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Curadoria de informação sobre artes e espetáculos, por Carolina Braga

Conheça os principais concorrentes de ‘A Vida Invisível’

O filme dirigido por Karim Aïnouz é o indicado do Brasil a concorrer uma vaga ao Oscar. Entre os concorrentes, terá o novo filme de Pedro Almodóvar

Por Carol Braga

16/11/2019 às 08:28

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Parasita. Foto: Still

Nunca, na história do Oscar, tantos países indicaram seus filmes para concorrer a uma das cinco vagas finais na recém nomeada “internacional”. Para se ter uma ideia, se para a cerimônia de 2019 foram 87 concorrentes, para a de 2020, 93. Ok, pode até parecer pouco, mas sinaliza a importância que o resto do planeta dá para cerimônia. 

A revista Indiewired fez uma listinha com os principais concorrentes. A Vida Invisível não aparece com chances. No mesmo exercício feito por críticos convidados pelo jornal Los Angeles Times também não. Tudo bem que ainda está cedo e a campanha do longa nos Estados Unidos ainda nem bem começou. Então, enquanto a disputa não esquenta para valer, conheça os longas mais incensados para o top 5 do Oscar. 

O Festival de Cannes sempre apresenta uma seleção dos melhores candidatos em língua estrangeira para o que hoje é chamado de Melhor Longa Metragem Internacional.

Parasita (Bong Joon Ho, Coreia do Sul)

Se o Festival de Cannes costuma ser o grande “apresentador” dos concorrentes ao Oscar, Parasita, de Bong Joon Ho chega com uma vantagem. Afinal, foi o ganhador da Palma de Ouro, o principal prêmio entregue na Riviera francesa. Mas, para além disso, o longa tem mesmo muita qualidade. É um retrato cruel da desigualdade social no mundo. O principal mérito é representar essa realidade a partir da costura de diversos gêneros cinematográficos. Ao mesmo tempo em que é engraçado, Parasita é tenso e absurdo.

Dor e Glória (Pedro Almodóvar, Espanha)

Aqui temos Pedro Almodóvar de volta à excelente forma. E mais: de peito aberto. Tem, inclusive, quem aposte em indicações para Dor em Glória em outras categorias. No filme, Antonio Banderas interpreta um alter ego do diretor espanhol. O personagem também é cineasta e vive um período de acerto de contas com quem fez parte da vida dele. No fim das contas o filme é, também, uma declaração de amor à arte. 

Confira a crítica que fizemos sobre Dor e Glória.

Les Misérables (Ladj Ly, França)

Outra aposta comum nos sites especializados é esta produção que dividiu com Bacurau o prêmio do Júri do Festival de Cannes. Foi co-escrito e dirigido por Ladj Ly, parisiense de origem africana, a partir de um curta-metragem de mesmo nome. É uma história ambientada nos subúrbios de Paris e, como destacou o crítico Guilherme Genestreti, parece uma fusão de Tropa de Elite com Cidade de Deus. Fala sobre o caldeirão étnico que se tornou a capital francesa

 

Atlantics (Mati Diop, Senegal)

Mati Diop já entrou para a história por ser a primeira diretora negra a competir no Festival de Cannes. É dela a produção senegalesa Atlantics, com estreia prevista para 29 de novembro na Netflix, e que aparece em várias listas como um forte concorrente na disputa por uma vaga ao Oscar de filme internacional em 2020. É a história de amor da adolescente Ada, apaixonada pelo operário Souleiman. O problema é que ela já foi prometida para outro homem.

Monos (Alejandro Landes, Colombia)

Para não dizer que a produção da América Latina está totalmente ignorada, o filme colombiano Monos aparece – de maneira tímida – em algumas apostas. O diretor, Alejandro Landes é, na verdade, nascido no Brasil, filho de mãe colombiana. O longa já recebeu 20 prêmios desde a estreia no Festival de Sundance, onde conquistou o troféu de melhor direção. Saiu de San Sebástian, na Espanha, com o prêmio de melhor filme.

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