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O que achamos de O Gambito da Rainha
A série da Netflix está dando o que falar, viemos te contar nossas impressões e já adiantamos: vale a pena conferir
O Gambito da Rainha - Foto: Netflix / Divulgação
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A série da Netflix está dando o que falar, viemos te contar nossas impressões e já adiantamos: vale a pena conferir
O Gambito da Rainha - Foto: Netflix / Divulgação
Se a série Emily in Paris deixou a desejar, a Netflix soube se redimir com O Gambito da Rainha. A minissérie conta história da menina prodígio no xadrez, Elizabeth Harmon, interpretada por Anya Taylor-Joy. Tanto no quesito personagem, quanto no figurino, O Gambito da Rainha trouxe uma história forte, personalidades complexas e roupas de tirar o fôlego.
Lançada no catálogo da gigante do streaming no dia 23 de outubro, é quase que impossível não curtir a jornada da protagonista em O Gambito da Rainha. A história acompanha a garota da infância até a fase de jovem adulta e, mesmo com poucos episódios, o enredo conseguiu retratar o amadurecimento de Beth e o desenvolvimento de uma personagem densa e com características peculiares.
A história começa quando Beth vai para um orfanato: lugar que marcou o início da sua relação com o xadrez e com pílulas calmantes. Logo depois a vemos adolescente, perspicaz e sempre resiliente. Assim vai, como uma estrela em ascensão, mais real impossível, lidando com a genialidade e os abusos dos calmantes, os altos e baixos de uma mulher tentando conquistar um espaço totalmente masculino para a época.
O amadurecimento da personagem se deu, não só pelas mudanças de atitudes e posturas, como também pelas roupas que Beth usa. É claro ver como ela passa por fases, desde a menina sem personalidade do orfanato, até a glamurosa jogadora de xadrez. Durante toda a minissérie vemos Beth assumir diferentes visuais, como se tivesse tentando encontrar a sua melhor versão. E afinal, quem nunca passou por isso não é? Uma personagem de outra época, mas que dá a sensação de “gente como a gente” a cada momento, mesmo sendo tão genial no xadrez.
Outro ponto que não podemos deixar de falar é como é fantástico ver uma personagem forte, num processo de autoconhecimento, de altos e baixos, se descobrindo e ganhando espaço em meios completamente masculinos. A complexidade personagem, o lado bom e o ruim dela, fazem com que Beth seja aquela amiga ali na tela. E mesmo que não entenda nada de xadrez, você vai ficar ali torcendo para que ela saia vitoriosa. Ah e não se deixe levar pela sinopse, pode até parecer chato ao ler, mas você vai se envolver ainda no primeiro episódio com aquela menina ruiva toda cheia de mistério.

Publicado por Carol Braga
Publicado em 18/11/20