Carmen retorna ao Palácio das Artes com dança e paixão
Companhia de Dança Palácio das Artes apresenta montagem de Luiz Fernando Bongiovanni nos dias 29 e 30 de outubro, com participação da Escola de Dança do Cefart.
Foto: Paulo Lacerda
Companhia de Dança Palácio das Artes apresenta montagem de Luiz Fernando Bongiovanni nos dias 29 e 30 de outubro, com participação da Escola de Dança do Cefart.
Foto: Paulo Lacerda
A história de uma mulher que desafia convenções e luta para decidir o próprio destino volta aos palcos de Belo Horizonte. Nos dias 29 e 30 de outubro, a Companhia de Dança Palácio das Artes apresenta Carmen, no Grande Teatro Palácio das Artes. A montagem, que retorna após a temporada de 2024, tem direção geral e coreografia de Luiz Fernando Bongiovanni.
Inspirado na célebre ópera de Georges Bizet (1838-1875), o espetáculo utiliza a versão musical do compositor russo Rodion Shchedrin (1932-2025). A proposta é explorar, por meio da dança, os conflitos entre paixão, liberdade, ciúme e possessividade.
Além disso, as apresentações contam com a participação especial da Escola de Dança do Cefart, que abre a programação com a coreografia Pulsar, idealizada por Maxmiler Junio e Eliatrice Gischewski.
Ambientada na Espanha do século XIX, a trama acompanha Carmen, uma mulher independente que deseja conduzir a própria vida. Ao conhecer Don José, um soldado que abandona a carreira militar para viver uma paixão, ela passa a enfrentar o comportamento cada vez mais ciumento e controlador do companheiro.
A relação se torna ainda mais conflituosa quando Carmen rejeita as tentativas de reconciliação de Don José e se envolve com o toureador Escamillo. A tensão cresce até chegar a um desfecho trágico.
Assim, a narrativa vai além do romance e coloca em discussão a autonomia feminina, as relações de poder e a violência provocada pelo desejo de dominação.
A história surgiu em 1845, na novela Carmen, do escritor francês Prosper Mérimée (1803-1870). Três décadas depois, ganhou uma adaptação para a ópera, composta por Georges Bizet, com libreto de Henri Meilhac (1831-1897) e Ludovic Halévy (1834-1908).
Na estreia, em 1875, no Opéra-Comique de Paris, a obra provocou estranhamento entre o público e a crítica francesa. O motivo estava, sobretudo, na protagonista, que contrariava os padrões morais e sociais da época. Apesar da recepção inicial desfavorável, Carmen conquistou reconhecimento internacional e se tornou uma das óperas mais conhecidas do repertório mundial.
Na versão da Companhia de Dança Palácio das Artes, a narrativa ganha novos contornos com Carmen Suite, composição criada por Rodion Shchedrin em 1967.
A releitura musical valoriza os instrumentos de percussão e a intensidade rítmica. Dessa forma, oferece outras possibilidades para traduzir os sentimentos e os conflitos dos personagens em movimentos coreográficos.
Sob a direção de Luiz Fernando Bongiovanni, a montagem destaca especialmente o embate entre o desejo de liberdade de Carmen e a tentativa de controle de Don José. São questões que atravessam a narrativa desde sua criação e permanecem presentes nas discussões sobre relacionamentos, autonomia e violência.
Carmen – Companhia de Dança Palácio das Artes.
Data: 29 e 30 de outubro de 2026
Horário: 20h
Local: Grande Teatro Palácio das Artes
Ingressos: R$ 20 (meia-entrada) e R$ 40 (inteira), pela Sympla ou bilheteria principal.
Classificação indicativa: Livre
Publicado por juniodecarvalho
Publicado em 24/10/26