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MARTE Festival chega à 6ª edição em Ouro Preto

Metá Metá, Assucena, Djuena Tikuna, Faizal Mostrixx, Purahéi Soul e Otros Aires integram a programação gratuita

Assecena | Foto: Lucas Mota

Ouro Preto se transforma em ponto de encontro de artistas, músicos, pesquisadores e criadores do Sul Global nos dias 24 e 25 de julho. A sexta edição do MARTE Festival reúne mais de 30 convidados do Brasil, Paraguai, Argentina e Uganda em uma programação gratuita de música, arte, tecnologia e pensamento contemporâneo.

Guiado pelo conceito O Futuro é Ancestral — e vem do Sul Global, o festival ocupa a Praça Tiradentes, o Museu da Inconfidência e a Casa Câmara. O público poderá acompanhar shows, conferências, performances verticais, laser mapping e encontros formativos.

Na sexta-feira (24), a abertura será com cortejo da Guarda de Congo de Nossa Senhora do Rosário e Santa Efigênia do Alto da Cruz. Em seguida, Djuena Tikuna leva ao palco sua produção ligada à música indígena contemporânea.

A cantora Assucena apresenta “Coração Americano”, espetáculo dedicado ao cancioneiro latino-americano. Já o trio Metá Metá aproxima música afro-brasileira, free jazz, rock, improvisação e experimentação sonora. O encerramento da noite ficará com o grupo argentino Otros Aires e o espetáculo “Tango Mundi”.

Entre as apresentações, a Cia Base Vertical realiza performances no patrimônio histórico. Além disso, o Homem Gaiola projeta um espetáculo de laser mapping sobre o edifício do Museu da Inconfidência.

Música de diferentes territórios

No sábado (25), Estela Ceregatti abre a programação musical. Depois, a argentina Catalina Telerman apresenta composições que transitam pela música popular, pelas experiências vocais e pela criação contemporânea.

O duo paraguaio Purahéi Soul combina guarani, jazz, blues, folk e música latino-americana. A programação também recebe Craca & Sandra X, com uma pesquisa ligada à música eletrônica experimental e à manipulação sonora em tempo real.

Na sequência, o ugandense Faizal Mostrixx articula música eletrônica, afrofuturismo, dança e referências espirituais africanas. Félix Robatto encerra a edição com repertório de guitarrada, lambada, carimbó e música latino-amazônica.

“O Marte nasceu em 2017 como uma pergunta sobre o que a tecnologia poderia fazer com as artes, especialmente a música. De Mariana a Ouro Preto, de shows piloto a artistas de Uganda, Argentina, Paraguai e Brasil, seis edições nos trouxeram a uma afirmação necessária: o futuro não está à frente, ele está nas raízes. Na nossa 6ª edição, propomos que os territórios do Sul Global têm formas de criar, resistir e imaginar que o mundo precisa conhecer. O futuro é ancestral e vem do Sul Global”, afirma Carol Daves, uma das idealizadoras e curadoras do festival.

Debates no MARTE Lab

A programação formativa será realizada na Casa Câmara. Na sexta-feira, às 14h, Sérgio Amadeu, Tarcízio Silva e Tatiana Nascimento participam do painel “Hackear o Futuro: Tecnologia, Ancestralidade e Poder no Sul Global”, com mediação de Zaika dos Santos.

Às 16h, Uýra Sodoma, Aline Motta e Giselle Beiguelman discutem arte, tecnologia, espiritualidade, memória e saberes tradicionais. Alex Calheiros conduz a conversa.

No sábado, a programação em parceria com a UBC começa às 10h. Carol de Amar, Cláudio Fraga e Marcelo Falcão debatem criação, circulação e direitos autorais, com mediação de Bernardo Fabris. Às 11h30, Fernanda Takai, Geraldo Vianna e Tulipa Ruiz participam da mesa “Conexões Latinas”.

Serviço

MARTE Festival 2026
Data: 24 e 25 de julho de 2026
Shows: Praça Tiradentes – Ouro Preto (MG)
MARTE Lab: Casa Câmara – Rua Alvarenga, 12, Cabeças, Ouro Preto (MG)
Participação: gratuita
Mais informações no site do MARTE Festival e @marte_festival

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Publicado por juniodecarvalho

Publicado em 11/07/26

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Metá Metá, Assucena, Djuena Tikuna, Faizal Mostrixx, Purahéi Soul e Otros Aires integram a programação gratuita

Assecena | Foto: Lucas Mota

Apoiadores: Lei Rouanet, Instituto AngloGold Ashanti, UNIBH, AngloGold Ashanti, Ministério da Cultura