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Novo filme de Jackson Abacatu estreia em Belo Horizonte

“A menina que queria ser pedra” usa livros antigos como base para animação e propõe um olhar mais contemplativo.

'A menina que queria ser pedra' (2025), de Jackson Abacatu | Foto: Giuliana Danza

07/05/2026 a 07/05/2026
19:00
Presencial
Gratuito
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Cine Santa Tereza - R. Estrela do Sul, 89 - Santa Tereza, Belo Horizonte - MG, 31010-240, Brasil
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O Cine Santa Tereza recebe no dia 7 de maio a estreia de “A menina que queria ser pedra”, novo filme do artista visual, cineasta e músico Jackson Abacatu. A obra marca uma nova etapa na trajetória do diretor mineiro, que soma cerca de duas décadas de atuação nas artes e no audiovisual.

Com duração de 9 minutos, o curta-metragem une literatura, animação e matéria. Além disso, apresenta uma linguagem visual rara, construída a partir de páginas de livros antigos. O resultado aproxima texto, imagem e suporte físico em uma experiência de cinema marcada por camadas, texturas e ritmo contemplativo.

Livros antigos viram imagem em movimento

No processo de criação, Abacatu utiliza páginas de livros antigos como base para a animação. Primeiro, cada movimento é desenvolvido em 2D. Depois, as imagens são projetadas e pintadas manualmente sobre o papel com nanquim.

Em seguida, os livros são organizados em diferentes posições, tamanhos e camadas. As composições podem reunir de um a vários livros ao mesmo tempo. Por fim, cada arranjo físico é capturado em sequência, formando a animação.

Dessa forma, o filme constrói uma estética quase tátil. As palavras impressas permanecem visíveis, enquanto os desenhos se movem sobre elas. Assim, literatura e imagem passam a dividir o mesmo espaço visual.

O projeto nasceu de um conto escrito pelo próprio diretor, influenciado pelas leituras do escritor Walter Hugo Mãe. A obra também dialoga com artistas visuais como William Kentridge e Ekaterina Panikanova, que exploram relações entre desenho, tempo e suporte físico.

Na narrativa, um menino curioso e uma menina serena se encontram à beira de um lago. A partir desse encontro, surgem reflexões sutis sobre vida, percepção, tempo e transformação.

O tempo da pedra

Mais do que contar uma história, “A menina que queria ser pedra” propõe uma experiência sensorial. Em um contexto de consumo acelerado de conteúdo e atenção fragmentada, o filme convida o público a desacelerar o olhar.

A pedra aparece como símbolo central. Ela representa permanência, silêncio e outro ritmo de existência. Com isso, a obra sugere uma pausa diante da velocidade cotidiana.

A trilha sonora também acompanha essa proposta. O filme incorpora uma marimba de pedra, ou litofone, construída pelo próprio diretor. Piano e handpan completam a atmosfera sonora leve e imersiva.

Em 2026, Jackson Abacatu completa 20 anos de carreira. Formado em Cinema de Animação e Escultura pela Escola de Belas Artes da UFMG, ele dirigiu 18 curtas-metragens e 18 videoclipes, além de lançar dois álbuns autorais.

Sua produção transita por técnicas como recorte, 2D tradicional, stop motion, animação em areia e pintura em vidro. Como parte das celebrações, o artista será homenageado com uma retrospectiva na 24ª MUMIA – Mostra Udigrudi Mundial de Animação, em dezembro de 2026.

Sinopse:
Um menino curioso e uma menina serena se encontram à beira de um lago. Ali surgem reflexões sobre a vida, de forma sutil e inesperada. Afinal, o que é ser uma pedra?

Aprecie ao trailer


Serviço

Filme: A menina que queria ser pedra – Jackson Abacatu
Estreia: 07 de maio
Local: Cine Santa Tereza (Belo Horizonte/MG)
Entrada gratuita, com ingressos pela Sympla.
Mais informações no site abacatu.com.

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Publicado por Geraldo Paim

Publicado em 06/05/26

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