MúsicaPelo Brasil
Sons do Patrimônio ocupa igrejas históricas em Minas
Projeto do Minas Santa promove concertos gratuitos e imersivos em espaços tombados de Congonhas, Sabará, Mariana e Santuário do Caraça, em Catas Altas
Foto: Guto Muniz
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Projeto do Minas Santa promove concertos gratuitos e imersivos em espaços tombados de Congonhas, Sabará, Mariana e Santuário do Caraça, em Catas Altas
Foto: Guto Muniz
Entre pedra, fé e música, o projeto Sons do Patrimônio – Uma Imersão Sonora propõe uma nova forma de escuta em Minas Gerais. A iniciativa realiza concertos gratuitos em Mariana, Congonhas, Sabará e no Santuário do Caraça, em Catas Altas, dentro da programação do Minas Santa. A proposta reúne música sacra, patrimônio histórico e espiritualidade em catedrais e espaços tombados, transformados em ambientes de contemplação.
A estreia será no dia 28 de março, sábado, às 20h, na Basílica Bom Jesus de Matosinhos, em Congonhas. A apresentação terá o Coral Cidade dos Profetas, com participação especial do Grupo de Teatro Dez Prás Oito, que interpreta cenas ligadas ao repertório executado por coro e orquestra. A entrada é gratuita.
No programa, estão obras tradicionais das cerimônias deste período religioso. Entre elas, Stabat Mater, de Castro Lôbo, Matinas de Sexta-feira Santa, de Lôbo de Mesquita, além do canto da Verônica com o coral interpretando Heu Domine Salvator Noster, entre outras peças. O foco está na tradição musical sacra e na relação entre a sonoridade coralista e a acústica dos templos históricos.
Além dos concertos, o Sons do Patrimônio prevê rodas de conversa sobre a relação entre música e patrimônio. Também haverá registro audiovisual das ações, com o objetivo de ampliar a difusão da experiência para além das apresentações presenciais.
O eixo curatorial parte da ideia de que a música é elemento central na experiência patrimonial. Ao aproximar repertório coralista e arquitetura barroca, o projeto reforça o valor simbólico, sensorial e histórico desses espaços. Ao mesmo tempo, amplia o acesso com recursos de inclusão, como intérpretes de Libras, audiodescrição e materiais informativos acessíveis.
Ao todo, cerca de 40 músicos e coralistas participam da programação, que tem público estimado em milhares de pessoas. “O projeto Sons do Patrimônio revela que é na relação entre o imaterial e o material que o patrimônio se torna, de fato, vivo. A fé, expressão imaterial, constrói memória, sentido e pertencimento ao longo do tempo. Já os espaços históricos, o patrimônio material, acolhem, preservam e potencializam essas vivências. É nesse sentido que a memória se fortalece. O que é vivido se inscreve nos espaços e estes, por sua vez, garantem que essas experiências continuem a existir. É mais do que uma programação cultural. A iniciativa reafirma que preservar o patrimônio é também manter vivas as práticas, as emoções e os significados que o sustentam. É isso que transforma Minas em um território de memória ativa, onde passado e presente seguem em diálogo contínuo”, afirma Itallo Gabriel, diretor de Conservação e Restauração do Iepha-MG.
Mantido pela Associação Cultural Canto Livre, o Coral Cidade dos Profetas atua há mais de 30 anos na preservação da música sacra antiga. O grupo já gravou quatro CDs e oferece formação musical gratuita para pessoas de 10 a 90 anos.
Sons do Patrimônio – Uma Imersão Sonora
Atração: Coral Cidade dos Profetas, com participação especial do Grupo de Teatro Dez Prás Oito
Data: 28 de março, sábado
Horário: 20h
Local: Basílica Bom Jesus de Matosinhos, em Congonhas
Entrada: gratuita
Publicado por juniodecarvalho
Publicado em 26/03/26