Música
Felipe Continentino afirma sua faceta de compositor em novo disco
“Estúdio Casa Sol” chega às plataformas nesta quarta (7/1) e marca nova fase do artista mineiro
Felipe Continentino | Foto: Taís Leal
Música
“Estúdio Casa Sol” chega às plataformas nesta quarta (7/1) e marca nova fase do artista mineiro
Felipe Continentino | Foto: Taís Leal
Felipe Continentino amplia seus caminhos artísticos em “Estúdio Casa Sol”, segundo disco autoral do baterista e compositor mineiro. O álbum está disponível nas plataformas digitais, com 11 faixas inéditas que reforçam o reconhecimento do artista como compositor, além da bateria.
As influências atravessam o jazz, o folk e a musicalidade do Clube da Esquina, dialogando com temas como astronomia e física quântica. Gravado na casa do artista, o trabalho assume um caráter orgânico, preservando pequenas imperfeições sonoras como escolha estética. O resultado é um disco flexível, menos rígido e mais aberto ao improviso.
Além do álbum, Felipe Continentino lançou no YouTube uma série documental com seis episódios que revela bastidores do processo criativo e de gravação. Trechos também foram compartilhados no Instagram, ampliando o diálogo com o público.
“Estúdio Casa Sol” sucede o disco “Felipe Continentino” (2011) e marca um novo momento. Algumas faixas são instrumentais. Outras apresentam letras assinadas pelo próprio artista, que se reconhece cada vez mais como compositor. Com exceção de “Tide”, todas as letras são de sua autoria.
Nesse percurso, muitas canções nasceram de reflexões anotadas em um pequeno caderno, reunindo poemas, ideias soltas e versos inacabados. Parte desse material se encontrou anos depois para formar o repertório do álbum.
“É o momento atual da minha vida, um disco mais pessoal que o primeiro”.
No novo trabalho, Felipe também amplia sua atuação instrumental. Além da bateria, toca violão, percussão, sintetizadores e coloca sua voz, pela primeira vez, em um disco próprio. O álbum sinaliza novos rumos e possibilidades de colaboração para além do papel de baterista.
“Não quero ser visto somente como um baterista de jazz, quero mostrar outras faces, quero compor mais, ter uma produtividade maior de letras”.
As canções desenham paisagens sonoras e passeiam por temas como sol, voo e sonhos. “Cidade das Abelhas Solitárias” nasce da observação do jardim da casa e dos cobogós que compõem o espaço. Já “Princípio da Incerteza”, vencedora do Prêmio BDMG Instrumental em 2021, ganhou letra agora e dialoga com o interesse do artista pela física quântica.
O ambiente caseiro foi decisivo para o clima do disco. A opção por não corrigir tudo em estúdio reforça a fluidez do processo criativo. Para acentuar o aspecto familiar, os irmãos Pedrinho, de 8 anos, e Letícia, de 14, participam com vozes em faixas que abrem e encerram o álbum.
Aprecie o álbum aqui.
Mais informações no Youtube @EstudioCasaSol e Instagram @felipe_continentino
Publicado por brisa marques
Publicado em 15/01/26