Literatura
Teatro
Inverno Estelar segue com arte e memória em BH
Programação gratuita ocupa o Espaço Comum Luiz Estrela até 30 de junho, com exposição, livro, capoeira, visitas guiadas e ações comunitárias
Foto: Alexandre Lopes
Literatura
Teatro
Programação gratuita ocupa o Espaço Comum Luiz Estrela até 30 de junho, com exposição, livro, capoeira, visitas guiadas e ações comunitárias
Foto: Alexandre Lopes
O Espaço Comum Luiz Estrela segue, até 30 de junho, com a programação do “Inverno Estelar 2026”, em Belo Horizonte. A edição ocupa a casarona histórica da Rua Manaus, no bairro São Lucas, com atividades gratuitas voltadas à arte, patrimônio, memória e convivência comunitária.
Depois de abrir a agenda em junho com imersões, feira, apresentações, rodas de conversa e ações de formação, o projeto entra em sua reta final com novos destaques. Entre eles estão a Assembleia Comum, da Trupe Estrela, a abertura da exposição “Constelações”, o lançamento do livro “Nas dobras da estória”, de Camila Nicácio, uma roda de Capoeira Angola e uma visita guiada acessível em Libras.
Neste ano, o festival marca também um momento importante para o coletivo. A casarona recebeu a implementação do sistema de prevenção e combate a incêndio e pânico. A conquista é considerada uma das mais relevantes desde o início da ocupação do imóvel, em 2013, e amplia as condições de segurança, permanência e acesso ao espaço.
Mais do que reunir atrações culturais, o “Inverno Estelar” apresenta ao público a rotina de um centro cultural comunitário em permanente construção. A proposta aproxima criação artística, educação, cuidado, participação popular e preservação patrimonial.
A programação do “Inverno Estelar” é formada a partir dos vínculos que atravessam o Espaço Comum Luiz Estrela. Artistas, pesquisadores, educadores, produtores culturais e coletivos parceiros participam da construção das atividades.
Segundo a artista e produtora Luciana Lanza, integrante do coletivo, essa diversidade é uma das marcas do projeto. “A programação não foi idealizada por uma equipe gestora de um festival. Ela foi construída a partir da necessidade e da vontade das próprias pessoas que procuram o Estrela para realizar coisas juntas. O que vemos aqui é uma verdadeira coreografia de movimentos sociais e culturais ocupando e cuidando da casarona. Uma espécie de ‘coreografia do impossível’, sustentada pela autonomia, pela presença e pela consciência coletiva”, afirma.
Entre os destaques desta edição está a exposição “Constelações: experimentos e partilhas em torno de um museu estelar”. A mostra foi desenvolvida pela 14ª turma de Museologia da UFMG em parceria com o coletivo do Estrela. A abertura será no dia 26 de junho, às 19h.
A exposição propõe um olhar sobre a história da casarona e do território. Assim, rachaduras, marcas do tempo e vestígios da ocupação se tornam mapas simbólicos de memória e resistência.
Nas artes da cena, o festival recebeu ações ligadas à palhaçaria, dança-teatro e teatro político. A programação incluiu a residência “Comicidade e Pretitude”, conduzida pelo palhaço João Artigos, do Rio de Janeiro, além de apresentações de “ANTRÓPODES”, espetáculo itinerante de dança-teatro criado em coprodução entre o Espaço Comum Luiz Estrela e o centro cultural colombiano “La Futileria”, com apoio do Fundo Iberescena.
Nesta semana, a Trupe Estrela retoma a “Assembleia Comum”, dispositivo cênico que marcou a trajetória do coletivo entre 2015 e 2019. As apresentações serão nos dias 25 e 27 de junho, às 15h, no CRJ.
Ao completar mais de uma década de atuação, o Espaço Comum Luiz Estrela segue como centro cultural comunitário, Ponto de Cultura e Museu de Território. Desde 2013, o coletivo ocupa e restaura de forma autogestionada a casarona da Rua Manaus. Nesse percurso, o imóvel se tornou espaço de criação artística, formação, convivência, preservação patrimonial e participação popular.
“Aprendemos que as coisas só acontecem quando existem pessoas interessadas em realizá-las. Autogestão demanda presença, consciência coletiva e respeito aos próprios limites e aos limites dos outros. Fazemos o que podemos com as ferramentas que temos, e isso já produz transformações muito importantes”, resume Luciana.
Serviço | Inverno Estelar 2026
Quando. Até 30 de junho de 2026
Onde. Espaço Comum Luiz Estrela (Rua Manaus, 348 – São Lucas)
Quanto. Gratuito
Mais. Programação completa no Instagram do Espaço Comum Luiz Estrela
Destaques da programação
25 de junho | 15h – CRJ
Assembleia Comum – Trupe Estrela
26 de junho | 19h
Abertura da exposição “Constelações”
27 de junho | 10h às 13h
Lançamento do livro “Nas dobras da estória”, de Camila Nicácio
27 de junho | 15h – CRJ
Assembleia Comum – Trupe Estrela
28 de junho
Roda de Capoeira Angola
29 de junho
Visita guiada acessível em Libras à exposição “Constelações”
Publicado por Floriano Comunicação
Publicado em 22/06/26