Música
Teatro
Hilda Furacão, a Ópera retorna ao Palácio das Artes
Montagem da Orquestra Ouro Preto será apresentada dias 18 e 19 de setembro em BH, com ingressos populares.
Foto: Rapha Garcia
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Montagem da Orquestra Ouro Preto será apresentada dias 18 e 19 de setembro em BH, com ingressos populares.
Foto: Rapha Garcia
A Orquestra Ouro Preto traz de volta a Belo Horizonte a montagem Hilda Furacão, a Ópera, nos dias 18 e 19 de setembro, às 20h, no Palácio das Artes. Os ingressos variam de R$20 a R$50 e já estão disponíveis no site Eventim e na bilheteria do teatro.
Após o sucesso da estreia em 2024, quando as récitas esgotaram, a produção retorna a pedido do público. O espetáculo faz parte de turnê nacional que já passou por São Paulo e segue para Rio de Janeiro, Curitiba e Boa Vista.
Baseada no livro de Roberto Drummond, a obra é ambientada em Belo Horizonte e ficou famosa na minissérie dos anos 1990. A adaptação tem música de Tim Rescala, direção de cena de Julliano Mendes e regência do maestro Rodrigo Toffolo.
Com libreto em português, a ópera é dividida em dois atos e mescla elementos da música popular da época — como boleros e sucessos radiofônicos — com o discurso operístico tradicional, criando uma linguagem híbrida entre ópera e musical.
A mezzo-soprano Carla Rizzi interpreta Hilda, enquanto o tenor Jabez Lima vive Frei Malthus. O elenco conta ainda com Marília Vargas (Loló Ventura), Marcelo Coutinho (Nelson Sarmento), Johnny França (Aramel) e Fernando Portari, que assume o papel de narrador e do próprio autor.
Nos bastidores, Luiz Abreu assina a direção de arte, Paula Gascon os figurinos, Tiça Camargo o visagismo, Carol Gomes a cenografia e Bruno Corrêa a engenharia de som. A cenografia e os figurinos recriam a atmosfera de época com ousadia e identidade visual própria da Orquestra Ouro Preto.
O romance conta a trajetória de Hilda, jovem que rompe com as convenções sociais e escolhe viver na zona boêmia da capital mineira. Sua história se cruza com a de Frei Malthus, religioso que deseja transformar a vida da comunidade. O encontro gera conflitos sobre desejo, fé, liberdade e moralidade, em uma trama que ecoa grandes heroínas da ópera mundial.
Para o compositor Tim Rescala, “Hilda tem todos os elementos para se tornar uma ópera: uma trama instigante e trágica, personagens fortes e uma grande carga emocional”. Já o maestro Rodrigo Toffolo destaca que a personagem é “perfeita para esse ciclo de óperas brasileiras que a Orquestra Ouro Preto vem desenvolvendo”.
Hilda Furacão, a Ópera
Data: 18 e 19 de setembro de 2025, às 20h.
Local: Palácio das Artes (Av. Afonso Pena, 1537, BH).
Ingressos: Entre R$20 a R$50, no site Eventim e na bilheteria.
Classificação indicativa: 12 anos.
Publicado por juniodecarvalho
Publicado em 10/09/25