Teatro

Café das Três promove arte e memória para pessoas idosas

Projeto gratuito passa por três centros culturais de Belo Horizonte com contação de histórias, teatro, dança, rodas de conversa e café coletivo.

Foto: Igor Cerqueira

As histórias de moradores que acompanharam as mudanças de Belo Horizonte conduzem a terceira edição do Café das Três. O projeto cultural gratuito será entre 16 e 23 de julho, sempre das 15h às 18h, em três centros culturais da capital mineira.

A programação passa pelos Centros Culturais São Geraldo, Padre Eustáquio e Venda Nova. As atividades incluem contação de histórias, oficina de memória, roda de conversa, intervenção teatral, oficina de dança e um café coletivo.

As inscrições serão feitas no próprio local, uma hora antes do início da programação, por ordem de chegada. Todas as ações terão interpretação em Libras. Além disso, os espaços oferecem acessibilidade para pessoas com mobilidade reduzida.

Criado em 2019, o Café das Três busca ampliar as atividades culturais destinadas a pessoas a partir dos 60 anos. Nesta edição, o projeto retorna a regiões tradicionais de Belo Horizonte para aproximar as ações dos locais onde os participantes vivem.

Segundo a diretora executiva Tatiane Reis, a escolha considerou centros culturais instalados em áreas mais antigas da cidade. “São bairros com grande população acima dos 60 anos. Por isso, levamos o projeto para esses locais, facilitando o acesso e descentralizando nossas ações. A receptividade sempre é muito boa e percebemos que a população está envelhecendo de forma cada vez mais ativa, buscando oportunidades de convivência próximas de casa”, explica.

Memórias ajudam a contar histórias da cidade

A oficina de memória ocupa o centro da programação. Fotografias, objetos e elementos do cotidiano incentivam os participantes a compartilhar lembranças sobre bairros, vizinhos, modos de vida e transformações urbanas.

Esses relatos ajudam a reconstruir partes da história de Belo Horizonte a partir do olhar de quem acompanhou diferentes períodos da cidade. “É um trabalho de resgate que conta a história dessas pessoas e seus territórios. O momento do café representa esse movimento de resgate e permanência”, destaca Tatiane.

Para o diretor artístico Guilherme Colina, as atividades reconhecem o repertório de vida de cada participante. “As atividades são concebidas a partir do respeito à trajetória de vida de cada pessoa idosa, valorizando suas memórias, vivências e repertórios culturais. Buscamos criar experiências que unem arte, participação e afeto, estimulando a autonomia, o protagonismo e a convivência. Humor, música e interação são fundamentais nessa construção”, afirma.

A programação começa com a contação de histórias de Mário Alves. Em seguida, Sheila Oliva conduz a oficina de memória e a roda de conversa. O Grupo Confesso apresenta a intervenção teatral “Máscaras Expressivas”. Depois, o público participa de uma oficina de dança e do café coletivo.

Serviço

16 de julho (quinta-feira)
Centro Cultural São Geraldo (Rua Silva Alvarenga, 548, São Geraldo)

22 de julho (quarta-feira)
Centro Cultural Padre Eustáquio (Rua Jacutinga, 550, Padre Eustáquio)

23 de julho (quinta-feira)
Centro Cultural Venda Nova (Rua José Ferreira dos Santos, 184, Jardim dos Comerciários)

Sempre das 15h às 18h
Ingressos: gratuitos, sujeitos à lotação. Distribuição uma hora antes do início das atividades, em cada local.

Programação

15h: Contação de histórias com Mário Alves
15h30: Oficina de memória e roda de conversa com Sheila Oliva
16h30: Intervenção teatral Máscaras Expressivas com Grupo Confesso
17h: Oficina de dança com Sheila Oliva
17h30: Mesa de café

Mais informações no Instagram @grupoconfesso

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Publicado por juniodecarvalho

Publicado em 11/07/26

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Foto: Igor Cerqueira

Apoiadores: Lei Rouanet, Instituto AngloGold Ashanti, UNIBH, AngloGold Ashanti, Ministério da Cultura