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Curadoria de informação sobre artes e espetáculos, por Carolina Braga

AmBHulantes: uma forma diferente de se divertir pedalando por BH

O projeto AmBHulantes, idealizado por Luiz Valente, convida a todos no dia 15 de Junho para um percurso de ciclismo diferente, com muita música e interatividade

Por Marjorie Riff *

12/06/2019 às 10:47 | * Escreveu com a supervisão de Carolina Braga

Publicidade - Portal UAI
Foto: Carlos Hauck / Divulgação.

O AmBHulantes chegou para mudar a forma como você se relaciona com BH. Assim, o projeto do também DJ Luiz Valente promete levar diversão, cultura, interatividade entre as pessoas, ciclismo e saúde para o público da capital no próximo dia 15 de Junho. Antes de mais nada, é a chance perfeita para se juntar aos amigos e a família num passeio diferente. E, se acaso você não souber andar de bicicleta, não precisa se preocupar.

Dá para acompanhar os shows com Matéria Prima, DJ Sense, DJ Kingdom e com o próprio Luiz Valente. O ponto de partida do AmBHulantes será Praça Abadia, no bairro Esplanada. O encontro é às 9h, com previsão do cortejo-musical às 10h30 e a programação cultural vai de 13h às 18h. Tudo é completamente gratuito e o evento terá um destino surpresa até o dia do encontro. O percurso de 12 km sai da Avenida dos Andradas em direção à Região Oeste. Ademais, todas as informações estão no Facebook do AmBHulantes.

A ideia e o nome ‘AmBHulantes’

Luiz conta que a ideia do AmBHulantes nasceu de um conjunto de ofícios. “É um desdobramento de outros projetos com bicicletas que eu realizo. O principal deles é o Bloco das Bicicletinhas e em 2015 eu comecei a criar algumas bicicletas”, explica. A mistura do trabalho com a música, como DJ, e de outros projetos como o Auto System (que mescla música, energia solar e pedaladas) e o Bicirangos (que usa as pedaladas para misturar sucos, moer café, entre outros).

Portanto, havia o sonho de criar um evento assim, que pudesse abrigar tantas vertentes importantes para ele e, porque não, para todos os belo-horizontinos. O nome surgiu da combinação do termo ‘ambulantes’ e BH. “Nós estamos muito próximos dos ambulantes e combinei essa ideia com BH”, diz. “A gente também faz um trabalho com os ambulantes locais. Traz um bate-papo sobre o trabalho ambulante, principalmente nesse momento político atual do país”, ressalta.

A Criatividade e a Localidade

Estimular o comércio local também é uma meta do projeto, que conta com o apoio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura. E, de conformidade com a realidade atual da cultura no Brasil, Luiz acredita que as pessoas estão com uma ideia equivocada do termo ‘cultura’. “Nós temos um mercado importante e a cultura é a principal vitrine do Brasil para o mundo”, lembra. “O AmBHulantes também vem para mudar um pouco essa ideia, depende muito da participação do público e até o fim do ano o projeto já vai ter tomado outra proporção”, especula.

Por conseguinte, ter empatia e espalhar a ideia de lazer criativo também se estende à acessibilidade do evento para cadeirantes. “No primeiro evento ainda será uma demonstração, mas há uma bicicleta que eu criei e que as pessoas podem fazer o mesmo (tirei as rodas e adaptei)”, narra. Dessa forma, surgiram outras ideias como a criação de um workshop para que as pessoas possam aprender a fazer essas bikes diferentes. “Também pensamos num workshop para a construção dessas cadeiras, numa área educacional e que possa incentivar as pessoas a criarem mais”, enfatiza Luiz.

A Mobilidade Atual

Atualmente, a questão da mobilidade urbana é um problema numa cidade como Belo Horizonte. O excesso de carros nas ruas transformou esse espaço em algo mais hostil e muito automático. Seja como for, a mobilidade urbana é uma questão que afeta tanto motoristas, quanto pedestres e ciclistas. Inegavelmente, os dias ficam mais cinzas desse modo. “Eu vejo um aumento no número de ciclistas, mas nós estamos numa cidade que não acomoda tão bem os ciclistas, não tem muita mobilidade”, opina Luiz. Posteriormente, fica o desejo que no futuro Belo Horizonte seja muito mais receptiva e segura para os ciclistas.

A cidade também é um lugar para passear

E, por analogia, as crianças e jovens ficam cada vez mais afastados das bikes nos dias de hoje. Todavia, também há uma influência de séries com uma pegada oitentista para o estímulo e curiosidade dos jovens sobre as bicicletas. Por exemplo, o fenômeno Stranger Things, da Netflix, que influenciou até o novo filme da Turma da Mônica, Laços, que em breve estreia nos cinemas brasileiros.

“Essa geração mais nova não tem uma referência à bicicleta e essas séries e filmes ajudam a expressar a liberdade do jovem e se vê muito nessa série Stranger Things. A gente foi perdendo isso por causa da falta de segurança, o número de carros. O AmBHulantes vem com essa ideia de não só associar a bike a saúde mas também a diversão”, aborda. “A cidade ainda é lugar para passear”, lembra Luiz. Assim sendo, o AmBHulantes também detém essa missão. Recordar as pessoas que se conectar com a cidade é importante e essencial para o bem estar.

 

Foto: Carlos Hauck / Divulgação.

 

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