Com dez espetáculos de seis estados brasileiros, o Festival Estudantil de Teatro (FETO) chega à 23ª edição em Belo Horizonte, de 27 de outubro a 1º de novembro. Após edições virtuais e híbridas, o evento retoma o encontro presencial entre estudantes, artistas, educadores e público. A programação inclui apresentações, oficinas e rodas de conversa, distribuídas por quatro espaços culturais da capital.
Sob o tema “Gostoso é estar em bando!”, o festival reúne produções de Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Ceará e Goiás. Os ingressos custam R$ 5 e R$ 10, enquanto as atividades formativas são gratuitas. Todas as sessões dos espetáculos contam com interpretação em Libras.
A abertura será no Galpão Cine Horto, com “Há uma festa sem começo que não termina com o fim”, do grupo cearense Pavilhão da Magnólia. A montagem mistura teatro documental e palestra-performance para discutir ancestralidade, gênero, racismo e democracia.
Criado em 1999, o FETO recebeu 115 propostas de 14 estados nesta edição. A curadoria é assinada por Charles Valadares, Brenda Campos e Gláucia Vandeveld.
Para Charles, “o tema Gostoso é estar em bando não parte da ideia de um grupo homogêneo, mas de um espaço onde diferentes pessoas, trajetórias, territórios e maneiras de fazer teatro possam conviver”.
Espetáculos abordam memória, identidade e questões sociais
A seleção reúne trabalhos nas categorias Teatro na Escola e Escola de Teatro. Entre os destaques está “Grão”, de São Paulo, que aborda juventude rural, memória e luta pela terra.
Também paulista, “Ganga” investiga mineração, colonialidade e racismo estrutural a partir de pesquisas sobre Mariana e Brumadinho. Já “Só + Duas Histórias Latino-americanas e Fim”, da Bahia, revisita textos de Augusto Boal com humor e música.
Do Rio de Janeiro, “Cabaré Cibernético” discute as relações entre a vida virtual e as redes sociais. “Sankofa – Um Menino Brasileiro” combina teatro, dança e música para explorar a ancestralidade negra.
A programação mineira inclui “O Pagador de Promessas”, inspirado na obra de Dias Gomes, e “Receita”, que aborda violência de gênero e desigualdades sociais. Como atividade associada, “O Pequeno Príncipe Negro” apresenta uma criação dos alunos do Sesc Cenário.
Oficinas e encontros ampliam a programação
Além das apresentações, o FETO oferece oficinas de gestão colaborativa nas artes cênicas, com Lena Cunha, e interpretação para cinema e TV, com Byron O’Neill.
Os encontros Olhares promovem debates sobre os espetáculos e seus processos criativos. Já o tradicional CaFETO reúne participantes e público para uma conversa sobre criação coletiva, com evandro nunes, Lira Ribas e Kelly Crifer.
O festival também disponibilizará críticas e resenhas assinadas por Igui Leal e Bramma Bremmer em seu site oficial.
Serviço
23ª edição do FETO – Festival Estudantil de Teatro.
Data: 27 de outubro a 1º de novembro de 2026.
Programação: 10 espetáculos, duas oficinas, rodas de conversa e CaFETO
Locais: Galpão Cine Horto, Teatro Marília, Funarte MG, Sesc Palladium
Ingressos: R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia-entrada)
Retirada: plataforma Sympla ou bilheteria dos teatros
Oficinas e rodas de conversa: gratuitas
Acessibilidade: sessões dos espetáculos com intérprete de Libras
Informações e programação completa: www.fetobh.com.br
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