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Polina: quadrinho de Bastien Vivés ganha edição brasileira

A história sobre a bailarina russa Polina, quadrinho Bastien Vivés, já foi adaptado para o cinema e agora é lançado no Brasil pela Nemo
Por Carol Braga
Capa de Polina. Foto: Editora Nemo/Reprodução
Capa de Polina. Foto: Editora Nemo/Reprodução

Por Gabriel Pinheiro | Colunista de Literatura do Culturadoria

Recém lançado no Brasil, “Polina” (Editora Nemo), quadrinho de Bastien Vivés, é como um romance de formação. Acompanhamos a trajetória da dançarina russa Polina Ulinov, da infância à juventude: do teste para entrar na prestigiada escola de seu futuro mestre, Nikita Bojinski, até a sua constante busca por crescimento e por encontrar a si própria no universo da dança.

“Polina” é um quadrinho sobre o comprometimento e sobre o risco. Acompanhamos o dia a dia de ensaios extenuantes e da dedicação exigida pela arte. Seguimos a trajetória errática de sua protagonista, por diferentes companhias, grupos e coreógrafos, as dores e os dissabores da vida artística, seus sacrifícios e escolhas.

Este é também um quadrinho sobre relações profundas e duradouras, que mesmo a distância – temporal, geográfica – não apaga ou enfraquece. O encontro de duas forças criativas que se marcam mútua e profundamente.

Os tons do quadrinho são bonitos e elegantes, com apenas três cores – branco, preto e bege. O traço de Bastien Vivés é simples, por vezes até mesmo econômico, lembrando esboços. Mas tem muito ritmo, é puro movimento: enxergamos as coreografias de Polina e de seus parceiros de dança ganharem vida, página após página – os pés que se movem com leveza, os saltos que parecem prestes a alçar vôo e os peitos arfantes, de respiração profunda após um treino.

Em um de seus primeiros ensaios com Bojinski, Polina escuta de seu professor: “Mais leveza, tudo deve parecer fácil. O público deve ver apenas a emoção que você quer transmitir, lembre-se sempre disso, Polina”. Esta é também a sensação que a arte de Bastien nos passa: na simplicidade de seu traço, reside uma beleza e uma força tamanhas. Mas esta simplicidade na arte é fruto de um trabalho criterioso, cuidadoso e delicado sobre o corpo e a dança, que nos hipnotiza a cada coreografia, a cada equilíbrio nas pontas dos pés de sua protagonista.

Polina no cinema

Polina inspirou o filme de mesmo nome, dirigido por Valérie Müller e Angelin Preljocaj, de 2016. É interessante que Preljocaj, um dos diretores, é um dançarino e coreógrafo francês, trazendo um importante ponto de vista acerca dos movimentos corporais e das coreografias no longa-metragem. O filme teve sua estreia no Festival Internacional de Cinema de Veneza. Confira o trailer: https://www.youtube.com/watch?v=HD9SYVqbVIA

Encontre “Polina” aqui

Gabriel Pinheiro é jornalista e produtor cultural, sempre gasta metade do seu horário de almoço lendo um livro. Seu Instagram é @tgpgabriel

Quadrinho de Polina. Foto: Editora Nemo
Quadrinho de Polina. Foto: Editora Nemo

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