Curadoria de informação sobre artes e espetáculos, por Carolina Braga

Tick tick… Boom!: filme para quem precisa viver da arte

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Musical disponível na Netflix é candidato a aparecer na temporada de prêmios. Tick tick…Boom! é dirigido por Lin-Manuel Miranda

Por Carol Braga | Editora

Quem trabalha com economia criativa precisa ver Tick Tick… Boom!, o filme que marca a estreia de Lin-Manuel Miranda na direção cinematográfica. Está disponível na Netflix. O ator de Hamilton, lógico, faz um musical para contar a história de Jonathan Larson, outro nome fortíssimo na história desse gênero. 

Tick tick ... Boom. Foto: Netflix/Divulgação
Tick tick ... Boom. Foto: Netflix/Divulgação

Para ir direto no que há de mais marcante na biografia dele, Larson criou Rent, um dos musicais de maior sucesso na história da Broadway. A montagem é um divisor de águas na modernização desse estilo no mainstream teatral de Nova York. Mas Tick tick… Boom! não fala quase nada de Rent

Na verdade, o roteiro de Steven Levenson (Master of sex) conta a trajetória do artista até a estreia de, justamente, Tick tick … Boom!. Sim, esse é o nome da primeira peça de Jonathan Larson que fez sucesso. Digamos que foi o abre-alas para Rent. Antes dela, no entanto, foram diversas tentativas fracassadas, muitas transformações no contexto social da sociedade dos anos 80. Enfim, mistura de emoções e escolhas. Ou seja, é aí que está o melhor do filme.

Elenco

Além da trama em si, Tick tick … Boom! também é um prato cheio para quem gosta do trabalho de interpretação. Andrew Garfield assume o papel talhado para prêmios. Veremos, a temporada de indicações começa em breve. Também estão no elenco Alexandra Shipp (como Susan), Robin de Jesus (como o amigo Michael) e Vanessa Hudgens, conhecida por High School Musical.

Montagem

Em resumo: se você não gosta de musical nem precisa dar play no longa de Lin-Manuel Miranda. Em certa medida, é bem tradicional. Ou seja, os atores estão falando e logo começam a cantar. Mas o mais interessante é o modo como a montagem em si de Tick tick… Boom! vai aparecendo ao longo do filme. 

Os fragmentos em que Larson (o ótimo Andrew Garfield) narra – e ri – das suas próprias desgraças para tentar viabilizar suas criações vão aparecendo aos poucos. Entre um trecho e outro, o vemos como garçom, ensaiando, tentando compor, trabalhando obsessivamente para realizar o que ele avaliava ser a sua obra prima. Acabou que nem foi. 

Sabe aquela coisa do artista se sentir o gênio incompreendido? Pois é, rola com Jonathan Larson. Mas ele não é arrogante. Tem escuta e isso faz toda diferença na carreira dele. Por mais vaidoso que seja.

Virada

A grande virada de Tick tick … Boom! se dá na hora em que Larson escuta o que dizem as pessoas mais experientes no mercado de musicais. De certa forma, sim, ele ouviu o mercado. Mas, mais do que isso: ele se ouviu, se respeitou e transformou a própria perspectiva do mundo em peça.

Sendo assim, por que eu acho que quem trabalha com economia criativa precisa ver Tick tick… Boom!? Justamente por isso! Muitas vezes insistimos tanto em uma coisa que nem conseguimos enxergar que a própria tentativa já ultrapassou o limite. Nessa jornada, é bem comum também nos esquecermos de quem somos. Assim, será que vale a pena?

Cena de tick tick...Boom. Foto Netflix
Cena de Tick tick…Boom!. Foto Netflix

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