Curadoria de informação sobre artes e espetáculos, por Carolina Braga

Charlie Watts (1941-2021): curiosidades e amenidades sobre o baterista dos Rolling Stones

Baterista dos Rolling Stones, Charlie Watts, morreu aos 80 anos. Família não divulgou a causa. Ele era chamado de gentleman do rock.
Charlie Watts. Foto: The Rolling Stone

O discreto baterista dos Rolling Stones, Charlie Watts, nos deixou aos 80 anos, nesta terça, 24 de agosto. É tão interessante observar como a imagem dele – e certas características – caminham para o lado oposto do clichê do universo do rock. Basta olhar a foto que a banda escolheu para homenageá-lo. 

O próprio Charlie disse em entrevistas que não era da turma do “sexo, drogas e rock n’roll”.

A seu modo, Charlie Watts marcou a história da música. Os Rolling Stones, como bem disse Keith Richards, acabam de perder seu motor. Nós perdemos o gentleman do Rock.

Claro que a notícia repercute com muita tristeza no mundo todo. Mas, para além de destacar todas as qualidades técnicas deste mestre da bateria, escolhemos homenageá-lo com amenidades. Coletamos algumas curiosidades da vida dele e também algumas frases marcantes que disse ao longo da vida. Viva Charlie Watts! 

Carros

Ele colecionava carros mas não sabia dirigir. Inclusive, nunca teve carteira de motorista. Para completar a excentricidade desse homem, veja bem, ele tinha ternos que combinavam com as cores dos veículos. Ainda sobre essa paixão automobilística, uma outra curiosidade: Watts curtia entrar nas cabines para ouvir o ronco dos motores. Cada um com sua mania, né? 

Animais

Criava cavalos em uma fazenda no interior da Inglaterra. Ele e a mulher Shirley também eram ativos na adoção de cães abandonados. Inclusive, a última imagem dele divulgada nas redes foi justamente no dia em que ele e a mulher adotaram a cachorrinha Suzie. Isso foi em maio de 2020. 

Moda

Fã dos ternos elegantes, em 2012 disse à revista GQ que tinha mais de 200. Detalhe: alguns com mais de 30 anos e que ele costumava usar. Além disso, também detestava tênis e se recusava a usar mesmo se estivesse na moda. Aliás, Charlie sabia muito bem que estar na moda era ter um estilo próprio. 

“Sempre me senti totalmente deslocado com os Rolling Stones. Não como pessoa – eles nunca me fizeram sentir assim. Quero dizer apenas a minha aparência. (…) Eu gosto de moda, mas leva muito tempo para chegar a este ponto. Se você está interessado, precisa entender o que funciona para você “

Artista das imagens

Foi designer antes de entrar para Os Rolling Stones. Inclusive, chegou a trabalhar em uma agência de publicidade na Dinamarca. “Nunca pensei que a banda duraria cinco minutos, mas imaginei que viveria esses cinco minutos ao máximo porque os amo.” A banda tanto durou que fez parte dela até o próprio fim. 

Paixão pelo Jazz

Entrou para o hall da fama do Rock n’Roll em 1989, junto com os parceiros dos Rolling Stones. “O rock and roll provavelmente deu mais do que recebeu”, disse. Apesar disso, nunca escondeu a paixão pelo jazz. Inclusive, mantinha trabalhos paralelos à atividade com Keith Richards e Mick Jagger. “Quando eu era criança, nunca aprendi a tocar. Na verdade, entrei em bandas observando as pessoas tocando e copiando-as”.

Charlie Watts. Foto: Getty Images

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