Este conteúdo também está no portal UAI ↗
Oportunidades na Cultura

Projeto Sábados Feministas debate “Violência e Masculinidades”

Foto: Vinícius Carvalho

Com entrada franca, a nova edição do Sábados Feministas propõe uma discussão sobre a naturalização da violência de gênero

A nova edição do projeto “Sábados Feministas”, neste sábado, 10 de agosto, debate o tema “Violência e masculinidades: Desafios da Cultura”. O evento acontece das 10h às 11h30, na Academia Mineira de Letras. Para tal, convida a socióloga Elizabeth Maria Fleury-Teixeira, o psicanalista Felipe Lattanzio e o juiz Marcelo Gonçalves de Paula. A iniciativa é fruto de parceria da Academia Mineira de Letras com o movimento feminista QANM – Quem Ama Não Mata. Entrada gratuita e interpretação em Libras.

Coordenadora do movimento Quem Ama Não Mata (QANM), a jornalista Mirian Chrystus diz que a ideia é debater a naturalização da violência de gênero. “Violência essa ensinada, de geração a geração, por meio do desprezo a valores ligados ao feminino e do receio de perda de ‘identidade masculina’”.

Dados

Vale lembrar que pesquisa nacional realizada em 2023 pelo Instituto de Pesquisa Data Senado, 68% das brasileiras tem uma amiga, familiar ou conhecida que já sofreu violência doméstica. A mais predominante é a violência física, reportada por 89% das brasileiras. A organização do evento salienta que uma linha de pensamento vem se impondo: a violência socialmente construída, como reflexo de um aprendizado iniciado na infância e reforçado ao longo da vida. 

Fenômeno

Assim, o objetivo da palestra é compreender o fenômeno da violência contra as mulheres como processo cultural. Desse modo, que constrói a identidade masculina baseada num paradoxo: em relações de desigualdade entre os sexos, conferindo poder e privilégios aos homens e, por outro lado, o medo de que essa masculinidade se desvaneça no contato com o outro. “O resultado é uma rigidez de corpo e mente, a par com a violência: o horror diante da possibilidade de perda da identidade sexual”, pontua Chrystus.

No entanto, ela entende que, assim como há o aprendizado da violência, o processo pode ser revertido. Ou seja, homens agressores podem aprender a lidar com a alteridade, “em que os beneficiários dessa mudança sejam todos os envolvidos e a própria sociedade”. 

Serviço

Sábados Feministas – Debate: “Violência e masculinidades: desafios da cultura”

Convidados: Elizabeth Maria Fleury-Teixeira, Felipe Lattanzio e Marcelo Gonçalves de Paula

Quando: 10 de agosto, sábado. Abertura dos portões às 9h30 e início do debate às 10h. Às 11h30, venda de camisetas e livros relacionados ao tema. Encerramento às 12h.

Onde. Auditório da Academia Mineira de Letras (Rua da Bahia, 1.466, Lourdes)

Quanto. Acesso gratuito | Interpretação em Libras

Informações para o público: Instagram

Inscreva-se no nosso canal no WhatsApp

Participe do nosso canal no Whatsapp e receba as novidades em primeira mão!

QUERO PARTICIPAR
Inscreva-se no nosso canal no WhatsApp

Publicado por Carol Braga

Publicado em 08/08/24

Compartilhar nos Stories

Apoiadores: Lei Rouanet, Instituto AngloGold Ashanti, UNIBH, AngloGold Ashanti, Ministério da Cultura