Curadoria de informação sobre artes e espetáculos, por Carolina Braga

Três pontos sobre “Talvez você deva conversar com alguém”

No livro de Lori Gottlieb, você vai ler sobre terapia do ponto de vista do profissional, do paciente e da jornada em que ambos percorrem juntos nas sessões
Talvez você deva conversar com alguém - Lori Gottlieb/Shlomit Levy Bard
Foto: Lori Gottlieb/Shlomit Levy Bard

Esse é daqueles livros que você deve ler aos poucos. Mas não por ser uma leitura densa e, sim, por ser um livro de reflexões. Em “Talvez você deva conversar com alguém“, você vai acompanhar os relatos de Lori Gottlieb. A psicóloga comenta sobre a experiência profissional de atender alguém e a jornada das pessoas na terapia. Além de mostrar como é ser o paciente nestes casos.

Jornada profissional

Antes mesmo de entendermos Lori como terapeuta, ela conta mais da própria jornada profissional. Começou como jornalista, escrevendo e ajudando a redigir roteiros em séries de TV. Logo depois largou o ofício para fazer medicina. Voltou a escrever e, por fim, se encontrou na faculdade de psicologia. Por isso, você já começa o livro com uma certa simpatia pela autora do best-seller do New York Times. Afinal, quem nunca passou por idas e vindas quando se fala em encontrar uma carreira com estabilidade e propósito?

Assumir a humanidade

Outro ponto super interessante do livro, é quando Lori decide procurar um profissional para superar o término do namoro. Do ponto de vista de quem lê, principalmente, se você for uma pessoa que faz terapia, é essencial ver que os profissionais que nos atendem também são gente como a gente. Tem as fraquezas, as tristezas e outras questões a serem trabalhadas na terapia. 

Inclusive, Lori comenta no livro como, muitas vezes, pacientes que viram os psicólogos, por exemplo, abandonaram o tratamento. Mas ao ler “Talvez você deva conversar com alguém” entendemos que somos mesmo todos humanos. Assim, você cria uma relação de empatia e, ainda mais, de confiança com os profissionais da área.

Questões e evolução pessoal

Por fim, é claro, é fantástico ver as questões dos pacientes e dela mesma ao longo do livro. São muitos pontos de reflexão, afinal, sempre conhecemos alguém ou até, nós mesmos, passamos por processos ou aprendizados semelhantes. A grande lição aqui é entender a humanidade que existe em cada um, a jornada para evolução e a eterna busca por sermos compreendidos. E se eu fosse você, daria uma chance ao livro. Afinal, talvez você precise mesmo conversar com alguém e se sentirá confiante a buscar a ajuda de um profissional depois disso.

Foto: Lori Gottlieb/Shlomit Levy Bard

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