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Gal Costa 75 anos: o que esperar da live um dos maiores nomes da música brasileira?

A live Gal 75 será realizada em 26 de setembro, às 22h. O show virtual comemora os 75 anos de uma das divas da música brasileira

Por Jaiane Souza *

25/09/2020 às 10:13 | *Colaborador

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Foto: Marcos Hermes

Gal Costa vem aí em uma super live para comemorar os 75 anos. Quem viu Gilberto Gil e Caetano Veloso em seus aniversários estava ansioso para uma aparição de uma das maiores vozes da música brasileira. A apresentação será neste sábado, 26 de setembro, às 22h, no canal TNT, pela televisão. Tem, também, transmissão pelo YouTube do TNB Brasil. Nenhum detalhe sobre o repertório foi revelado, mas podemos esperar os grandes clássicos da carreira e canções mais atuais. Em resumo, minha gente, um showzão inesquecível e imperdível! 

Em 2012, por exemplo, a revista Rolling Stone Brasil publicou uma lista com as 100 maiores vozes da música brasileira e Gal figura na sétima posição. Entre os 10 primeiros estão nomes de peso, como Tim Maia, Elis Regina, Ney Matogrosso, Wilson Simonal e Maria Bethânia. A relevância de Gal se dá não apenas pela atuação artística puramente dita. Ela foi uma das principais figuras femininas da Tropicália, movimento cultural de vanguarda que propunha inovações estéticas nas artes. Além disso, subverteu princípios impostos pela ditadura militar. Ou seja, um nome fundamental para a música e cultura popular brasileira. 

Pensando nisso, resolvemos contar um pouco mais dessa história para fazer um esquenta para a live de 26 de setembro. Confira!

O começo de uma era

Gal Costa nasceu em Salvador, em 1945. Sempre foi incentivada musicalmente pela família. A mãe, Mariah Costa Penna, ficava horas concentrada ouvindo música clássica durante a gravidez. Deu mais que certo! Já na adolescência, Gal se tornou amiga de Caetano Veloso, Gilberto Gil e Maria Bethânia e passou a se envolver com a música.

A primeira apresentação foi no show Nós, por exemplo, em 1964, ao lado dos três citados anteriormente mais Tom Zé, inaugurando o Teatro Vila Velha de Salvador. Mas o primeiro disco só veio em 1967, quando se mudou para o Rio de Janeiro. Nesse ano, largou o nome Maria das Graças Penna Burgos para ser Gal Costa no álbum Domingo, em parceria com Caetano Veloso. Trata-se de um trabalho totalmente com sonoridades da Bossa Nova.

A artista foi influenciada por João Gilberto, músico fundamental na carreira de Gal. Isso porque, desde sempre, foi ouvinte e se inspirou na produção do compositor. Domingo também marcou a estreia de Caetano Veloso, foi produzido por Dori Caymmi e dirigido por João Araújo, pai de Cazuza. Nesse disco estava Coração vagabundo, que mesmo não tendo sido um hit naquela época ajudou no reconhecimento da dupla. 

gal costa

Capa do disco Tropicalia ou Panis et Circencis (1968). Crédito: Phillips Records

Tropicalia ou Panis et Circencis

Depois do lançamento do primeiro disco, Gal Costa participou de algumas edições do Festival Internacional da Canção. Em 1968, fez parte do histórico disco Tropicália ou Panis et Circencis com Mamãe Coragem (Caetano Veloso e Torquato Neto), Enquanto seu lobo não vem (Caetano Veloso), Parque Industrial (Tom Zé) e Baby, também de Caetano. Essa última foi o primeiro grande sucesso solo da artista. Em resumo: é um clássico até hoje. 

Gilberto Gil, Caetano Veloso, Os Mutantes, Tom Zé, Nara Leão, Torquato Neto, Capinam e o maestro Rogério Duprat também estão no disco, considerado o marco do tropicalismo. Sendo assim, o álbum ficou em segundo lugar na lista dos 100 maiores discos da música brasileira, outra lista criada pela Rolling Stone do Brasil. É mole? O primeiro lugar ficou com Acabou chorare (1972), dos Novos Baianos. 

Carreira solo

No ano seguinte, inicia carreira solo e lança dois álbuns. O primeiro foi Gal Costa, com os sucessos absolutos Baby, Divino maravilhoso, Que pena (ela já não gosta mais de mim) de Jorge Ben, e Não identificado, de Caetano. Já o segundo, Gal, trouxe uma pegada mais psicodélica e contém mais hits como Cinema Olympia (Caetano Veloso) e Meu nome é Gal (Erasmo e Roberto Carlos). 

Nesse momento, ficaram nítidas as características, influências e versatilidade da cantora, que transita pela voz mais doce e calma da MPB e bossa nova e vai até o rock, influenciada por Janis Joplin, por exemplo. Além disso, nesse mesmo período da década de 1970, Gal Costa se tornou a representante do tropicalismo por causa da prisão e exílio de Gil e Caetano. Eles ficaram em Londres.  Após uma visita aos amigos, Gal gravou mais sucessos compostos por eles, como London London e Maria Bethânia

Em seguida, vieram mais de 30 discos e muitos momentos cruciais para a carreira. Entre eles, o disco de ouro por Água Viva, o show Doces Bárbaros nos anos 1970, idealizado por Maria Bethânia, e a inclusão do nome no Hall da Fama. Na Enciclopédia Itaú Cultural você confere a biografia completa da artista com detalhes e análise

Resumo da ópera

Em suma, Gal Costa é uma artista que representa uma das faces do Brasil na sua mais pura forma artística. O disco mais recente é A pele do futuro (2018). O álbum dialoga com as raízes e como que há de novo na música. Estão presentes Dani Black, Silva, Marília Mendonça e Emicida. Ou seja, na live Gal 75, podemos esperar uma viagem no tempo e muitas emoções. 

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