Música
OSMG e Coral Lírico apresentam “Réquiem” de Mozart
Concerto no Palácio das Artes, em 25 de março, terá regência de André Brant, solistas convidados e obras de Wagner e Fauré no programa
Foto: Paulo Lacerda
Música
Concerto no Palácio das Artes, em 25 de março, terá regência de André Brant, solistas convidados e obras de Wagner e Fauré no programa
Foto: Paulo Lacerda
A Orquestra Sinfônica de Minas Gerais e o Coral Lírico de Minas Gerais apresentam, no dia 25 de março, às 20h, o célebre “Réquiem”, de Wolfgang Amadeus Mozart, no Grande Teatro Palácio das Artes, em Belo Horizonte. O concerto integra a série Concertos da Liberdade e abre, em 2026, as comemorações pelos 270 anos de nascimento do compositor austríaco.
Com regência de André Brant, maestro residente da OSMG, a apresentação reúne ainda os solistas Andreia de Paula, Julia Solomon, Lucas Viana e Sávio Sperandio. Além da obra de Mozart, o programa inclui “Lohengrin: Prelúdio do Ato I”, de Richard Wagner, e “Cantique de Jean Racine”, de Gabriel Fauré.
Segundo André Brant, as duas primeiras peças funcionam como um percurso de preparação para a execução do “Réquiem”. “Quase como um preâmbulo ao ‘Réquiem’, nós escolhemos o prelúdio do ato 1 da ópera ‘Lohengrin’, de Wagner, e ‘Cantique de Jean Racine’, de Fauré. As duas obras possuem o mesmo caráter, etéreo, místico, quase melancólico. Assim como o ‘Réquiem’ é uma oração pelos mortos, ‘Cantique de Jean Racine’ é uma oração ao próprio Deus, e a ópera ‘Lohengrin’ é uma espécie de culto ao sublime. Tanto em relação ao tema, mas principalmente em termos estéticos, selecionamos obras que vão trazer um certo ar de contemplação, para, aí sim, na segunda parte, ouvirmos o ‘Réquiem’ de Mozart”, explica Brant.
Última obra da carreira de Mozart, o “Réquiem em ré menor” foi deixado incompleto após a morte do compositor, em 1791, aos 35 anos. Dividida em 14 movimentos, a peça atravessou os séculos cercada por relatos sobre sua encomenda e conclusão. De acordo com a versão historicamente mais aceita, o pedido partiu do conde Von Walsegg, que desejava homenagear a esposa falecida.
Mesmo doente, Mozart teria deixado indicações para que seu aluno e amigo Franz Xaver Süssmayr completasse a partitura. Para André Brant, essa dimensão dramática ajuda a explicar a permanência da obra no repertório sinfônico e coral. “O ‘Réquiem’ de Mozart é uma das obras mais executadas pelas orquestras ao redor do mundo. Sempre que ele é feito o público lota o teatro. Essa peça é uma daquelas que carregam uma mística muito interessante, porque é quase como se fosse uma missa para o próprio compositor. Sua relevância, mesmo depois de mais de 200 anos, está muito ligada a essa carga dramática, algo que não é tão comum nas peças do Mozart. Ele foi um compositor genial, que escreveu mais de 600 obras, mas eu acredito que em poucas delas nós encontramos toda essa intensidade que o ‘Réquiem’ traz”, aponta o maestro.
A mezzosoprano Julia Solomon destaca a força atemporal da peça e sua relação direta com temas universais. “É uma alegria revisitar essa obra e explorá-la com mais profundidade. Conheço partes dela praticamente desde sempre. A música aparece em todos os lugares, e movimentos como o ‘Lacrimosa’ são especialmente reconhecíveis até os dias atuais — há uma razão para estarem em séries como ‘The Crown’ e ‘Peaky Blinders’”, enaltece Julia.
Concertos da Liberdade: “Réquiem” de Mozart
Data: 25 de março de 2026 (quarta-feira)
Horário: 20h
Local: Grande Teatro Palácio das Artes
Classificação indicativa: 10 anos
Ingressos: R$ 30,00 (inteira) e R$ 15,00 (meia-entrada)
Vendas no totem e na bilheteria no hall de entrada do Palácio das Artes e pela plataforma Sympla
Publicado por juniodecarvalho
Publicado em 20/03/26