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Dança

Rosa Antuña estreia ‘A Dança da Mulher-Árvore’ em BH

Solo será apresentado de 18 a 20 de setembro, na Sala João Ceschiatti, no Palácio das Artes.

Foto: Guto Muniz

18/09/2026 a 20/09/2026
19:00
Presencial
Pago
Entre R$15 e R$30
Teatro João Ceschiatti - Avenida Afonso Pena - Centro, Belo Horizonte - MG, Brasil
LINK PARA COMPRA DE INGRESSOS Ao clicar no botão você verá um anúncio

Após quatro anos sem projetos autorais aprovados em editais públicos, Rosa Antuña retorna aos palcos com “A Dança da Mulher-Árvore”. O espetáculo solo estreia nos dias 18, 19 e 20 de setembro, às 19h, na Sala João Ceschiatti, no Palácio das Artes, em Belo Horizonte.

O trabalho nasceu justamente durante esse período de afastamento dos palcos autorais. “Fiquei quatro anos sem conseguir ser aprovada em editais. Isso, para uma artista da cena, é tempo suficiente para que ela seja esquecida”, afirma.

Segundo Rosa, a situação se aproxima da realidade de artistas que permanecem em uma espécie de “limbo cultural”, sem estrutura ou visibilidade para acessar outras formas de patrocínio e circulação. “É complicado sobretudo porque não sigo modismos, nem tendências. Ser uma artista independente no Brasil hoje é sem dúvida um ato de coragem, rebeldia, resistência e loucura.”

Durante esses quatro anos, a artista priorizou a espiritualidade, mas manteve sua relação com a dança. “Me encontrei na Umbanda onde eu podia dançar, cantar, ser útil, estar em uma comunidade, viver o ritual e servir a algo maior do que eu. Foi a Umbanda que me manteve sã, ao longo desses quatro anos em que não vi perspectiva na Arte, sendo eu uma artista da cena.”

Nesse período, Rosa também seguiu como coreógrafa. Criou trabalhos para o Corpo de Dança do Amazonas, Curitiba Cia de Dança, Cia do Mato, em Campo Grande, além de grupos de Vitória. Também dirigiu solos de dança e teatro em Belo Horizonte e Palmas.

Corpo, natureza e ritual

A imagem da árvore passou, então, a ocupar um lugar central na pesquisa da artista. Rosa começou a observar características como força, delicadeza, permanência e capacidade de criar raízes. Depois, levou essas qualidades para o corpo e para a pesquisa de movimento.

“A Mulher-Árvore é uma mulher que precisou encontrar suas raízes mais antigas para poder se firmar, crescer e compartilhar seus frutos”, explica Rosa.

No espetáculo, a personagem aparece como um ser ancestral e testemunha da história da humanidade. A dramaturgia evoca as forças da terra, do fogo, da água e do ar. O corpo, o gesto e a presença orientam a montagem.

O trabalho também marca o encontro de Rosa com o Butoh, dança japonesa que ampliou sua pesquisa sobre presença, expressividade e diferentes qualidades de movimento. “Tenho buscado uma expressividade, a delicadeza do gesto. Chamo isso de “poesia do movimento”. E nessa busca me encontrei com o Butoh, essa pungente e filosófica dança japonesa. Estou me preparando para dançar de uma forma onde encontro força e expressividade sem machucar meu corpo e assim seguir dançando… dançando…”

A primeira apresentação da obra foi em 2025, como work in progress, na 9ª Mostra Mulheres em Cena, em São Paulo. Em 2026, Rosa apresentou novas versões do trabalho no Festival 1,2 na Dança e no projeto ZAZ, da Assembleia Legislativa de Minas Gerais. Agora, a montagem chega à Sala João Ceschiatti em sua versão atual.

Serviço

A Dança da Mulher-Árvore
Data: 18, 19 e 20 de setembro
Horário: 19h
Local: Sala João Ceschiatti, no Palácio das Artes
Ingressos: R$ 30 inteira e R$ 15 meia-entrada, pela Sympla ou bilheteria do teatro.
Mais informações no site: Rosa Antuña

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Publicado por juniodecarvalho

Publicado em 14/09/26

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