fbpx
Curadoria de informação sobre artes e espetáculos, por Carolina Braga

Somos feitos de sonhos: prova da importância da arte para a cidadania

Por Carol Braga

15/10/2018 às 07:37

Publicidade - Portal UAI
Benedita Conteúdo & Imagem/Divulgação

Por mais que não existam dúvidas do quanto uma sociedade com cultura forma cidadãos mais sensíveis, muitas vezes o valor da arte no cotidiano é intangível. Quem dá aula de dança para comunidades, por exemplo, dificilmente saberá o impacto real que causa na vida de cada aluno, embora tenha certeza do benefício.

É por isso que o espetáculo Somos feitos de sonhos, promovido pelo Instituto Unimed-BH dentro do Festival Somos Comunidade se tornou tão revelador. Por mais que o show de Toquinho tenha sido anunciado como a grande atração da noite, é provável que quem esteve na Praça Duque de Caxias na noite do sábado, 13 de outubro, tenha se surpreendido mais com a atração da abertura.

Não foi simplesmente uma mostra de trabalhos dos alunos dos projetos do Instituto, como se esperava. Ao olhar para o rosto – e os sorrisos – de cada artista que subiu ao palco era possível ver, concretamente, o valor que a arte tem.

Impacto

Como o tema era sonho, ao longo dos 75 minutos de apresentação, o telão exibiu vários depoimentos dos participantes e da comunidade sobre o assunto, além de frases de autores conhecidos. Uma das falas mais emocionantes foi a da mãe da Gabriela. Ela contou que a filha é especial e, mesmo em uma cadeira de rodas, escolheu fazer aulas de percussão.

A mãe ressaltou o quanto a experiência fez bem para o desenvolvimento motor e intelectual da Gabriela. Em seguida, a garota subiu ao palco acompanhada dos colegas com um sorriso que não deixou dúvidas. E o melhor: a expressão da Gabriela não foi a única a nos mostrar isso.

Bendita Conteúdo & Imagem/Divulgação

 

O espetáculo

Somos feitos de sonhos teve direção musical de Gilvan de Oliveira, direção de cena de Inês Amaral e direção geral de Lilian Nunes. Os cantores Adrianna Moreira, Marcelo Veronez, Maurício Tizumba e Pedro Morais interpretaram canções brasileiras acompanhados da banda formada por Cleber Alves (sax), Gustavo Figueiredo (teclado), Gilvan de Oliveira (violão, voz e arranjos), Ivan Correa (baixo) e Serginho Silva (percussão).

O espetáculo começou com as apresentações das turmas de balé de alunos iniciantes. Em seguida, a cada música, a noção amplificada da importância do acesso à cultura. Vimos a satisfação de crianças de cinco anos a idosos, de todas as raças, identidades, gêneros.

Cores

É preciso ressaltar o esmero técnico. Cada número teve figurino próprio assinado por Priscila Gouthier. As cores da montagem seguiram o arco-íris da bandeira da igualdade. Especialmente nas coreografias, foi possível observar também a disciplina dos participantes. A vontade do acerto cativa.

O repertório passou por Lenine, O Rappa, Emicida, Roberto Carlos, entre outros. A alegria era o denominador comum e, assim, pouco a pouco a plateia foi sendo conquistada. No final, a vibração era coletiva. Em resumo: uma energia tão intensa que talvez muita gente nem se lembrava mais que ainda teríamos Toquinho no mundo da criança.

 

Bendita Conteúdo & Imagem/Divulgação

 

Toquinho

Mesmo para um artista experiente como ele (afinal, são 50 anos de carreira), deve ser difícil assumir uma plateia já muito vibrante. Toquinho foi muito simpático em uma apresentação que pareceu breve demais, não durou nem uma hora. Ao perceber a proporção de adultos e crianças, mesclou o repertório da carreira. Ele, no violão, estava acompanhado de baixo e bateria.

O show começou com A casa, clássico do repertório composto em parceria com Vinícius de Moraes. Toquinho logo emendou com Tarde em Itapoã. Passou por Que maravilha!, parceria com Jorge Ben Jor, canção que teria feito para um amor que não vingou e outras do cancioneiro infantil como O pato. O violão do Toquinho parece extensão do corpo dele.

Bossa Nova

Em diversos momentos, prestou as devidas homenagens à Bossa Nova. Foi aí que apareceu mais uma surpresa na noite: a cantora Camilla Faustino. Revelada no programa do Raul Gil, tem acompanhado Toquinho nas turnês pelo Brasil e exterior.

Ela nasceu em Goiânia, tem 29 anos, vive em São Paulo. Tem sido elogiada pelas performances em clássicos da MPB. A menina arrasa, viu!!

Por aqui, cantou Chega de Saudade e O pato, clássicos do repertório de João Gilberto, A tonga da mironga do kabuletê, de Toquinho e Vinícius, um momento mais político do show. Camilla também  dividiu os vocais em uma das canções mais esperadas da noite, Aquarela. Segundo o compositor, este clássico não foi exatamente composto para os pequenos, embora tenha sido adotado por eles. O desejo de Toquinho, com a canção de encerramento, é que cada um cuide para não deixar escapar a criança interior.

 

Continua após a publicidade...

photo

Música brasileira: quem vai permanecer de acordo com Chico César?

Quem na música brasileira vai continuar fazendo sucesso? Quem de novo vem por aí? E quem vai permanecer? Não é possível saber ao certo, mas dá para fazer apostas. Chico César, por exemplo, já tem as próprias apostas. Ele esteve em BH para arrasar no show de lançamento do novo disco durante o Festival de […]

LEIA MAIS
photo

Quer concorrer a um par de ingressos para a Festa Divina Maravilhosa?

[PROMOÇÃO ENCERRADA]   A cantora Elza Soares é uma das atrações da festa Divina Maravilhosa, marcada  para a Serraria Souza Pinto nesta sexta, a partir das 22h. O evento celebra a diversidade e levanta a bandeira da liberdade: “Ser quem você quiser, aonde for, enquanto estiver”. Todos os artistas convidados tem em comum a defesa […]

LEIA MAIS
photo

Culturadoria com as dicas para o seu fim de semana: 7 de setembro

Não há duvidas que o feriado da independência impactou a agenda cultural de BH. Se compararmos com as outras semanas, o número de atrações que ganham nossa aposta caiu drasticamente. Mesmo assim, quem ficar na cidade, terá onde se divertir!   Tribalistas Pode ser que o anúncio do show de Tribalistas na cidade, com tanta […]

LEIA MAIS