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Adro+ reúne teatro e arte contemporânea em julho

Programação em São João del-Rei tem solo da Cia Dois em Um e exposição gratuita de Marcel Diogo.

'Teatro Decomposto' (Cia Dois em Um) | Foto: Pedro Paulino

O Adro+ Centro Cultural, em São João del-Rei, reúne duas programações em julho. A agenda inclui a exposição Arma Branca de Marcel Diogo no seu último mês e a estreia da temporada 2026 do Teatro de Bolso Adro+, com o espetáculo Teatro Decomposto, da Cia Dois em Um, de Belo Horizonte.

A programação ocupa o casarão da Adro+ Centro Cultural, na Rua Getúlio Vargas, no Centro Histórico de São João del-Rei. Com propostas diferentes, as atividades aproximam o público da produção artística contemporânea e reforçam a circulação cultural na região das Vertentes.

Peça teatral abre temporada do Teatro de Bolso

Já o Teatro de Bolso Adro+ começa sua temporada de 2026 com o espetáculo “Teatro Decomposto”, da Cia Dois em Um, de Belo Horizonte. O solo foi criado pelo ator e diretor Dê Jota a partir da obra de Matéi Visniec.

Na sinopse, borboletas carnívoras, cavalos de apartamento e círculos misteriosos atravessam a narrativa fragmentada. Em cena, um homem compartilha com os espectadores uma sequência de fatos absurdamente realistas, realisticamente absurdos.

Dê Jota em Teatro Decomposto | Foto: Pedro Paulino

A montagem aborda temas como individualismo, incomunicabilidade e decomposição. Além disso, aposta em uma estrutura flexível, que garante uma experiência única a cada apresentação.

Com direção, concepção e atuação de Dê Jota, o espetáculo será apresentado nos dias 4 e 5 de julho. No sábado, a sessão será às 21h. No domingo, a apresentação será às 19h. Nesta temporada, não haverá sessões extras.

Os ingressos serão vendidos pelo WhatsApp da Adro+ Centro Cultural, a preços populares. Os valores são R$ 30 a inteira e R$ 15 a meia-entrada.

Exposição entra no último mês de visitação

A exposição tem como eixo a instalação homônima, formada por esculturas em mármore branco. As peças abordam processos históricos de violência e dominação. Termos como racismo, colonialismo, eugenia e genocídio aparecem gravados nas obras. Assim, a mostra propõe uma leitura crítica sobre a formação social brasileira e suas permanências.

Arma Branca, de Marcel Diogo | Foto: Vinícius Cruz

“O gélido mármore branco evoca a frieza e crueldade dos sistemas de desumanização em massa disseminados mundo afora pelos colonizadores: racismo, capitalismo, eugenia, monocultura, genocídio são exemplos de dispositivos instauradores de violências que, feito faca – arma branca – rasgaram terras e povos por toda a parte onde pisaram aqueles que se autointitularam ‘conquistadores’ do mundo”, afirma o artista, Marcel Diogo.

“As facas de “Arma Branca” esculpidas por Marcel Diogo, no seu jogo semiótico que sobrepõe o símbolo e as formas literais a que o título se refere à ação ideológica que o eu hegemônico (branco) parece circunscrever, sintetizam a violenta história brasileira em apenas 7 objetos: da empresa colonialista de exploração baseada na monocultura aos seus desdobramentos capitalistas no agronegócio, passando pela mão de obra indígena e negra escravizadas, essa última tornada mercadoria no tráfico de milhões de pessoas africanas que resistiriam ao projeto eugenista de branqueamento promovido pelo estado, depois ao aprimoramento dos dispositivos de racialidade, conforme os termos propostos por Sueli Carneiro, resistindo ainda, dia a dia, – Carolinas, Marias, Josés, Jesus… – ao descaso e ao genocídio cotidianos, encarcerados, geográfica e socialmente, ou então, no próprio sistema prisional”, destaca o curador Ricardo Coelho.

Angoera, de Marcel Diogo | Foto: Vinícius Cruz

Além da instalação, a exposição apresenta outros dois conjuntos de trabalhos. A série “Angoera”, com pinturas em óleo sobre tela, contrapõe alimentos industrializados às suas origens naturais, em uma crítica ao consumo. Já “Velado” apresenta reproduções de aquarelas históricas de Jean-Baptiste Debret associadas a frases que evidenciam a naturalização de práticas racistas no cotidiano.

Velado, de Marcel Diogo | Foto: Vinícius Cruz

Serviço

Exposição “Arma Branca: Marcel Diogo”
Visitação: até 1º de agosto
Local: Adro+ Centro Cultural
Endereço: Rua Getúlio Vargas, 154, Centro Histórico, São João del-Rei
Entrada: gratuita
De terça a sexta, 14h às 20h | Sábado, 10h às 20h.

Espetáculo “Teatro Decomposto”
Data: 4 e 5 de julho
Horário: sábado, às 21h; domingo, às 19h
Local: Teatro de Bolso Adro+
Endereço: Rua Getúlio Vargas, 154, Centro Histórico, São João del-Rei
Ingressos: R$ 30 inteira e R$ 15 meia-entrada
Vendas: pelo WhatsApp da Adro+ Centro Cultural

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Publicado por juniodecarvalho

Publicado em 02/07/26

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