Bolsa Pampulha anuncia artistas da 10ª edição
Programa da PBH será realizado em parceria com o Viaduto das Artes e terá residência, exposição inédita e catálogo
Foto: Mariane Botelho
Programa da PBH será realizado em parceria com o Viaduto das Artes e terá residência, exposição inédita e catálogo
Foto: Mariane Botelho
A Prefeitura de Belo Horizonte e o Viaduto das Artes lançaram a 10ª edição do Bolsa Pampulha com o anúncio dos 10 artistas selecionados para 2026. O programa, um dos mais longevos e respeitados do país na área de residência artística e estímulo à produção de arte contemporânea, terá como desdobramentos uma exposição inédita e o lançamento de um catálogo com registros do processo.
Os artistas bolsistas se reuniram no Museu de Arte da Pampulha (MAP) no último dia 25. O encontro marcou o início das atividades da nova edição e promoveu um momento de apresentação, troca e diálogo com o território e com a instituição.
A 10ª edição do Bolsa Pampulha é realizada pela Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e da Fundação Municipal de Cultura, em parceria com o Viaduto das Artes.
Foram selecionados, por meio de edital aberto, artistas de diferentes partes do Brasil. Participam desta edição Ambuá, de Belo Horizonte; Benedito Ferreira, de Itapuranga; Gu da Cei, de Brasília; Sara Lambraño, de Santo André; Régi José, de Recife; Julia Brasil, de Curitiba; Renan Soares, de São Paulo; Tuca Mello, do Rio de Janeiro; Milena Ferreira, de Salvador; e Felipe Rezende, também de Salvador.
A próxima etapa do projeto será a residência artística, que será em um ateliê criado no Viaduto das Artes, sediado no Barreiro. Durante seis meses, os bolsistas participarão de encontros com o curador Douglas Freitas, a Comissão de Acompanhamento e artistas convidados.
A formação vai orientar a produção das obras que integrarão a exposição final. Cada artista selecionado receberá uma bolsa mensal no valor de R$ 4.000,00, além de uma verba adicional de R$ 5.000,00 para a execução das propostas.
Nesta edição, o programa amplia sua proposta de democratização e expansão pela cidade. Com a parceria com o Viaduto das Artes, as residências e o ateliê coletivo passam a ocupar um equipamento cultural multidisciplinar. A escolha reforça a compreensão de uma “cidade expandida”, com intercâmbio constante entre Belo Horizonte, sua Região Metropolitana e os territórios envolvidos.
O Bolsa Pampulha dá continuidade ao Salão de Arte da Prefeitura, instituído em 1937. Desde sua reformulação, em 2002, consolidou-se como espaço de experimentação, com foco na investigação e na formação artística.
A iniciativa projetou nomes como Cinthia Marcelle, Marilá Dardot, Laura Belém, Paulo Nazareth, João Castilho, Efe Godoy, Desali, Sallisa Rosa, Froiid e Luana Vitra, entre outros. Ao priorizar o processo criativo, o edital contribui para que artistas e pesquisadores em fase de consolidação aprofundem suas trajetórias.
O Viaduto das Artes atua na descentralização da cultura em Belo Horizonte, com infraestrutura de ateliê e galerias. Já o MAP integra o Conjunto Moderno da Pampulha, projetado por Oscar Niemeyer e declarado Patrimônio Cultural Mundial pela UNESCO em 2016.
Mais informações no site.
Publicado por juniodecarvalho
Publicado em 29/05/26