Geovani Martins e PretoVivo se encontram em Belo Horizonte nesta sexta-feira (28) para discutir literatura insurgente, memória e identidade. Os escritores participam da segunda edição da Mostra Museu: Escritas que vem das bordas, no Centro Cultural São Bernardo, a partir das 18h30. A programação é gratuita.
A noite reúne roda de conversa, exposição e poesia falada. A proposta é colocar em debate as produções literárias construídas nas periferias e os processos de autorrepresentação desses territórios.
Às 19h30, Geovani Martins e PretoVivo participam da roda de conversa Literatura insurgente como patrimônio vivo: Memória, identidade e transformação. A mediação será de Joi Gonçalves.
Nascido em Bangu, no Rio de Janeiro, Geovani Martins venceu o Prêmio Rio de Literatura, em 2019, com o livro de contos O sol na cabeça. A obra ganhou edições em dez territórios pelo mundo. Depois, o escritor lançou o romance Vila Ápia, reconhecido pelo Prêmio APCA de melhor romance, em 2023.
PretoVivo é natural de Juiz de Fora. Ele foi campeão nacional de Slam pela Copa das Favelas, campeão estadual de Minas Gerais e vice-campeão nacional do Slam BR. Também criou o Complexo Cultural do Proceder, que reúne batalha de rimas, Slam, biblioteca comunitária, oficinas culturais e estúdio musical.
Da Geração Mimeógrafo aos Slams
Antes do debate, às 18h30, a artista e professora Lelê Alves conduz uma visita guiada pela exposição da Mostra Museu. O percurso acompanha a história da literatura insurgente desde a Geração Mimeógrafo, na década de 1970, até a expansão dos saraus e Slams a partir dos anos 2000.
A proposta da mostra é promover intercâmbios e ampliar a discussão sobre resistência, identidade e transformação por meio da escrita. Além disso, o projeto adota um formato itinerante e descentralizado.
“Durante muito tempo, as periferias foram registradas apenas pelo olhar de quem estava de fora. Hoje vemos escritores, coletivos, museus comunitários, bibliotecas populares e iniciativas culturais produzindo seus próprios arquivos, preservando suas lembranças e contando suas próprias histórias”, define Joi Gonçalves, uma das idealizadoras do projeto.
Para encerrar a programação, às 20h30, o Slam de Quebrada leva ao espaço uma competição de poesia falada, com foco na palavra, na presença e na performance.
Serviço
Mostra Museu: Escritas que vem das bordas
Data: 28 de agosto
Horário: a partir das 18h30
Local: Centro Cultural São Bernardo
Endereço: Rua Édna Quintel, 320 – São Bernardo, Belo Horizonte
Entrada gratuita
18h30: Visita guiada com Lelê Alves.
19h30: Roda de conversa Literatura insurgente como patrimônio vivo: Memória, identidade e transformação, com PretoVivo (MG), Geovani Martins (RJ) e mediação de Joi Gonçalves (MG).
20h30: Slam de Quebrada.
Participe do nosso canal no Whatsapp e receba as novidades em primeira mão!
QUERO PARTICIPAR