecia a Julia. Tem a grife Shondaland – adoro esse nome! – respaldando a produção. Ou seja, tem a benção de Shonda Rhimes, roteirista de sucessos estrondosos como Grey’s Anatomy (2005-presente) e How to Get Away with Murder (2014–2020).

Aí tomei o maior susto ao saber que se tratava de uma série de época. Na sequência, outra surpresa. Aquela história que fala sobre debutantes em busca de casamento no século XIX foi escrita, na verdade, em pleno século XXI. É, gente, Julia Quinn nasceu no mesmo ano de Shonda, precisamente em 1970.

Série de livros

Os Bridgertons é o nome da série com nove volumes que ela lançou a partir do ano 2000. Sendo assim, a primeira temporada da versão audiovisual lançada pela Netflix é justamente uma adaptação do primeiro título: O Duque e eu. Todas elas contam sobre a trajetória da família da aristocracia britânica. São oito filhos, quatro mulheres e quatro homens. A trama sempre fala disso, casamentos arranjados, paixão, desejo, tradição, fofoca e por aí vai.

A escritora criada em Nova York é especializada em romances históricos, popularmente conhecidos como “água com açúcar”. Outro clichê que aparece por aí sobre ela: é herdeira mor da tradição literária de Jane Austen. Julia tem mais de 30 livros publicados e por 19 vezes compareceu na disputada lista de mais vendidos do jornal New York Times.

 

Julia Quinn autora de Bridgerton. Foto Joe Rettberg/Divulgação

 

A carreira

Começou a estudar história da arte e depois passou para medicina. A carreira de escritora só começou porque ela queria uma distração. Dá para acreditar? Ela alternava os estudos para a faculdade com a escrita dos romances sobre o período da regência britânica. Foi tomando gosto pela coisa e adiando os estudos da área da saúde. Acabou largando para assumir a intensa produção literária. Ela praticamente lança um livro por ano. Todos são dedicados ao marido, o médico infectologista Paul Pottinger.

Tem mais curiosidades: Julia costuma escrever em uma mesa montada em uma esteira de corrida. Tem gente que é assim mesmo, a criatividade aflora durante atividade física. Os livros de Quinn estão traduzidos em mais de 29 idiomas.

A adaptação

Bridgerton da Netflix é a primeira adaptação e, pelo tamanho da obra dela, podemos esperar uma coisa tipo Grey’s Anatomy mesmo. Ou seja, longa. Gostando ou não desse tipo de romance, não há como não reconhecer a competência da reconstituição de época. Outra coisa que me chamou a atenção foi a sutileza como o roteiro faz a ponte entre presente e passado.

Claro que tem coisas que nos soam absurdas, mas o objetivo é esse mesmo. Sendo assim, se Julia Quinn é feminista como se diz, isso aparece nos detalhes. Precisamente, na forma como as mulheres se posicionam dentro do que lhes era possível naquela época. Ainda falta muito, deixemos claro.

Quero destacar outros dois aspectos técnicos: as locações e os figurinos. Neste link você conhece curiosidades sobre alguns dos castelos que aparecem na produção. Já sobre os figurinos, em resumo, 7.500 vestidos, tá?

Daphne e Simon

Agora, não tem como terminar este texto sem falar na impressionante química entre o Duque e Daphne em Bridgerton. No caso, Phoebe Dynevor e Regé-Jean Page. Ótimas surpresas! Se a “liga” entre eles não tivesse rolado, bem provável que a série não ativaria o que de mais romântico pode haver adormecido em cada um de nós.

Outro aspecto curioso da produção, por exemplo, são as cenas de sexo. Todas milimetricamente coreografadas com a ajuda de um coach de intimidade. Essa figura tem sido mais comum nos sets para evitar assédios.

Para quem já terminou a maratona na Netflix, resta agora dar um play na também surpreendente trilha sonora (todas versões instrumentais de músicas contemporâneas) e se jogar nos livros. Também espero me surpreender!

 

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