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Curadoria de informação sobre artes e espetáculos, por Carolina Braga

Enola Holmes: dica para quem quer um filme leve, divertido e engajado

Produção da Netflix fala sobre as conquistas feministas e é a pedida perfeita para quem quer se divertir

Por Carol Braga

22/10/2020 às 10:18

Publicidade - Portal UAI
Foto: Netflix / Divulgação

Se Sherlock Holmes de fato teve uma irmã ainda é um mistério a se resolver. Mas, seja ideia de fã ou não, fato é que o filme que conta a história da caçula da família, Enola Holmes, existe e é a pedida perfeita para quem quer se divertir. Ouvi muita gente dizer que deu o play no filme achando se tratar de uma série. Parece mesmo!

O inglês Harry Bradbeer é também responsável por sucessos da tv como a segunda temporada de Fleabag e alguns episódios de Killing Eve. Melhores credenciais, impossível. É por isso que o ritmo que ele “imprime” na saga de Enola faz lembrar produções televisivas. 

Mas, apesar do talento do diretor, o equilíbrio que ele consegue atingir nesse quesito linguagem, o melhor do filme é o trabalho da atriz Millie Bobby Brown como a personagem título. Para quem não ligou o nome à pessoa, é ela quem faz a Eleven de Stranger Things. Ainda bem que ela dá provas de sobra que não sofrerá da síndrome de um único papel. Sua Enola tem luz própria o que faz o nome da atriz nascida na Espanha e criada nos Estados Unidos despontar como uma das promessas da geração dela. 

A Trama

Millie e a personagem tem a mesma idade. Ou seja, 16 anos. Como a mais nova da família, Enola é a irmã de Sherlock (o famoso detetive), papel de Henry Cavill e Mycroft Holmes, interpretado por Sam Claflin. A mãe deles Eudoria Holmes é mais um trabalho em que Helena Bonham Carter mostra como lhe cai bem personagens que tem uma aura de bruxa.

Pois bem, Eudoria nunca aceitou a educação formal e machista que lhe cabia à época. Tida como a louca e incompreendida, resolveu ela mesma educar a filha caçula. Assim, Enola recebeu ensinamentos bem diferentes das meninas da época. Ainda bem! 

Mas, tudo corre bem até que Eudoria resolve desaparecer no mapa deixando para a herdeira, além do conhecimento para se virar sozinha, um pacote de dinheiro. Apesar de Sherlock Holmes ser o mais famoso da parada, aqui ele tem um papel bem coadjuvante mesmo. Será que podemos dizer omisso na luta contra o patriarcado? 

Linguagem

O diretor Harry Bradbeer usa em Enola Holmes aquele recurso em que a protagonista parece sair da ficção para conversar olho no olho com os espectadores. Francis Underwood (Kevin Spacey ) fazia isso muito em House of Cards. Esse “truque” faz com que nos aproximemos ainda mais da personagem e, assim, embarcamos naquela trama com um pouco mais de intimidade. Torcemos por Enola a cada segundo. 

E a moça gosta de uma aventura, viu! Tão inteligente e esperta como o irmão detetive, a menina vai parar em Londres sozinha, se vira, claro, e de quebra ainda deixa diversas mensagens sobre a o empoderamento feminino. Se inicialmente a moça vai procurar a mãe, no meio do caminho o roteiro se desmembra em duas missões. Além da busca, surge o caso que coloca uma desnecessária pitada de romance às avessas. Ou seja, se no passado os mocinhos salvaram as mocinhas, agora o jogo é outro.

Enola Holmes – ainda bem – luta de igual para igual, sabe muito bem o que quer e segue em busca de seus objetivos em linha reta, sem rodeios e nem melodramas. É forte e perspicaz para escolher os próprios caminhos. O carisma da atriz contribui muito.

Escolhas técnicas

Dos aspectos mais técnicos do filme, destaque para o figurino e a direção de arte. Reconstituição de época é sempre interessante, né. Neste caso, chama atenção a diferença de ritmo entre o clima bucólico do interior e o frisson de uma capital. Mesmo que o trânsito seja de carroças, a diferença de “tempo” está na tela. 

Talvez para reforçar o clima “aventureiro” do longa, a trilha sonora é onipresente. Para meu gosto, foi um tanto demais. Embora o ritmo da narrativa seja constante, há uma barriguinha no meio da trama que faz com que os 120 minutos de duração pareçam um pouco demais. 

No entanto, nada disso prejudica o todo da produção. Se você procura um filme leve, divertido e que, no fim das contas, fala sobre as conquistas feministas, Enola Holmes é para você.  

 

Foto: Netflix / Divulgação

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