A obra de Heitor Villa-Lobos volta ao centro da Sala Minas Gerais nos dias 9 e 10 de abril, às 20h30, com a pianista Sonia Rubinsky como solista da Filarmônica de Minas Gerais. Sob regência de José Soares, Regente Associado da orquestra, o programa reúne o Concerto para piano e orquestra nº 4, de Villa-Lobos, além de duas sinfonias de Mozart e uma abertura pouco executada do compositor brasileiro.
Rubinsky mantém uma relação longa com o repertório de Villa-Lobos. A pianista vem dedicando décadas à obra do compositor e construiu uma trajetória reconhecida internacionalmente nesse campo. Sua integral para piano solo é tratada como referência, e ela grava atualmente os cinco concertos de Villa-Lobos para a Naxos com a Osesp.
Brasileira de ascendência polonesa e lituana, Sonia Rubinsky iniciou os estudos no Conservatório de Campinas, com Olga Normanha. Fez o primeiro recital aos cinco anos e, aos 12, já se apresentava como solista com orquestra. Mais tarde, concluiu doutorado na Juilliard School, em Nova York, e consolidou carreira internacional em palcos como Carnegie Hall, Alice Tully Hall e Maison de la Radio.
Ao longo da trajetória, a pianista recebeu o Latin Grammy, entrou no Editor’s Choice da revista Gramophone e ampliou a discografia com repertório que vai de Bach e Mozart a Debussy, Rachmaninov e Messiaen. Com a Filarmônica de Minas Gerais, ela já esteve em cena em diversas ocasiões. Em 2020, o álbum com gravações inéditas de obras de Almeida Prado para piano e orquestra, registrado com a orquestra mineira pelo selo Naxos, foi indicado ao Grammy Latino de melhor álbum clássico do ano.
Programa traz Villa-Lobos e Mozart
A apresentação também abre espaço para uma obra menos frequente de Villa-Lobos. A Filarmônica executará “Izaht: Prelúdio Sinfônico”, ligado à primeira ópera do compositor, escrita a partir de uma trama ambientada na Paris do século XIX. O prelúdio estreou em 1918, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, e antecipa temas do drama em linguagem já próxima do Villa-Lobos maduro.
Na sequência, Sonia Rubinsky assume o protagonismo no Concerto para piano e orquestra nº 4, composto em 1952. A peça integra o conjunto dos cinco concertos para piano escritos na fase final do compositor. Segundo a apresentação do programa, a obra combina liberdade formal, riqueza melódica e colorido orquestral, com destaque para o “Scherzo” e para o tema retomado no movimento final.
O repertório se completa com as Sinfonias nº 32 e nº 40 de Mozart. A primeira dialoga com a tradição das aberturas de ópera italiana. Já a célebre Sinfonia nº 40, uma das mais conhecidas do compositor, aparece como exemplo da força expressiva de sua fase final.
Serviço
Filarmônica de Minas Gerais
Série Allegro: 9 de abril, às 20h30
Série Vivace: 10 de abril, às 20h30
Local: Sala Minas Gerais
Regência: José Soares
Solista: Sonia Rubinsky, piano
Programa:
VILLA-LOBOS — Izaht: Prelúdio Sinfônico
VILLA-LOBOS — Concerto para piano e orquestra nº 4
MOZART — Sinfonia nº 32 em Sol maior, K. 318
MOZART — Sinfonia nº 40 em sol menor, K. 550
Ingressos: Entre R$25 e R$207, pelo site da Filarmônica.
Publicado por juniodecarvalho
Publicado em 02/04/26
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