Deborah Colker traz “Remix” a BH em turnê nacional
Espetáculo reúne cenas de “Vulcão”, “Rota”, “4x4” e “Belle” em montagem que revisita três décadas da companhia carioca
Remix | Foto: Flávio Colker
Espetáculo reúne cenas de “Vulcão”, “Rota”, “4x4” e “Belle” em montagem que revisita três décadas da companhia carioca
Remix | Foto: Flávio Colker
A Companhia de Dança Deborah Colker chega a Belo Horizonte com a turnê nacional de Remix, espetáculo que revisita cenas icônicas criadas ao longo de três décadas. A montagem será nos dias 31 de julho, 1º e 2 de agosto, no Grande Teatro do Sesc Palladium.
O trabalho reúne trechos extraídos dos espetáculos “Vulcão” (1994), “Rota” (1997), “4×4” (2002) e “Belle” (2014). Entre as coreografias selecionadas estão cenas com vasos suspensos e com a roda gigante, dois elementos marcantes da trajetória da companhia carioca.
A ideia do espetáculo surgiu em 2025, quando Deborah Colker recebeu o título de Cidadã Honorária de Mesquita, na Baixada Fluminense. Durante a cerimônia, uma exposição fotográfica apresentou uma retrospectiva da artista. Além disso, crianças dedicadas à dança fizeram uma apresentação inspirada em trabalhos da companhia.
“Ficamos muito emocionados com a homenagem das crianças. Percebemos que nossas três décadas de trabalho já estão deixando um legado”, relembra o diretor executivo e cofundador da Companhia, João Elias, que também assina a dramaturgia.
A partir daí, Deborah e Elias passaram a escolher cenas entre quinze trabalhos. A seleção levou em conta o impacto para o reencontro com o público e a potência criativa da companhia. Foram escolhidas a coreografia “Paixão”, de “Vulcão”; a cena “Delírios”, de “Belle”; “As Meninas” e “Vasos”, de “4×4”; além de “Gravidade” e “Roda”, de “Rota”.
O resultado é apontado como a produção mais ousada da companhia. “São toneladas de equipamentos, muitas pessoas envolvidas e uma grande estrutura de montagem”, conta João Elias.
O elenco reúne 16 bailarinos. Em cena, eles dançam com uma cortina de 12 metros, 90 vasos e uma roda com 5 metros de diâmetro. A montagem tem dois atos e diferentes atmosferas. “São atos com emoções diferentes. No primeiro, há o encontro com os sentimentos mais densos e explosivos. No segundo, tem a alegria e a leveza”, explica Elias, que também assina a dramaturgia.
Para Deborah Colker, revisitar as criações exige mais do que recuperar passos. “Remontar não é só repetir os movimentos. O mais difícil é lembrar o contexto da criação. O pensamento que deu origem ao movimento”, pontua Deborah Colker.
A coreógrafa também relaciona o projeto ao próprio momento pessoal. “Desde 2024, venho enfrentando duras batalhas na vida pessoal que me forçaram a olhar ainda mais para dentro de casa. Minha família e a Companhia são a minha vida”, destaca a coreógrafa, que avisa que o novo trabalho é um convite para o reencontro com diferentes fases de criação. “Como toda obra de arte, um livro que você relê, uma música que você ouve outra vez, um filme que você revê, o público vai sentir novas emoções com ‘Remix’”.
A equipe criativa tem direção de arte de Gringo Cardia, responsável pelos cenários originais. Os figurinos são de Claudia Kopke, que atualiza os originais de Yamê Reis e Samuel Cirnansck. Berna Ceppas assina a fusão da trilha sonora. Já Eduardo Rangel adapta os projetos de iluminação a partir dos originais de Jorginho de Carvalho.
“Remix” – Companhia de Dança Deborah Colker
Dias: 31 de julho, 1º e 2 de agosto
Horários: sexta-feira, às 20h30; sábado, às 16h30 e às 20h30; domingo, às 18h.
Local: Grande Teatro do Sesc Palladium.
Duração: 100 minutos, com intervalo.
Classificação: 10 anos.
Ingressos: entre R$ 25 e R$ 180, pela Sympla e na bilheteria do teatro.
Publicado por juniodecarvalho
Publicado em 03/07/26