Cinema

Filme “Oroboro”, de Pablo Lobato, estreia nos cinemas

"Oroboro", de Pablo Lobato, desnuda o poder da arte na formação de jovens estudantes

"Oroboro partiu de um espanto, quando, em 2018, me deparei com jovens estudantes adaptando Grande Sertão para o teatro", diz o diretor (Frame/ClaroEscuro/Divulgação)

20/03/2025
14:00
Presencial
Gratuito
Una Belas Artes
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“Oroboro”, dirigido pelo renomado cineasta e artista visual Pablo Lobato, chega aos cinemas no dia 20 de março de 2025 trazendo uma narrativa sensível e poética sobre o poder da arte na formação de jovens estudantes. O documentário, que até o momento tem estreia confirmada em Belo Horizonte, São Paulo e Rio de Janeiro, acompanha dois grupos de alunos que adaptaram para o teatro duas obras-primas da literatura e da música. A saber: “Grande Sertão: Veredas”, de Guimarães Rosa, e “A Flauta Mágica”, de Mozart.

A partir dos ensaios, apresentações e da rotina escolar, “Oroboro” acompanha a intimidade das descobertas, dores e alegrias vividas na radicalidade da juventude. As forças paradoxais das personagens encenadas movem uma vasta constelação temática: vida e morte, arte e educação, cinema e teatro, natureza e urbanização.

Locação

O colégio, locação principal do filme “Oroboro” e palco das encenações, está situado em um vale entre Belo Horizonte e Nova Lima. Atravessado por um córrego e cercado por áreas verdes e corredores ecológicos, hoje se vê pressionado por uma das urbanizações mais dinâmicas do país.

“Diante de uma sensível prática formativa, nesta fronteira entre metrópole e interior, entre expansão econômica e conservação ecológica, percebi um espelho da sociedade brasileira contemporânea. Oroboro é fruto destes paradoxos e revela algo que resiste, vindo desse vínculo essencial entre a arte e a formação humana”, explica o diretor Pablo Lobato.

Produzido pela Claroescuro Studio e distribuído pela Fênix Filmes, Oroboro conta com o apoio da Lei Paulo Gustavo para sua distribuição. Já para a finalização, patrocínio da Saúva Jataí. Em tempo: Oroboro remete ao símbolo ancestral da serpente que engole a própria cauda, formando um círculo. De origem grega, representa o ciclo da vida, a renovação e a transformação contínua.

Sobre o diretor

Pablo Lobato (Bom Despacho, 1976) é artista visual e cineasta. Foi um dos criadores da Teia – Centro de Pesquisa e Produção Audiovisual, em Belo Horizonte, entre 2002 e 2014. Seu primeiro longa-metragem, “Acidente”, foi exibido em festivais como Sundance, Locarno e Guadalajara. Neste último, recebeu o prêmio de Melhor Documentário Ibero-Americano.

Em 2009, recebeu a bolsa John Simon Guggenheim, reconhecimento pela qualidade e consistência de sua produção. Após um período de dedicação às artes visuais, com exposições em instituições como o MoMA (NY), o New Museum (NY) e o Museu Tamayo (Cidade do México), além de bienais na América Latina, Europa e Ásia, Pablo retorna ao cinema com “Oroboro”.

O filme foi um dos impulsos para a criação de seu projeto mais recente, Bárbara de Cocais – Escultura Comunitária #01. A iniciativa entrelaça um festival de cinema a práticas artísticas e processos de envolvimento comunitário em um território específico.

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Publicado por Carol Braga

Publicado em 20/03/25

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Filme “Oroboro”, de Pablo Lobato, estreia nos cinemas

"Oroboro", de Pablo Lobato, desnuda o poder da arte na formação de jovens estudantes

"Oroboro partiu de um espanto, quando, em 2018, me deparei com jovens estudantes adaptando Grande Sertão para o teatro", diz o diretor (Frame/ClaroEscuro/Divulgação)

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