Rodado em Belo Horizonte e protagonizado por Grace Passô, o longa-metragem “A Professora de Francês” chega ao Festival do Rio nesta quinta-feira (8), para sua primeira exibição no Brasil. Dirigido pelo cineasta mineiro Ricardo Alves Jr., o filme estreou mundialmente em setembro, no Festival Internacional de Cinema de San Sebastián, na Espanha. Agora, integra a Competição de Longas-metragens de Ficção da Première Brasil, com sessões nos dias 8, 9 e 10 de outubro.
O suspense psicológico acompanha Graça, uma professora particular de francês que vive em Belo Horizonte com a namorada francesa, Clara. Após uma emergência de saúde envolvendo o pai, ela retorna à casa onde cresceu, no subúrbio da cidade. Ali, encontra uma comunidade marcada pela influência de uma família vizinha que lidera um culto religioso.
Inicialmente acolhida pelos moradores, Graça passa a enfrentar situações que colocam em risco sua autonomia e suas convicções. Aos poucos, a personagem se vê envolvida em uma rede de relações marcada pelo fanatismo religioso, pela intolerância e por tentativas de controle sobre sua vida.
Com roteiro de Germano Melo, o longa mistura suspense, thriller psicológico e elementos do horror para discutir violência, gênero, sexualidade e relações de poder.
“Escolhi abordar essas questões por meio do diálogo com o cinema de gênero porque acredito que o horror tem a capacidade de revelar, de forma contundente, violências que muitas vezes permanecem naturalizadas no cotidiano”, afirma Ricardo Alves Jr.
Belo Horizonte como cenário do terror psicológico
A capital mineira tem papel importante na construção da narrativa. Embora ambientado em Belo Horizonte, o filme concentra a história em um bairro fictício chamado Piedade, criado para representar uma comunidade aparentemente acolhedora, mas atravessada por conflitos e ameaças.
Em entrevista ao Festival de San Sebastián, Ricardo Alves Jr. explicou que buscou construir um universo próprio dentro da cidade. Segundo o diretor, o terror da história não depende de elementos sobrenaturais, mas de situações reconhecíveis na realidade brasileira.
Grace Passô, que acompanha o projeto desde sua origem, também destaca a relação entre a linguagem do horror e os conflitos apresentados na trama.
“O longa abraça a ideia de que não há nada mais terrível que nossa realidade, amplia uma certa ideia mais comum do que seria um filme mineiro.”
A produção levou quase dez anos para receber financiamento e se realizar. O elenco também reúne Bárbara Colen, Elisa Lucinda, Eduardo Moreira, Rômulo Braga, Rodger Rogério, Babi Amaral, Jehnny Beth, Pedro Goifman e Ítalo Laureano.
Coprodução entre Brasil, França e Portugal, “A Professora de Francês” é produzido pela EntreFilmes, em parceria com Karõ Filmes e Les Valseurs. A distribuição brasileira será feita pela Embaúba Filmes, com estreia comercial prevista para 2027.
Serviço
A Professora de Francês – Festival do Rio
Quinta-feira, 8 de outubro, às 21h45 Local: Estação Claro Gávea 4. Sessão com convidados.
Quinta-feira, 8 de outubro, às 21h45 Local: Estação Claro Gávea 5.
Sexta-feira, 9 de outubro, às 16h15 Local: Cine Odeon.
Sábado, 10 de outubro, às 21h15 Local: Cinesystem Belas Artes Botafogo 5.
Participe do nosso canal no Whatsapp e receba as novidades em primeira mão!
QUERO PARTICIPAR